IsaiasGomides
Pra ser quem eu sou hoje
Eu paguei um preço muito alto
Perdi muitas coisas perdi caminhos perdi pessoas.
Perdi até a mim mesmo!
Mas eu me refiz em silêncio carregando dores que ninguém viu vencendo batalhas que ninguém nunca soube
Então por favor não venha me dizer: Há você não era assim?
Você não sabe o que eu vivi
Cada mudança em mim tem uma cicatriz
Eu não mudei por escolha eu mudei por necessidade
A vida me moldou na marra no impacto na perda.
E hoje eu sou o que restou depois de muito me despedaçar e mesmo assim eu sigo em frente com a cabeça erguida.
“O tempo não apenas passa — ele ensina, cobra e revela. Ao longo da vida, acumulamos decepções: no amor, no trabalho, nas pessoas… e até em nós mesmos.
Mas é na dor que nasce o verdadeiro despertar — o autoconhecimento que nos obriga a enxergar quem realmente somos.
E então entendemos uma verdade inevitável: nada do que fazemos ao outro se perde. O mal que plantamos, cedo ou tarde, volta para nos ensinar da forma mais dura.”
A melhor fase da minha vida, até hoje, foram os anos 90.
Foi uma época de descobertas, desafios e transformações. Eu estava deixando a adolescência para trás e aprendendo a me tornar adulto. Como todo jovem, passei por mudanças de comportamento, dúvidas e conflitos, mas encontrei meu caminho e construí minha própria identidade.
Presenciei importantes movimentos de inclusão social, que ajudaram a abrir portas para muitas pessoas e contribuíram para a construção de uma sociedade mais consciente. Também acompanhei o nascimento de uma nova era tecnológica, uma revolução que transformou o mundo para sempre.
Mesmo em meio às dificuldades econômicas que o país enfrentava, realizei um dos meus primeiros grandes sonhos: aos 19 anos, em 1999, comprei minha primeira moto, uma CG 125. Para muitos era apenas uma motocicleta; para mim, representava independência, conquista e a certeza de que o esforço vale a pena.
Nunca fui apaixonado por futebol, mas tive o privilégio de assistir a uma geração que marcou a história do esporte brasileiro. Nunca fui militante político, mas sempre tive consciência da importância das políticas sociais, porque vivi na pele o impacto positivo que elas podem ter na vida das pessoas.
Mas se existe algo que definiu minha trajetória, foi a música. O rock não foi apenas um gênero musical que ouvi durante a juventude. Foi uma filosofia, uma identidade, uma forma de enxergar o mundo. Transformei a música em um estilo de vida, e ela continua sendo parte de quem eu sou.
A vida segue, os tempos mudam e cada geração tem sua própria história para contar. Por isso, viva intensamente a sua época. Aproveite as oportunidades, construa memórias e faça sua história. Mas nunca deixe de valorizar aquilo que realmente contribuiu para o seu crescimento, porque são essas experiências que moldam quem nos tornamos.
Os anos passam. As lembranças ficam. E algumas épocas jamais saem do coração.
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