Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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"⁠O amor que eu sinto por você não pode ser avaliado em dinheiro, na verdade, ele foi pago com muita dor e sofrimento, eu paguei a sua felicidade com a minha dor. Então quando, eu digo que te amo não é da boca para fora. Acredite, eu seria capaz do impossível para te fazer feliz⁠"

Hoje eu sei que não preciso mais pagar com dor.
Hoje o amor que eu vivo é troca, é riso, é leve, é presença.

⁠Talvez Eu Não Seja Bem Visto .... Talvez o Problema Não Esteja em Mim, Mas Sim Nos Olhos de Quem me Vêem !.

Permita que eu seja seu querer
Deixe meu olhar tocar o seu
Não espere amanhecer ...
Entenda que seu amor sou eu

Não me deixe na demora
Aqui te canto...Aqui te sonho
Meu mundo te espera
Sou estrela no seu rumo

Permita que eu me cale
Com um longo beijo seu
Deixe a doce luz do silêncio
Selar o seu amor e o meu

Você cruzou meu caminho
Como posso seguir sozinha
É como tirar do tempo
A espera da luz divina...

Amo a mim o suficiente pra dizer:
Não aceito menos do que eu merecer
Se for amor, que venha com verdade
Com calma, com afeto e lealdade - Frase da música O Que Eu Mereço do dj gato amarelo

E eu estou aqui, pra te lembrar
Que amor também é se encontrar
No brilho dos seus olhos, eu vi
O que talvez você nunca quis - Frase da música Olhe no Espelho do dj gato amarelo

O “eu” faz o bem; o mal costuma se esconder no “nós”. Não faça nada duvidoso usando o coletivo como desculpa.

Olhe no espelho e vê
Que o amor mora em você
Quando sorri sem perceber
Eu me apaixono outra vez - Frase da música Olhe no Espelho do dj gato amarelo

O mundo pode até tentar
Te fazer desacreditar
Mas eu te vejo com o coração
E pra mim, você é canção - Frase da música Olhe no Espelho do dj gato amarelo

Eu sou feito de poeira das estrelas que aprenderam a sentir medo da própria finitude.

Só por hoje, eu espero conseguir aceitar o meu passado e receber com gratidão o meu futuro.

Pra hoje
Eu quero mais exemplo
É menos discurso.

Por uma fresta, um fio de neblina, dançava como a seda mais fina. Lá dentro, um coro baixo que eu ouvia: eram gritos calados ou só melancolia?

Recém-chegada a este corredor, minha mão curiosa bateu, sem temor. Então, um toque, um afeto gentil no meu ombro, neste outono de abril.

Uma música clássica enchia o lugar, não era terror, era só um bailar. E eu caminhei pelas salas vazias deste lar de esquecidas alegrias.

Quem me tocara com mão tão serena? Era o meu outro eu, que me livra da pena. Mas não havia porta, nem música, nem mão... Só o eco dançando da imaginação, no palco sem luz do meu próprio roteiro, assinado por um nome estrangeiro: Esquizofrenia.

Eu sabia de cor que as estrelas eram azuis;
Eu sabia de cor que a tinta escorria pelo papel;
Eu sabia de cor que és ilustre quem sonha;


E não sabia que você LERIA ESSA PROSA.

No silêncio ensurdecedor da noite, eu ouço a melodia da sua voz chamando meu nome… “amor”

Eu não vou negar o que aconteceu.
Fecho os olhos, mas não apago a verdade.
Ainda assim, não me submeto ao que ficou trancado,
ao que feriu, ao que já não respira em mim.
O passado é uma sombra distante:
existe, mas não aquece, não abraça, não constrói.
Ele não acolhe os dias felizes,
não sustenta o amor que quer viver agora.
Eu escolho seguir inteiro,
com o coração aberto e a dignidade de quem aprendeu.
Se for para amar, que seja livre,
sem correntes antigas, sem culpas herdadas.
Porque o amor verdadeiro não mora no ontem,
ele nasce no presente
e caminha firme para o amanhã.

Essa eu fiz diante de um ciclo de uma amizade que foi importante pra mim, usei Camus para entender tudo que aconteceu e tudo que permaneceu. Me inspirei na musica Crochê de Jovem Dionísio.

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"Crochê de Amizade: pontos que seguram o mundo"



Há amizades que não chegam de repente; elas se constroem devagar, como crochê.
Um ponto hoje, outro amanhã, um fio que se enrosca no outro, uma conversa que vira apoio, um silêncio que vira confiança. Nada grandioso, nada teatral. Apenas presença. Apenas verdade.


“Crochê” tem essa atmosfera de afeto discreto, quase tímido, que lembra muito o jeito como algumas amizades profundas nascem: sem anúncio, sem expectativa, sem garantia — mas com uma sinceridade que toca onde a vida geralmente não alcança.
Camus diria que é exatamente nesses vínculos que o Absurdo da existência ganha uma pequena trégua.


Porque, num mundo que não responde,
não explica,
não abraça,
a amizade é esse gesto humano — quase rebelde — de dizer:


“eu estou aqui com você, e isso basta.”
A vida é desalinhada.


Nós somos desalinhados.
As dores que carregamos nos fazem tropeçar em nós mesmos.
A lucidez nos mostra que nada é garantido, que a solidão é inevitável, que o universo é indiferente às nossas angústias.


E, ainda assim, existe esse outro ser humano que decide dividir o tempo, o riso, o cansaço, a bagunça, o silêncio.
Isso, por si só, já contraria o absurdo.
É quase um milagre sem misticismo.
Amizade verdadeira não exige perfeição — apenas presença honesta.


É alguém que te vê fora do tom e, ao invés de tentar te ajustar, senta ao seu lado e ouve a melodia torta como ela é.
É quem te passa um fio novo quando o seu arrebenta.


Quem ajuda a desfazer o nó quando você mesmo não consegue enxergar onde começou.


A amizade não te salva do mundo —
mas te lembra que você não precisa enfrentá-lo sozinho.


E essa lembrança muda tudo.
Porque é fácil compartilhar os dias bons; o desafio está nos dias que parecem cinza por dentro.


Nos dias em que você questiona o próprio valor,
em que o mundo parece grande demais,
em que a alma parece pequena demais.
E é justamente nesses dias que um amigo — verdadeiro — transforma o absurdo em algo suportável.


Não com respostas.
Não com soluções.
Mas com a coragem silenciosa de simplesmente estar.


Camus acreditava que continuamos vivendo não porque encontramos sentido,
mas porque inventamos pequenos motivos para seguir.


A amizade é um desses motivos.
Um dos mais fortes, talvez o mais humano.
E, no fim, o crochê da amizade é isso:
um tecido feito de confissões e risos,
de ombros e demoras,
de pequenos gestos que ninguém vê,
mas que seguram o mundo inteiro do lado de dentro.


Não precisa ser perfeito.
Não precisa ser constante.
Só precisa ser verdadeiro.
Porque, quando o resto desaba,
são essas linhas simples —
essas linhas feitas à mão —
que impedem nossa alma de se desfazer.
E, nesse desalinho tão humano,
há uma beleza que Camus entenderia:
a amizade é uma revolta contra o vazio.


E cada ponto dado juntos
é uma pequena vitória silenciosa contra o Absurdo.

Y.C

Às vezes eu sinto que eu sou um morto-vivo, um vivo que não consegue mais ter sentimentos, principalmente de felicidade, um vivo que já está morto.

você foi a coisa mais difícil que eu tentei não mais amar, pois se eu não te amasse mais, deixaria de amar a mim mesmo, e se eu deixasse de amar a mim mesmo, não conseguiria amar mais nada além de você que eu nunca consegui deixar de amar.

O mundo é uma obra prima do Criador, mas é no teu abraço que eu me encaixo.

⁠Se um dia o mundo deixar, me espera no lugar onde a gente nunca esteve. Pois eu ainda acredito na ideia boba de que dois corações podem se colar se baterem no mesmo compasso.