Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Falar o que agora..
Sobre nada ou sobre nós, no caso, quase a mesma coisa, já que não tenho nada a dizer, nem de mim nem de você.
Eu e você não existe, pois não chegou a ser.
Ser é o que não foi, não é ou é o que é, o que sei é que nada é.
E falando em nada, nada é falar em você, pois você não é o que era e nada tenho a dizer, nunca acontece nada, nada há de acontecer, vou só parafraseando pra você entender.
E mesmo que eu tente muito, ainda que pague pra ver, nada nunca acontece ou pode até acontecer, mas na verdade não chega a ser.
Cansada de ver tudo partir, exausta de esperar pra ver, to morrendo por não fazer nada e nada de novo acontecer. Entendo que nada e ninguém é, na verdade tudo está, até quando não der em nada e nada voltar a ser.
Não é amargura ou rancor o que sinto, não é tristeza ou lamento, não é dor, não é vaidade, na verdade o nome do que sinto é nada.

Tenho
Tenho uma necessidade absurda de escrever.
Sobre tudo o que sinto, sobre tudo o que me incomoda.
Ao principio os meus textos, muitas vezes não saiam dos rascunhos.
Talvez por medo ou talvez porque achar que não eram bons.
Para partilhar ou ler.
Depois o medo foi ganhando coragem.
Dou graças a Deus por ter-me dado asas.
A realidade é que os meus textos ou rascunhos...
Estão cheios de tudo que vai cá dentro.
As minhas mágoas.
Os medos
As vitórias
As derrotas
As mágoas
De que tenho sido protagonista.
Os meus textos e poemas.
São o meu cantinho.
O meu abrigo.
Sei que posso escrever.
O meu maior critico é o meu marido, é nele que eu confio.
Sinto-me segura no meu cantinho e no meu refúgio
Posso escrever o que quiser, não ofendo ninguém
Falo de mim, fico muito feliz que gostem do que escrevo "obrigado" !

Tenho
Lírios nos olhos
E algumas orquídeas
Sobre a mão
Qualquer dia
Uma borboleta
Pousa no meu jardim
Talvez nas rosas
Que floresceu
Em meu coração.

Vou vivendo na vontade
que tenho de me atirar
no incêndio dos teus braços
a procurar no final
voltar de novo ao início
entre a poesia e o voar
pois escrever e amar
é arder
no mesmo vício

Tenho uma mania permissiva e lasciva de viver intensamente até mesmo na efemeridade e subjetividade do instante sutil.

Não sou mulher de aço
Tenho sucessos e fracassos
Apenas não acho,
Que devo ficar lamentando
O que a vida não me deu ou o que me tirou
Continuo a trajetória...
Chorando quando tenho vontade, ou sorrindo.
Uma gargalhada notória!
Não preciso ficar fingindo.
E assim vou escrevendo a minha história
Como vai terminar?
Adoraria mesmo saber!
Mas em qual for o lugar
Nada de sofrer!
E se vier à dor (aquela sem remédio)
Não tem problema...
Invento outra cor (para sair do tédio)
Conto minha história com outro tema
Más meu coração nunca perderá o AMOR.

Não tenho a pretensão de tirar nada do lugar, apenas plantar algumas flores nos teus espaços vazios.

Tenho esperança de continuar vivo. É vivo que a gente fortalece essa luta.

Amo porque tenho de amar.
Sinto porque tenho de sentir.
Choro porque tenho de chorar.
Mas não desisto...
Deste desejo de te abraçar,
De te beijar...
Não quero aceitar,
O que a vida me oferece,
Mas se amizade tiver de ser.
Então aceito,apesar do tormento
Porque não te quero perder.
Platónico é este sentimento,
Que vem do meu pensamento.

Tenho problemas no amor;
No começo sou feliz, no final sofredor.
Comigo as coisas são assim,
Vendo você sem min é uma dor sem fim.

Equilíbrio!

O bom de ser meio doido e que ainda tenho metade de mim pra ser são...
É como o mar e suas tormentas, que comumente contrapõe a calmaria e o sossego, para que dessa forma..., possamos navegar em paz...
Porque afinal, equilíbrio é tudo nessa vida...

Tenho personalidade forte demais, e o que tenho dentro de mim, dor profunda e um amor próprio surreal, amor esse que a pouco tempo conquistei, e o que sou, como sou, foi construído com esse amor. Não o troco por nada, não sou certo, nem perfeito, mas amo como sou, esse é o meu melhor para mim.
Aqui, existe o que jamais imaginei encontrar...

Tempestade dentro de mim

Acordei no meio da noite
pois já não tenho motivos pra sonhar
Fiquei sentada na cama
com pensamentos e ideias me corroendo
Me sinto vazia e desmoronada
Meu pulmão tenta encontrar o ar
mas há uma tempestade dentro de mim.
E o meu corpo se torna o mais frio
que já vi.

Tantas coisas poderiam ter dado certo
Mas quantas coisas fizeram de tudo errado.
Minhas lágrimas lavam meu rosto aturdido
Minhas lágrimas lavam meu coração iludido
Mas não lavam a dor que tenho sentido.

A rua lá fora está um completo silêncio
Mas dentro de mim há diversos barulhos
Vozes e sentimentos que se chocam
E eu, uma garota que só chora.

Quando o amor resolve brincar
as consequências são sempre dolorosas.
Nunca é fácil abandonar um sentimento,
muito menos entender o que se sente por dentro.

Ainda é tarde da noite,
e somente eu estou acordada.
Tentando voltar ao tempo
Tentando esquecer que sou órfã de amor
tentando esquecer a trilha sonora que me aborda
Tentando esquecê-lo.

(...)

Tenho apenas uma certeza em relação a tudo isso: Sempre serei seu amigo, mesmo você não querendo, nem precisando, serei assim mesmo.

Tenho facilidade de fazer inimigos. Na primeira vista sou amada, mas em pouco tempo passo a repelir pessoas. A culpa é toda do meu jeito efusivo e questionador, que bota o dedo na ferida alheia. As pessoas odeiam ouvir verdades, logo quem as diz é odiado. Mentiras são tão confortáveis, mas quando descoberta, se acham no direito de reclamar. Eis uma verdade absoluta, ninguém está preparado para ouvir verdades, suplicam por ilusões. Talvez pela ignorancia de muitos minha sinceridade demasiada é confundida com arrogancia. Sinto muito, mas mentiras sinceras não me interessam.

Tenho nojo de acomodação, mas tenho apreço pelos acomodados que precisam apenas ouvir a palavra certa na hora certa para mudarem de direção.

Não tenho nem um átomo de arrependimento.

''No cais dos meus lábios tenho guardado os beijos mais verossímeis aos meus segredos eternos desse amor ainda mascarado. Tenho escolhido as primaveras certas, as flores perfumadas, ornamentando minha alma para quando você voltar. Andei trocando botas com o vento, perguntando por você, descobri que uma andorinha foi enviada com a tarefa de trazer você de volta ao meu coração, para esse jardim que sempre lhe pertenceu, desde as primeiras sementes, as mudas de árvore, que separei.

Tenho chorado pouco, isso é um ótimo sinal; sinal que em meu coração resplandece a esperança, abdicando da vida de fugitiva para fazer morada em mim, ao lado das nossas fotografias grudadas na parede da memória, fincadas em minha pele como proteção do sol. Eu tenho segurado a porta aberta da nossa casa, deixando que qualquer rastro seu adentre nosso mundo – agora apenas meu –, permitindo que qualquer gota de nós se misture com minhas memórias e inunde meu amor, dominando os espaços vagos do meu abrigo, esse meu forte de guerra. Não me incomodo mais com a solidão durante as longas horas noturnas, fico ouvindo as cotovias desleixadas ou uma coruja qualquer a pronunciar palavras em mim, se espalhando pela escuridão do meu quarto, contando as histórias de nós dois.

Eu deixei de ser caravela ao notar que ser porto é mais saudável, mais eterno. Quem sabe um dia o senhor desaponte no horizonte, lançando um olá tão distante, voltando a ser meu, e finque seus pés em minha areia, fazendo das minhas terras o seu refúgio, da minha ilha seu lar, sem mais partidas, sem mais recomeços, sendo somente continuidade.
Eu deixei de ser mulher para o mundo, para continuar sendo a sua bailarina de porcelana, presa em sua caixinha de música, esperando suas mãos para dar corda a minha solitária dança ao som dos meus lamentos eternos. Eu deixei de ser mar e me tornei vento à sua espera. Hoje, eu sou palavra à espera de quando voltará a me pronunciar.''

"Tenho o olhar atento e penetrante, movimentos calmos e pensamentos rápidos, ágil no escuro e muitas vezes com atitudes imprevisíveis, mas verdadeiros. Sentidos aguçados e personalidade forte, mas sou dócil com os amigos, quero sempre vê-los sorrindo e protegidos. Porém fico extremamente em alerta com estranhos, necessito observa-los antes. A curiosidade pode me matar, mas não tenho medo, prefiro saber o que tem do outro lado. Sou assim... como um felino, brincalhona ou agressiva, esperta ou preguiçosa, carinhosa ou selvagem... tudo depende de como você olha para um gato, ou para uma mulher gato." Mayke Franz (Nikita Fride - SL)

Não sinto nenhuma amargura pelo que aconteceu. Pelo contrário. Tenho certeza absoluta de que o que nós tivemos foi real, e fico feliz por termos tido a chance de ficar juntos, mesmo que tenha sido por um breve período. E se, em algum lugar distante do futuro, voltarmos a nos encontrar na nossa nova vida, eu vou sorrir para você com alegria e lembrar como passamos um verão embaixo das árvores, aprendendo um com o outro, e nos apaixonando.

Noah Calhoun
SPARKS, N. The Notebook. London: Hachette UK, 2011.

Nota: Frase do personagem do livro "Diário de Uma Paixão" de Nicholas Sparks.

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