Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Que a sua vida fale de Cristo antes que seus lábios o façam. E que ninguém precise perguntar a quem você pertence.

Quando o caráter de Cristo é evidente na vida de alguém, os acusadores não encontram fundamento na verdade; por isso, recorrem ao falso testemunho na tentativa de manchar sua história.

Agradeça pelos espinhos que Deus permite em sua vida. Eles libertam o coração da ilusão de chamar de lar este mundo caído.

O Evangelho nunca prometeu uma fé confortável, mas uma vida transformada. Estacionar na superficialidade é seguro, mas nunca nos moldará à imagem de Cristo.

Nenhum microfone tem mais autoridade do que a vida escondida diante de Deus.

A poda divina dói, mas preserva a vida; o corte definitivo, porém, sela o destino da esterilidade na ausência do Criador.

Se abrimos mão de participar da vida pública por medo ou omissão, não é a política que deixará de existir; ela continuará moldando o mundo em que vivemos. E pode chegar o dia em que descubramos, tarde demais, que o silêncio dos cristãos ajudou a diminuir o espaço da própria liberdade de viver e testemunhar a fé. Não porque o Reino de Deus dependa da política, mas porque a omissão também produz história.

Quando os cristãos se omitem da vida pública, a política não fica vazia; ela apenas passa a decidir, sem nossa voz, até os limites da liberdade de viver a fé.

Toda vida que não principia em Deus e para Deus não se ordena é vaidade e vazio. Ainda que se prolonguem os dias e se multipliquem as obras, tudo será estéril, pois somente em Deus encontra o homem seu princípio, seu fim e sua verdadeira felicidade.

Sem Deus no início e no fim, a vida é vazia. Dias longos e grandes obras se tornam estéreis, pois o ser humano só encontra sua origem, seu propósito e sua felicidade Nele.

Sem Deus em primeiro lugar, os dias se acumulam, mas a vida não floresce.

Não transforme a sua vida em um palco para o aplauso dos homens, pois o brilho que busca o ego é apenas treva disfarçada. Seja, antes, uma fresta de luz; um canal desimpedido e quebrantado, para que, ao olharem para a sua caminhada, os homens não se demorem em você, mas esbarrem na transcendência e vejam o Pai.

A vida inteira dependemos da providência divina. Contudo, quando Deus se esvaziou e se fez carne entre nós, nós O matamos. A morte de Jesus revela a nossa loucura, mas também revela a profundidade de um Deus que prefere morrer a nos obrigar a amá-Lo.

Se a Palavra de Jesus ordena ao mar da nossa vida que se aquiete e as ondas obedecem, por que cargas d'água a ansiedade ainda insiste em agitar nosso próprio coração? O mesmo Cristo que cessa a tempestade lá fora é quem nos convida a aquietar a alma e a descansar na plena certeza do Seu amor.

O pecado na vida de um regenerado torna-se exceção e não regra.

A vida, em sua essência, é um suspiro diário da graça. Abrir os olhos a cada manhã é como sentir o Criador sussurrar bem perto de você: 'Respire fundo. Recomece. Minha misericórdia se renovou para restaurar a tua história, e Eu estou contigo em cada linha.'

A vida não é apenas um evento aleatório, mas um milagre diário. Quando você acorda a cada manhã, está ouvindo a voz do próprio Deus sussurrando ao seu coração: 'Você é profundamente amado e aceito em Cristo. Levante-se. Recomece. Eu estou contigo'.

O Evangelho não é uma proposta de readequação de agenda, meu irmão. A religião gasta a vida inteira tentando gerenciar o comportamento humano, impondo ritos, horários e liturgias que apenas maquiam o exterior, deixando o coração intocado. O Evangelho de Jesus não mexe na superfície da rotina; ele implode a estrutura do ser, nascendo de dentro para fora e transformando radicalmente quem nós somos na nossa mais profunda essência.

O chamado de Deus não é para os acomodados. Ele vai tomar a tua vida inteira. E a prova disso é que, muitas vezes, a tua boca terá que anunciar cura e vida para os outros exatamente enquanto a tua própria alma sangra na dor.

A pior cegueira é aquela que transforma o homem em um fiscal da vida alheia, um especialista nas falhas do próximo, enquanto ele caminha na mais absoluta e cega ignorância a respeito da própria sujeira que carrega em si.