Que Saudade dos meus 15 anos
"Saudade, um instrumento de cordas a tocar em meu coração a música da sua ausência,
a canção de um amor perdido...!"
Haredita Angel
28.11.25
"Foi tão depressa que tudo aconteceu...
Você foi e ficamos eu e a saudade,
que teima em me visitar nas noites de luar..."
Haredita Angel
19.01.19
Hoje eu lembrei de você enquanto me maquiava.
Não por saudade anunciada,
mas por um gesto pequeno,
desses que moram no cotidiano e doem depois.
O delineado seguia firme,
parava no meio do olho,
como sempre parou.
E foi aí que você apareceu —
na memória, não no espelho.
Lembrei daquele dia em que você percebeu
o detalhe que quase ninguém nota.
Metade do traço,
metade do olhar,
inteiro na atenção.
Fiquei encantada não pelo elogio,
mas pela forma como você me via.
Como quem enxerga
o que não grita,
o que não pede,
o que só existe.
É estranho como o tempo faz isso.
Meses passam,
o nome silencia,
o sentimento dorme.
Mas basta um traço torto,
uma manhã qualquer,
e o passado volta sem pedir licença.
Você não voltou.
Foi só a lembrança.
Mas ela ficou ali,
sentada no canto do meu reflexo,
me olhando terminar aquilo
que nunca chegou ao fim.
Talvez algumas pessoas
não foram feitas pra ficar.
Foram feitas pra aparecer de repente,
num espelho,
num detalhe,
numa memória que insiste
em não desaparecer.
Hoje voltou a saudade
Do sonho que vive em mim
É uma presença sentida do desconhecido,
Dum sentido amor tão cúmplice
Que não sei explicar, apenas sentir!
Por vezes adormece e eu fico confusa
E penso... o sonho morreu!
Se é saudade dum amor sonhado
porque, o sinto tão intenso e belo?!
Eu sei, a minha alma pressente-te
Sinto-me sorrir, de sonhar o teu sorriso terno.
Não sei se te idealizo, mas gosto...
Não há incoerência.
Sinto-me prisioneira do meu sonho
O meu corpo desconhece-te, eu sei
Embora te sinta!
Mas na intimidade da minha alma
Serás eternamente reconhecido
Eu sinto e gosto...
Tu és a estrela, a única que brilha ao luar.
Encontro-te nas ondas do mar
Imagino-te no topo da montanha
Sinto o teu perfume numa singela flor
Dá-me um sinal da tua presença!
Deixa o meu amor percorrer-te de mansinho
Quero ouvir a tua voz sussurrando "amo-te"
Entrelaçados para sempre meu amor.
Ao amanhecer vou esperar por ti
Quem sabe desembarcas no porto
Onde aguardo serena a tua chegada.
O mar conhece os meus desabafos
Divido com ele o meu sonho
As ondas beijam meus pés
Enquanto caminho sobre a areia
E o sal alimenta a minha esperança
Dizendo, não desistas, volta amanhã.
Marília Masgalos
Por que no silêncio da madrugada o eco da saudade que sinto de ti soa loucamente em mim?
Será porque somos dois estranhos que se conhecem tão bem?
Ou porque queríamos permanecer em silêncio em meio a tanto caos? Não sei, mas vejo-me aqui, revendo os pensamentos mais profundos que gostaria que estivessem enterrados.
Maldito anoitecer que me faz voltar a memória tudo que foi apagado, mas apenas uma pergunta fica ecoando em meus pensamentos:
Alguma vez amaste-me verdadeiramente?
A mistura de cuidado e intensidade,
O toque de lar misturada com saudade - Frase da música Olhar que me Vê do dj gato amarelo
O AMOR desconhece o tempo e se reveste de outros sentimentos... saudade (se passado), felicidade (se presente) e esperança (se futuro).
"Ainda que, por breves instantes, a saudade se distraia,
ela volta, silenciosa, e se instala de novo.
As horas passam, mas não levam consigo
a dor que aperta o peito
nem a imensa falta que ela faz,
como se parte de mim tivesse ficado
no lugar onde você está."
Saudade que arde,
consciência amargada,
troca de alma
mal interpretada,
mas no peito derrete,
doce e late,
feito dor misturada
com calda de chocolate.
"O gosto da minha saudade
tem sabor de chocolate,
doce que invade,
aquece e não se abate,
derrete na boca,
na mente se espalha,
amor que retorna,
memória que não falha."
No fundo, a única ponte que existe na distância é o celular..📲 É por ali que a gente mata a saudade, que a gente sente o "tô aqui". Quando alguém resolve “dar um tempo” sem explicar, o silêncio vira abismo. Fica aquela sensação de abandono, como se o laço nunca tivesse sido tão importante pra ela quanto foi pra gente.
Saudade do que foi vivido
Sinto saudade não do que faltou,
mas do que existiu inteiro,
do riso que aconteceu sem esforço,
do tempo em que o corpo não doía por lembrar.
É uma saudade estranha,
porque não pede volta,
só reconhecimento.
Ela diz: isso foi real, isso me atravessou.
Tenho saudade do jeito que eu era
quando aquilo cabia em mim,
quando o mundo não pesava tanto
e amar não exigia sobrevivência.
Não é ausência.
É memória viva.
Algo que passou, mas não morreu.
Algo que vivi, e por isso, deixou marca.
Saudade é isso:
não um buraco,
mas uma cicatriz quente
provando que houve vida ali.
Dizem que, com o tempo, tudo passa,
mas a saudade de você nunca passou.
Gostaria de te ter aqui,
te mostrar o meu valor
e a neta incrível que uma de suas filhas gerou.
Falam que precisamos aceitar a perda,
mas como?
Fingindo não sentir falta
e sendo rude quando falam sobre?
Confesso que, se tivesse você aqui,
as coisas seriam mais fáceis…
Bem, eu arrisco em dizer que seriam.
Quero poder ser o que não foram,
para que você veja e possa se orgulhar.
Me pergunto se aí de cima você ainda me olha,
e se, me olhando, ainda se orgulha,
se ainda sorri pra mim
se o seu amor por mim não acabou no seu desviver
Porque uma das razões do meu viver
é você.
O vazio é o buraco que a saudade cava enterrando o amor com flores de solidão. Não há razão para se viver num mundo ausente de amor.
Por trás de um olhar uma saudade, por trás dessa saudade um adeus mal dado, nunca dado. Por trás de um olhar uma dor imensurável, dor de amor, de saudade. Por trás de um olhar uma alma, que por mais que você tente camuflar, ser apático ou não sentir, ela te entregará pois, frente à alma o coração e a frente desse...teu próprio olhar. A alma mora no olhar!
Flávia Abib
Saudade
A ausência —
essa forma delicada do abismo —
habita-me.
Faz falta o que fui
quando me reconhecia em teu corpo.
Nunca imaginei sobreviver ao sem,
mas o sem revelou-se lâmina:
rasgou-me no limite do grito,
no atrito exato do desespero.
Por quê?
Que gesto foi esse
contra um coração ainda intacto,
tão ingênuo quanto fiel,
que já te sabia amor
antes mesmo do início?
A tua falta ecoa.
Ecoa como febre.
Desespero.
Paixão.
Delírio contido.
Imobilizo-me
para não ir atrás de ti,
para não desfazer o pouco
que ainda me sustenta.
O que era tudo
aprendeu a chamar-se nada.
E no centro desse vazio
tento reaprender o hábito de existir,
entre ruínas silenciosas
e consequências que fogem.
Estou morta —
não por ausência de vida,
mas por excesso de perda.
Morta estou.
E não posso
ter-te de volta.
R.Cunha
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