Que Saudade dos meus 15 anos
“Não te deixarei”
Mesmo que as tempestades assolem meus caminhos, não te deixarei.
Mesmo que os dizeres de maldade prevaleçam, não te deixarei.
Mesmo que os presentes sejam flores mortas, não te deixarei.
Mesmo que as dores batam à porta, não te deixarei.
Mesmo que os erros sejam sempre calhordas, não te deixarei.
Mesmo que os dias derramem todo mel, não te deixarei.
Mesmo que as risadas fossem numa nota, não te deixarei.
Mesmo que os pedidos se tornem dolentes, não te deixarei.
Mesmo que os medos se tornem freqüentes, não te deixarei.
Mesmo que as magoas explorem a gente, não te deixarei.
TREVA
Tento segurar meus sonhos
bem dentro da minha mão:
mas eles são tão dolorosos!,
- e por tristes ventos se vão...
Só o nome da lágrima fica,
permeando a tristeza chegada.
E a lágrima que cai dos olhos
mata toda esperança inventada.
Vão os sonhos, e vão tão leves!
Não fica nem a luz dos olhares.
(Ó vento, tudo é tão doloroso,
sob os passos que caminhastes...).
"Afinal de contas
tudo o que fiz
foi para chegar até você
e você não tem culpa dos meus erros
pois o coração
é terra onde ninguém passeia
e o amor
é igual a erva daninha
nasce sem pedir licença
cresce sem que nós percebamos
i nunca Morre
pois o amor verdadeiro
...esse é pra sempre"
CÓRREGOS DE EPIFANIA
Sinto Frida Khalo
Passear pela pradaria dos meus pensamentos:
Na tela de mim,
Ela pinta uma mulher sem rosto
Que faz verter sangue
Das tetas cor de rubro.
E do fluido vividamente vermelho
Assoma e fulgura
Um cavalo radiosamente negro
A trotar airosamente ligeiro.
Ele é um corcel
Que viaja sob o signo
Da velocidade da luz:
O colossal e galhardo quadrúpede
Traz impresso sobre o seu rutilante lombo
A imagem de uma velhaca águia gigante voando.
Ela, a águia,
Expele vórtices de fogo
E sorve o betúmico oceano caudaloso;
Ela, a águia,
Semeia espigas de ouro,
Colhendo para si o alcoólico dínamo suntuoso
E fomentando a fome para o infausto povo;
Ela, a águia,
E as outras magnas aves de rapina
Subjugam o mundo vivaz, pleno, maravilhoso
E deixam como legado
O caos, o crepúsculo, a dantesca mansão do vácuo para todos.
Ah, mas eu só pude sentir
A supernova do nosso milenar planetário
Quando a Frida Khalo
Fez da minha viagem
Á inefável esfera dos sonhos
Seu mais belo, eloquente e audacioso quadro novo.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
hoje eu olhando para as paginas da minha vida.........
meus pensamentos focaram em alguém, lembranças de vc e eu !!
vc sempre esteve do meu lado para me dar forças....
esteve ao meu redor para me proteger !!
toda vez que eu olho para vc....
vejo algo novo, que me faz eu te querer ainda mais
tudo o que eu faço é amar vc !!
me perdoe por toda as palavras que eu não disse, por todas as coisas que eu não fiz !!
mais olhe nos meus olhos e verá o que vc significa para mim
não me diga que não tem jeito...
que eu não posso lutar por vc...
eu morreria por vc....
vc sabe que é verdade !!
Virtual
De onde vim? Pra onde irei? Não sei
Nada está no mesmo lugar
Meus olhos no espelho, ainda estão vermelhos
Não agüentam me ver chorar
Eu daqui, você de lá
Encontros virtuais todo dia
Já nem sei no que vai dar
Nossa paisagem nova, pop filosofia
Outra realidade pra anestesiar
Nossa viagem sem sair do lugar
Eu sei que o nosso amor ainda navega
Mas tudo que eu grito não chega aos seus ouvidos
Nada mantém o meu coração refém
Preso no espaço sideral
No abismo da rede, ondas que vão e vêm
Alimentando o amor ideal
Tudo bem, tudo igual
Novamente sem seu sorriso
Até amanhã, e ponto final
Pra ir pro paraíso, tudo que eu preciso é
De outra realidade pra anestesiar
Nossa viagem sem sair do lugar
Eu sei que o nosso amor ainda navega
Mas tudo que eu grito não chega aos seus ouvidos
Eu, numa ilha, sem balanço do mar
Mal, minhas garrafas sempre voltam pra cá
Talvez tudo vá se encaixar
Mas sei: solidão a dois, nunca mais
Ainda sei de cor a seqüência do teu numero
Mas os meus dedos já não os discam mais...
Da minha boca saem múrmuros
Para que meus lábios não lhes digam...
Que você ainda é a razão do meu viver,
E seu olhar ainda mexe com meu ser
Pra que dizer se você nem quer saber
Pra que querer se eu não posso mais te ter...
Eu to tentando esquecer o quanto eu me lembro de você!
Qualquer palavra teima em cruzar meu pensamento
Só pra me fazer lembrar o sentimento aqui de dentro...
Eu sei é masoquismo te querer
Mas também sei, que se eu pudesse escolher
Eu não iria gostar de você!
Mas o que eu posso fazer?
Se em outros braços não tem o teu jeito de ser...
Se aquelas lábios sem calor,
Não são do meu amor...
Para os meus poucos* amigos,
Rapidamente a vida se encarrega em nos mostrar que temos poucos amigos,
que na medida dos acontecimentos se revelam verdadeiros irmãos, torcedores, cúmplices, intercessores, pais...
E se somarmos tais coisas a tais amigos chegaremos ao resultado surpreendente
de que a vida sem eles seria outra vida
Meu coração disparou
Ao colar meus lábios nos teus
Senti o coração disparar
É como se ele tivesse pulando pra fora...
Uma explosão maravilhosa
Aconteceu no meu interior
E o meu corpo simplesmente
Seguiu as coordenadas do meu desejo.
Eu te amo intensamente!
Autoria: Leila dos Reis
Essa noite te encontrei nos meus sonhos, te vi, parecia tão real, até te chamar e vc não ouvi.
Que saudade sinto de ti que acaba por transborda nos olhos...
OOh! Deuses!!!
Ao te beijar irei afogar-me em teus lábios sedentos de paixão e desejo, e com seu corpo em meus braços saciar vossa fome de prazer e amor.
Li demais
Falei o tempo todo com meus botões
Aos poucos fui livrando o ombro
do peso do pescoço
Levantei
tomei meu chá
Ouvi, distante, o latido de um cão
Que de repente se juntou
com o ruído de um carro
que passou rápido na avenida
Voltei para a sala
O relógio marcava 01:49
Sessenta e cinco amigos no bate papo
e nenhum disponível
Dentro de cinco horas o despertador
irá tocar
E, outra vez, será hora de levantar
Não acendam a luz
Não abram a janela
Nada de luz
Nenhum ruído estranho
Somente o silencio
delicado
que o barulho da cidade
Não consegue quebrar
Infância
Meus pais por vezes me tratava como criancinha...
Não fazia muito tempo,
eu era realmente uma criança
A imagem que meus pais
tinham de mim
como uma bebezinha amavel, indefesa,
ainda estava fresca
na memória deles
e não podia ser facilmente descartada
Nunca consegui desarraigar
os métodos que eles tinham de lidar comigo
Os enganos infantis que eu costumava cometer
estavam bem frescos na memória deles
Não tenho medo de acreditar, não tenho medo de confiar, de crê, pois lhe amo, e confiarei em ti meus olhos, minha boca, meu coração.
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