Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
🎶 "Lágrima da Aurora Eterna"
(“No limiar do tempo, uma lágrima caiu… e tornou-se canção.”)
Nas brumas do primeiro suspiro, nasci,
Com asas de vento e olhos de marfim.
A vida me deu um nome esquecido,
E o tempo, um cálice de mel e fel.
Toquei o céu com dedos de infância,
Vi deuses dormindo nas sombras da dança.
O amor, como lâmina envolta em flor,
Cortou-me o peito com perfume e dor.
Segui o canto de um cisne ferido,
Por bosques de névoa e espelhos partidos.
Cada passo era um verso silente,
E o chão, um livro de folhas ausentes.
Encontrei-te à margem do fim do mundo,
Com olhos que choravam o tempo imundo.
Tocaste minha alma com dedos de luz,
E a morte, por um instante, se fez cruz.
Oh, chama vestida de carne e lamento,
Foste jardim e tormento ao mesmo tempo.
Nos teus braços, o abismo se calou,
E até os anjos desceram sem véu.
Mas o destino, cego artesão,
Tecia com espinhos a nossa canção.
A eternidade, com voz de salmos,
Nos separou em tronos de pranto e palmos.
A morte dançou entre véus dourados,
E levou-te em silêncio, entre os finados.
Rasguei meu peito em nome da verdade,
E vi tua face na eternidade.
Agora caminho por reinos de sonho,
Semeando estrelas no solo medonho.
Cada nota que vibra em minha lira,
É lágrima tua que ainda respira.
O universo é um espelho partido,
Mas tua lembrança é cristal infinito.
Queimarei mil vidas pra te reencontrar,
Na alvorada onde o tempo vai se calar.
(Coro angelical e tambor ritual lento)
Lágrima da aurora, volta ao teu lugar,
Entre véus do nada, vamos despertar.
Pois até a morte, se ouvir nosso amor,
Cairá de joelhos diante do cantor.
Navegar sempre alvejando o objetivo, os ventos contra ou a favor, nem a deriva nem ancorar. Aurora incandescente a vista
QUE(M) (H)ORA?
E então chegou a hora
Hora de ir embora
E nem chegou a aurora
Medo que esconde a mora
Ofusca a luz de outrora
Fé que o passo vigora
Busca o mundo lá fora
Sempre há chance no agora!
Nascer é sentir-se e reconhecer-se como um rebento que de grito e grito espera a aurora pra dizer adeus e rebentar outra vez.
Enquanto houver aqueles que se arrebatam vendo o mesmo astro da aurora no Sol que se põe, o mundo está salvo.
Metades Eternas
Na aurora dos tempos, uma dança celeste, Seres etéreos em seu esplendor, sem arestas. Em perfeito equilíbrio, mesma alma, um só átma.
Mas Deus, em Sua sabedoria, decidiu separar, Dividiu corações, partiu corpos ao meio, Lançou ao mundo o desejo e o anseio.
Metades perdidas, vagando na vastidão, Buscando a outra metade, a perfeita união. O amor, um ímã atraindo o que foi separado, Em cada olhar, um reencontro esperado.
Pois na busca incessante, no encontro de irmãos, Reside a essência de duas metades, Na formação de um único coração. Metades eternas, a plenitude alcançará, Duas almas unidas, completude a celebrar.
Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam.
Páscoa: o Amor que Ressuscita
Mais uma aurora se ergue com canto de esperança,
e em cada coração floresce o milagre da vida.
Cristo ressuscitou!
E com Ele renascem o amor, a paz e a promessa da eternidade.
Alegria, alegria!
O céu se abre em festa, os anjos cantam louvores,
e a terra se enche de luz.
Viva Jesus, viva o Amor!
O Amor que se fez sacrifício,
que venceu a dor, atravessou a cruz,
e voltou ao mundo como luz que não se apaga.
Nesta Páscoa, que cada gesto seja semente,
cada abraço, renascimento,
e cada olhar, reflexo da presença de Deus.
Feliz Páscoa,
onde o amor é verbo,
e Jesus, eternamente, é vida.
Palco do Silêncio
Por Nereu Alves
Um dia brilhou como estrela na aurora,
salão imenso, janelas abertas, luz que aflora.
O palco, infinito em sonho e criação,
morada da arte, da vida, da imaginação.
Ali dançaram ideias, versos e canções,
ecoaram risos, palmas, gerações.
Cenário de peças, recitais, emoção —
cada ato, um sopro de transformação.
Ainda está lá, firme, sobrevivente,
com vida que pulsa, embora diferente.
Mas algo o abafa, o cerca, o silencia,
como um véu pesado que cobre sua poesia.
Ergueram ao lado um gigante sem alma,
frio, sem história, que rouba a calma.
Um elefante branco de concreto e vaidade,
que engoliu a luz, abafou a verdade.
O vizinho tombou, não por tempo ou idade,
mas pelo descaso, pela falsidade.
Assassinaram paredes cheias de memória,
e enterraram ali um pedaço da história.
Agora o palco, mesmo em uso e movimento,
vive ofuscado por fora e por dentro.
Resiste em silêncio, com dignidade,
mas luta contra a sombra da modernidade.
Não é preciso demolir pra matar —
basta sufocar, fazer o brilho apagar.
E onde antes brotava beleza e união,
fica a sensação de lenta extinção.
Mas há quem veja, quem guarde, quem clame,
quem sinta que a arte é chama que inflame.
Enquanto houver alma, memória e razão,
não se fecha jamais o grande portão.
Abram-se janelas, cortinas, corações —
que o palco renasça em mil gerações.
—
Nereu Alves
Dedico este poema à Irmã Maria.
O Sol arrebenta n’aurora num buquê de rebeldia no céu
Verdes um pote de mel derramado sobre o dia dourado?
Adocica o ar e intoxica de beleza por todos os lados
Não há movimento só mutação, só o Sol, só o Sal da terra
Imóveis as folhas das palmeiras não percebem o vento...
São luzidas no silêncio que veem bem no altíssimo
Contemplo o Verbo nas verduras estampadas
Inspiram-me ternura por todos os líricos cardiais
Enquanto o vento estagnado deita á superfície mundana
Há colmeias nas telhas molhadas de orvalho noturno
A poesia é gritante (ré)bela a vida é inocente é do Uno
Ah!...A culpa é das abelhas que é puro doce por dentro
M’eu lilás qual a flor da verbena me apoema em Paz.
Transcendência!
Transcende-te
Rasgando o silêncio dos tempos
e as vicissitudes de aurora e de todos os tempos…
cavalgamos afanosamente
cantando em canto dos encantos
o desencanto em pranto
do nosso encanto sem canto…
a tecnologia, designer e o entretenimento
serão esteios de sustento para a aposta ao desenvolvimento
deste benquisto país insular em crescimento…
por isso, faz acontecer…
oh! gente moça de agora,
onde tudo passa sem demora….
Poetizando, fulminamos a pungente tempestade
Da vida quotidiana
E rasgamos o silêncio dos tempos e de todos os tempos...
Cultivamos harmoniosamente a paz, a unidade, o amor
E entramos desapaixonadamente no seu coração
Rasgando o silêncio dos tempos e de todos os tempos…
por isso, faz acontecer…
oh! gente moça de agora,
onde tudo passa sem demora….
Dramatizando, caminhamos juntos
na senda do progresso deste pais arquipelágico
e rasgamos irreversivelmente o silêncio dos tempos e de todos os tempos…
por isso, faz acontecer
oh! gente moça de agora,
onde tudo passa sem demora….
Hoje,
Agora,
Não amanhã,
Sem demora…
Faz acontecer….
O Galo que Canta, anuncia um novo horizonte…
O Galo que Canta, canta…
Canta bem mais alto que o som da ermida
Canta para anunciar um novo horizonte…
Canta para transcender o silêncio dos tempos e de todos os tempos…
por isso, faz acontecer…
oh! gente moça de agora,
onde tudo passa sem demora….
Atente-se aos falsos arrependimentos bravejados, do ocaso à aurora, não teças sonhos em exíguos fiapos.
Melissa
Ora maré bravia
Ora arrebatadora aurora
Num mergulho sereno
Clímax, beijo ameno
Olhos à luz do luar
Enlace de amar
Perpétua essência
Fecunda aparência
Encanto sem premissa
Fez-se Melissa.
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