Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

Cerca de 564791 frases e pensamentos: Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

A melhor pessoa para eu me inspirar: Eu! A partir daí saberei onde é o declínio e o pico mais alto que posso chegar.

*Tesouro e fé*


Para longe eu vou
Não há lugar, nem prisão
Livre por dentro
Ainda que ao redor prisão


Longe daqui
Esqueço que vim de lá
Onde pessoas más empreendem confusão
Haja paz e liberdade dentro de mim


Ninguém pode prender o livre pensador
Podem boicota-lo
Mas não encerra-lo em prisões
Homem de fé já é livre por definição


Aposenta a cidadania
Vive a cosmopolia
Desacultura teus costumes
Faz jus a aventura


Não violes
Não sejas pródigo
Não seja insólito
Mas viva com propósito


Aproveite, cresça
A terra está aí
Deus a fez te deleita
Conquista o ouro, a prata, a terra e a fama


Seja fiel a Deus
Não esbanja
Nem coma com os porcos na lama
Não troque seu Deus por um prato de lentilha


Atenta, caminho em sua luz
Não almeja o que seduz
Nem tudo que reluz é ouro
Mas guarda o teu tesouro, que é a tua fé


Dionísio C.S. Oliveira
Janeiro/2026

Eu te amo! Sem porquês, sem medida, de todo jeito, com todas minhas forças, sem explicação, sem definição, ou talvez muito mais que isso. Eu sinto nosso amor, e vivo junto com você todo esse sentimento. É tão grande que chega a transbordar.

Eu te amo mais do que você possa imaginar — e muito mais do que eu consigo entender.

Pra mim tanto faz se o seu amor me compromete
Com você, aposto tudo no número sete
Se eu cair, que você me segure
Eu por você, você por mim, podem me acorrentar

Quando eu digo que vou fazer algo e a pessoas não me chamam de louco, eu paro e repenso o que eu iria fazer.

Existe um ditado popular "querer não e poder" eu digo que "só você tem o poder de fazer aconteçer.

Eu acredito seriamente que as mulheres devem ter mais direitos que os homem, sim ... com certeza, o homem já nasceu homem.

"Ao estudar um pouco de astronomia, descobrir que eu sou ateu, porém de uma forma extremamente diferente: não consigo acreditar que Deus não exista. Cristo rege todo universo!"

Eu não sou feito de respostas.
Sou feito de rachaduras.


Por dentro, tudo em mim é barulho:
pensamentos tropeçando,
memórias se mordendo,
desejos que não cabem no corpo.


Eu existo em estado de urgência.


Tenho dias em que me sinto infinito
e outros em que mal caibo em mim.
Tenho vontade de ser tudo
e medo de não ser nada.


Eu me desmonto com frequência.
E não é metáfora.
Eu me desmonto mesmo.
Ideias, identidade, planos, certezas —
tudo cai no chão.
E eu junto os pedaços
com mãos tremendo.


Não sou estável.
Sou vivo.


Carrego perguntas como quem carrega feridas abertas:
quem eu sou quando ninguém está olhando?
quem eu seria se não tivesse aprendido a me esconder?
quem eu posso ser se eu parar de pedir permissão?


Às vezes eu me sinto grande demais para esse mundo pequeno.
Às vezes pequeno demais para meus próprios sonhos.


Eu sinto tudo no limite:
o amor rasga,
a perda ecoa,
o desejo arde,
o medo grita.


Não sei sentir pouco.


Se eu te disser que sou forte,
é porque você não viu minhas noites.
Se eu te disser que sou sábio,
é porque você não viu quantas vezes eu me perdi.


Eu sou feito de tentativas.
E de fracassos belos.
E de recomeços malfeitos.
E de coragem improvisada.


Não me peça equilíbrio.
Eu sou terremoto aprendendo a andar.


Mas deixa eu te contar algo:
se você me ler e doer,
é porque tem algo em você querendo sair.


Porque todo mundo anda por aí
se amputando emocionalmente
para caber.


E eu não quero caber.
Eu quero existir.


Eu quero que minhas contradições respirem.
Que meus abismos tenham nome.
Que minha bagunça seja honesta.


Eu não sou exemplo.
Sou espelho.


Se você se vê em mim,
não é coincidência —
é humanidade.


Você também sente demais.
Você também finge menos do que parece.
Você também tem um caos bonito aí dentro
pedindo para ser reconhecido.


Então não se organize.
Se entenda.


Não se controle.
Se escute.


Não se esconda.
Se permita.


Porque viver
não é parecer inteiro —
é continuar mesmo em pedaços.


E se alguém te chamar de intenso,
agradeça.


Pior seria ser vazio.

Hoje, nada externo me abalará. Eu sou o mestre das minhas reações.

Eu sou mais forte do que meus medos e mais sábio do que minhas fraquezas.

Eu evito problemas, mas o meu juizo não deixa.

E se as pessoas nada dissessem, eu deixaria você me fazer feliz.

Sei que as vezes não existo
Na cabeça de quem eu quero
De súbito, me desespero
Procurando onde existir
Mas torcendo que seja ali
Só pra você me notar

perto de você


eu descanso


até do pouco
que sou

o que sobrou


não era pouco


era eu

⁠A chave para conseguir o domínio próprio está em entregar o controle do "eu" ao governo do Espírito Santo.

Rhonda H. Kelley

Quando eu fui privada de liberdade, por uma condição clínica psiquiátrica, eu percebi rapidamente a lógica da instituição: "Salve-se quem puder". E comecei a travessia, não bonita como em uma obra de Guimarães Rosa, mas atravessada pela dor e violência simbólica contínua. Eu percebi que a minha existência incomodava e tentei me fazer invisível o máximo que pude. Percebi que era proibido ter insônia e me mantinha acordada deitada na cama, ainda que meu ser pedisse circulação. Recusar um cigarro? Proibido. A recusa poderia resultar em agressão física. E eu perguntava a Deus, por que eu não podia olhar o céu, porque havia um muro alto com arame farpado e seguranças na porta. E chorei, não como que derruba lágrimas, foi um choro interno, que inundou minha alma. Eu estava sozinha em um lugar onde o terror era naturalizado. O meu silêncio profundo foi patologizado. Ela não melhorou. E eu segui me desviando da violência, sem palavras, sem chão, sem aplausos. Recusei a comida, como quem recusa a vida. E engolia os remédios com pressa, para não ser repreendida. Minha alma chorava e não havia céu no horizonte, apenas pessoas brutalizadas, que confundiam o meu silêncio com apatia. E o meu olhar era quase uma oração: "Senhor Deus que eu creio, livrai-me desse destino". E a oração se seguia de um desespero catatônico. Nesse lugar, de que me serviam os livro que eu li? Ali eu era um número, conveniente o suficiente para me calar. Muito mais eu poderia dizer desse lugar e de mim. Mas deixo o passado e suas sombras. Estou na minha casa em silêncio e grande vitória é a chave da porta. Quem nunca passou por uma internação agressiva, talvez nunca entenda minha palavras, e nunca saibam que a palavra 'Liberdade' é sagrada. E diz tudo aquilo que o sistema cala. Sobrevivi, inteira o suficiente para narrar minhas memórias. E sei com clareza absurda a hierarquia das nessecidades humanas. E o amor romântico não entra nessa equação. É um luxo facilmente descartável. E a saúde e a dignidade são absolutamente inegociáveis. Sigo firme e forte, o que não me mata, aumenta minha Lucidez.

Eduarda,
eu não sei mais onde termina a calma
e começa você.
Desde que te conheci,
meu coração não anda — ele corre.
Corre atrás do teu sorriso,
do teu jeito,
da sensação absurda de paz
misturada com esse medo bom de sentir demais.
Você mexeu em lugares que ninguém tocava,
abriu portas que eu mantinha fechadas
até de mim mesmo.
Voltei a escrever porque o que sinto por você
não cabe no silêncio.
Eduarda, se isso ainda não é amor,
então é algo ainda mais perigoso:
é a certeza de que você já mora em mim
antes mesmo de eu saber
como te explicar isso sem tremer.⁠