Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Ela deitou em sua cama, se cobriu depressa e tentou entender o que estava acontecendo, ela não podia se lembrar, ela não queria lembrar, ela não queria aceitar que algo tão belo como o amor poderia ter feito aquilo com ela, era medo demais de aceitar, medo demais de aceitar, medo demais de se entregar a qualquer que fosse o sentimento, ela não queria sair dali e por alguns minutos conseguiu se sentir segura... e o dia amanheceu.
A verdadeira riqueza é apenas a riqueza interior da alma, todo o resto traz mais problemas do que vantagens (Luciano). Alguém assim rico interiormente de nada precisa do mundo exterior a não ser um presente negativo, a saber, o ócio, para poder cultivar e desenvolver as suas capacidades espirituais e fruir a sua riqueza interior. Portanto, requer propriamente apenas a permissão para ser ele mesmo durante toda a sua vida, a cada dia e a cada hora. Se alguém estiver destinado a imprimir, em toda a raça humana, o traço do seu espírito, haverá para ele apenas uma felicidade e infelicidade, ou seja, a de poder aperfeiçoar as suas disposições e completar as suas obras - ou disso ser impedido. O resto é-lhe insignificante. Sendo assim, vemos os grandes espíritos de todos os tempos atribuírem o valor supremo ao ócio. Pois este vale tanto quanto o homem. A felicidade parece residir no ócio, diz Aristóteles, e Diógenes Laércio relata que Sócrates louva o ócio como a mais bela posse.
Eu não quero, não vou, não pretendo passar pela vida na ponta dos pés, sem mostrar meu brilho, sem marcar presença!
"Quanto mais despercebido você passa pela Vida ,mais tempo tem para ter contato com o que realmente importa !"
"Tenho encarado a vida da seguinte maneira: Vou indo enquanto puder e se nada der certo, ao menos tenho histórias suficientes para escrever um livro. Meu único receio é a dúvida de não saber em que seção da livraria irei parar."
Tenho os mares e terra como morada, o firmamento como teto e a vida como crença. Nesse vasto espaço fica meu lar sempre pronto a acolher amizades, amores e histórias!
Tenho uma doença sem cura. O nome dela é "vida". Sei que não sairei dela viva. As vezes vivo como se a "vida" não existisse, sou imortal, auto suficiente e indestrutível: sorrio sem limites, trabalho ininterruptamente e sonho incansavelmente. Também consigo ferir, magoar e ignorar. Sei exatamente quando a "vida" se manifestou em mim, mas não tenho a mínima ideia de até quando conseguirei conviver com ela. Percebi que sou portadora de "vida" há pouco tempo. Vi pessoas amadas morrerem de "vida", algumas de "vida" amarga, outras de "vida" feliz, umas de "vida" ilusória, umas de "vida" curta e outras de "vida" longa. A lição que aprendi com tudo isso é que a minha "vida" tem que ser tratada e seus limites respeitados. A maioria das pessoas com quem convivo está infectada com "vida", não buscam tratamento adequado e acabam por contaminar negativamente aqueles cuja a "vida" está sob controle.
“Amanhã, dia de Corpus Christi. Não vou comungar, não tenho vontade, apesar da paz que sinto. A despeito das minhas dúvidas, dos meus erros, acredito, acredito. A verdadeira fé deve ser mesmo a vontade de crer, de aceitar com humildade como faço agora. É pensar: quero crer, portanto creio. Esta a força que nos leva à frente. Não se deter no pensamento do que é certo ou errado, verdadeiro ou não, mas querer com toda força, aceitar, aceitar. Mas mesmo assim, aceitando, não sei por que, não tenho vontade de comungar. Adio, adio sempre, para uma época que não sei quando, talvez quando não tiver mais tempo. Penso comigo: quando me aposentar irei diariamente à missa como mamãe, Tidoce e Dazinha faziam. Será que me aposentarei um dia? Para mim a aposentadoria é um prêmio tão esperado que chego a temê-lo. Serão dias de sol, de música, de alegria. A liberdade em parte, pois com Nonô na situação em que se acha não me é possível tê-la integralmente. Mas a liberdade exatamente como é mais bela, a liberdade que o amor dá. Não desejo nem nunca desejei a liberdade integral, desde a morte da minha mãe. Liberdade sim, mas presa pelo amor a alguém, a alguma coisa. Liberdade total para mim significa abandono, falta de amor. Preciso querer alguém, prender-me, sentir que necessitam de mim, mesmo apesar do meu receio, das minhas queixas. O que poderei fazer da liberdade total? Arrastá-la como um fardo, invejando as cadeias do amor dos outros e suspirando por elas. Sentarei num banco de praça numa manhã fria e de sol, vendo as árvores, sentindo o vento, ouvindo o vozerio das crianças que brincam, os rumores da vida meio distante através da névoa dos anos vividos. Andarei devagar pelas ruas, pisando as folhas caídas no outono, tentando adivinhas o mistério de cada casa adormecida na manhã fria. E à noite, sentada no quarto de música, ouvirei tudo que amo, olhando os quadros, os retratos na parede, pensando com doçura nos que já se foram, rebuscando na memória um som, um gesto, um sorriso esquecido no tempo.
A vitrola para e me levanto para tirar o disco. Nonô vem saindo do quarto, cheio de tinta. Vou ajuda-lo a lavar as mãos. Irrita-se porque tento enxaguar mais uma vez os dedos que ele julga limpos, me empurra, zanga-se. É sempre assim. Insisto e enxugo vagarosamente os seus dedos, tirando qualquer resto de tinta que por acaso tenha ficado, com um pano velho. Do banheiro encaminha-se para a sala de música, onde liga a televisão e senta-se na poltrona favorita. Acompanho-o me sentando também a seu lado e começamos a ver um filme onde um dos personagens num dado momento faça de inferno. Sacode a cabeça e escreve no caderno, me mostrando: “Não tem inferno, juro a você.”
Olho-o em silêncio e ele mantém o meu olhar, reafirmando com a cabeça:
- Não, não.
Estou com ele, mas quantas vezes não tenho discutido no confessionário a esse propósito! Foi mesmo origem de um desentendimento meu com um padre a quem detestei no momento. Passei muito tempo sem voltar ao confessionário, para quê? Se não admitiam que eu fosse sincera? Que me adiantava dizer que acredito na existência do inferno, se dentro de mim penso o contrário? Nonô, por exemplo, já tem o seu inferno aqui mesmo. Quase cinco anos emparedado vivo, haverá maior inferno? Nem mesmo a morte, libertação, apesar do medo que a precede.”
Vida Vida – pp. 201 e 202
Ao Amigo
Em uma linda madrugada como essa a tristeza paira no coração do poeta. Tenho tantas perguntas, tantos desejo, tantas críticas, tantos devaneios. Olho pela janela o vento paira tentando negociar a temperatura com o meu corpo, porém a natureza, um exército contra, infinitamente mais forte. Acho melhor eu agasalhar-me talvez deitar-me e repousar. Meu coração é como se fosse uma brasa que não se apaga, é aquele grito que não se cala, é o choro que ninguém consolou, é o barulho na escada. quem sabe um dia chegaremos, quem sabe um dia acharemos, quem sabe um dia viveremos, quem sabe um dia morreremos. Você me diz com os lábios fluentes que está desanimado, você me diz que ninguém entende. Meus ouvidos escutam, meu coração diz muito, mas meu lábios não dizem nada. Talvez Epicuro estivesse certo.
"No espelho do tempo, ainda tenho olhos de menina, alma destemida e coração de criança. E este espelho mostra-me, todos os dias, que os sonhos moram onde quisermos e, para realizá-los, basta um salto de rebeldia.”
Tenho algumas páginas secretas, e nessas páginas anoto palavras soltas que pairam em um gigantesco papel com nuances de tintas coloridas. Aventuras, intenções, promessas, sonhos sentimentos que somente o instante me permitirá vivê-los.
A vida nos traz em canetas, pinceis, teclados ferramentas que modificam nossos pensamentos em letras flutuantes onde o jeito de pensar ou nosso modo de agir para alguns maluco é a maneira de nos realizar.
Vivam a vida, de forma que sua historia seja de páginas intensas, de sentimentos lindos e meritória como se o amanhã não existisse. Fazendo assim, de cada capítulo, um grande momento da sua vida.
REALIDADE
Não tenho riquezas,
minhas riquezas guardo no espírito.
Não quero glórias,
minhas glórias estão em minha consciência.
Não tenho armas,
minhas armas são meus sonhos.
Não tenho dívida,
minha dívida é a missão de vida.
Não tenho casa,
todo lugar é minha casa.
Não tenho terras,
as terras são ilusões temporárias.
Não tenho parentes,
somos todos irmãos.
Não tenho felicidade,
minha felicidade é a sua.
Não tenho vida,
a Terra é minha mãe e minha vida.
Não tenho liberdade,
somos escravos das nossas ideias.
Não tenho olhos,
meus olhos já viram tudo.
Não tenho força,
minha força é minha mente.
Não tenho inimigos,
inimigos transformo em amigos.
Não tenho dor,
já somos feitos de cicatrizes.
Não tenho necessidade,
o tempo nos dá o que pedimos.
Não tenho igualdade,
nem a morte tem esse poder.
Tenho apenas... Plena REALIDADE.
Tenho aprendido que raras as vezes me encontro com Deus em meu escritório, na maioria das vezes o encontro no solo da vida, sem reservas e no sopro do cotidiano.
Quando fizemos amor pela primeira vez, me senti como você tivesse desnudado minha alma, não precisa você me despir para sentir o toque do seu amor na minha pele, antes de você tocar em mim parecia que você já conhecia o meu corpo, e quando o nosso corpo se tornou um só você começou a fazer declarações de amor a cada movimento do meu corpo e o seu me senti amada, e quando você me olhou a primeira vez o prazer parece que começou antes de você retirar minhas vestes, quando você me colocou na cama e me envolveu em seus braços ali puder sentir o arrepio dos nossos corpos, eu queria só entregar o meu corpo mas quando você tocou em mim eu entreguei meu corpo e alma que culpa tenho de te amar intensamente, explorei o seu corpo a cada toque e a cada olhar cada gemido, era como uma dança uma cena e assim me entreguei a você por inteira. PARA O MEU GRANDE AMOR TIAGO HORA GUEDES!
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