Que Saudade dos meus 15 anos
Doce Liberdade
Neide Rodrigues
Talvez, anos atrás, eu tivesse aceitado.
Talvez eu tivesse achado normal
diminuir meus passos,
falar mais baixo,
pedir permissão para existir.
Mas hoje não.
Hoje não cabe mais.
A mulher que eu sou agora
não se encolhe para caber em ninguém.
Eu vivi tempo demais em relações de obediência,
silenciando vontades,
explicando cada gesto,
pedindo desculpas por ser eu.
E um dia, sem aviso,
abri os olhos.
Descobri que a vida é maior
quando a gente anda solta,
quando a alma respira,
quando o coração não precisa pedir licença
para bater.
Eu aprendi a viver sem dar satisfação.
Aprendi a pertencer a mim.
E por mais que o passado volte,
por mais que o coração pulse lembranças,
eu sei:
não cedo minha liberdade a ninguém.
Meu afeto é doce, sim.
Mas minha liberdade é sagrada.
E quem quiser ficar,
que venha com as mãos abertas,
não com correntes.
Essa sou eu!
Alguém me disse que eu mimava demais uma aluna de 8 anos, autista.
Respondi: “Você não sabe o quanto é bom mimar e ser mimada!”
Duas semanas depois, lembrei que essa pessoa havia perdido a mãe aos 10 anos e foi viver com parentes.
Pronto. Perdi o chão. Até hoje peço a Deus que me perdoe, caso a tenha feito sofrer…
E pretendo me desculpar com ela pelo que falei.
Entendo que, às vezes, quem critica algo bom é justamente quem nunca pôde vivenciar isso.
E sei que não somos culpados pelo passado,
mas somos responsáveis pelo futuro —
e o futuro é construído agora, no presente,
com boas e novas atitudes.
Não é porque alguém sofreu no passado
que precisa viver eternamente frio, egoísta,
espalhando dor e destruindo sonhos,
preso num ciclo que só se autoflagela.
O tempo é precioso e Deus é preciso. Anos, meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos, são dádivas. Não desperdice tempo com atitudes que não se aplicam ao teu ser, ao teu estilo de vida. Por isso, não permitas que o modo como aproveitas o teu tempo seja em vão. Use-o para honrar o propósito que Deus tem para a tua vida. E Deus te honrará, acrescentando tempo ao teu viver.
Por muitos anos eu fui a favor da pena de morte para crimes graves e hediondos. Hoje, vejo que não é a melhor solução para esses casos e que nem sequer é uma solução. Todos têm o direito de viver, por mais bastardos que sejam, não somos autores da vida e portanto não nos cabe decidir quem vive e quem morre.
Minha vida mudou.
Já faz alguns anos que a minha vida mudou.
Aceitei Jesus Cristo, como o meu Salvador.
Só eu, sei quem eu era. Mas hoje sei quem eu sou.
Te garanto amigo leitor, que ele é o Senhor, Senhor da minha vida, e do meu coração, quem confessa para Ele, seus pecados; logo recebe o perdão.
Padres e pastores, não perdoa pecados, porque ambos são pecadores, mas Jesus Cristo sim; por nós Ele foi crucificado, morreu na cruz; pelos nossos pecados.
Estou muito, mas muito preocupado com essa Inteligência Artificial. Há mais de 40 anos foi lançado o filme Exterminador do Futuro I, com Arnold Schwarzenegger, eu pensava que as máquinas nunca iriam ficar mais inteligentes que os humanos, hoje já estou mudando meus conceitos.
Fortaleza/Ce., 17/10/2025
Em alguns anos olharemos para os dias de hoje
e nos acharemos tão primitivos...
As pessoas voarão, andarão sobre as águas,
enxergarão através das paredes,
e serão praticamente imortais.
A realidade inteira estará na mente.
Nós nos alimentaremos de luz.
Talvez fiquemos verdes. Ou mesmo azuis.
E eu pergunto:
seremos mais humanos?
Teremos evoluído de fato?
Ou seremos apenas tecnomacacos?
Tecnomacacos.
O tempo... É interessante, pois pode ser guardado na memória como uma imagem que retrata anos de vida, ou pode ser uma fração de segundos marcantes como um longa- metragem detalhado de algo assustador ou maravilhoso. Tudo depende do observador e de sua perspectiva e de como decide viver a realidade e guardar ou não suas memórias...
A experiência não habita no relógio, nem se conta em anos, mas sim, ela revela-se no saber fazer.
Não é o tempo que faz a experiência, mas o saber fazer com o tempo que se tem.
Brodowski, 112 anos.
E, de repente, o vento bate e o primeiro trompete toca.
Todos esperam frenéticos o que há por vir.
O pôr do sol que por nossa volta, se põe calmamente pois sorri.
Ao ver as crianças que pra ti apontam
Ele ganha uma vida sem muito sentir.
Pessoas entusiasmadas se sentem nostálgicas e pertencentes.
As crianças começam a desfilar enquanto o primeiro baile toca.
Os girassóis que há muito vimos giram nos olhos de todos.
É tanta beleza que nos torna um só povo.
As cores dançam, vibrantes na luz, cada traço é a vida, cada sombra é a cruz.
Os celestes vão no trem da alegria,
Demonstram seus balões como se tivessem vida.
Senhores flibusteiros sopram a tuba como nunca imaginaria.
As senhoras de vestes italianas se elevam como jovens enriquecidas.
A representação dos brutos e dos artistas,
Do pintor e do mineralista,
Da obra e do projeto,
Do rascunho e o completo.
Isso se faz a cidade, e ela é quem somos.
E no despertar da noite, sob o céu estrelado, celebramos a arte, o amor, o legado.
Você esqueceria,
mesmo sabendo que eu te amaria?
E se passassem dez anos,
continuaríamos nos amando?
Venho pensando: e se você só estivesse me usando?
Eu te faço se sentir bem,
por isso é que você me tem.
Mas você vê quem eu sou?
Eu não sou seu salvador,
fui alguém que te deu amor.
Você gosta é da sensação,
não do peso do coração
fui apenas alguém que te ajudou,
que te amou.
Você gosta de se sentir amado.
Eu poderia ser mil versões,
e em todas você diria sim,
mas nunca ouviu minhas emoções,
no fundo eu sabia que seria o fim.
No fundo, eu sabia…
Eu mentia, sonhando que mudaria,
mas no silêncio a verdade falou:
no fim você me descartaria,
porque nunca… nunca me amou.
" Mesmo depois de anos de experiências, precisamos manter a humildade de um aprendiz. O mestre que acredita já saber tudo, fecha as portas para o novo. O aprendiz ao contrário está aberto a possibilidades infinitas."
Hoje é dia dos pais em 2025 e o senhor meu pai se foi há alguns anos. A lembrança da vida que tivemos sempre estará viva em mim. Tenho muito orgulho de ter vindo do senhor. Vejo em mim muito das suas características. As boas aperfeiçoei, as ruins me deram muito trabalho, mas o aprendizado foi grande e a vitória também. Te amo meu pai!
O direito de estar contigo foi concebido ao longo de muitos anos e intensos debates, convergindo numa resolução fática irrecorrível e, sim, ao final, conquistei seu coração, suprimido o princípio do duplo grau de jurisdição
Depois de tantos anos, voltei a me sentir vivo.
Observei ao longe os pássaros que cantarolavam,
o vento suave que acariciava meu rosto
e secava as lágrimas que teimavam em cair.
As árvores balançavam com uma beleza perfeita,
as flores espalhavam perfumes pelo ar,
a lagoa refletia o brilho do sol,
enquanto os peixes nadavam livres
e os patos deslizavam serenos sobre a água.
Ao fundo, um pescador trabalhava em silêncio,
e, mais perto, uma garota sorria, brincando com seu cachorro.
A natureza abafava todo o ruído da cidade,
e a paz que reinava naquele instante
me fazia redescobrir a vida.
A melhor fase é viver após os sessenta anos. Plena liberdade. É tudo que esperei pela vida toda. Acordo ou durmo até a hora que quero. Pego me carro e vou onde quero. Não preciso dar satisfação. Tenho os amigos que quero e ainda conhecço outros novos. Saio dessa cidade e vou a outra, lá durmo, volto no mesmo dia ou dias depois. Ainda trabalho, mas logo estarei aposentada. Porém, produzindo, estudando, vivendo, criando e seguindo com esse tempo precioso. Esse é meu espaço, meu momento, não cabe ninguém para me tirar a paz e o sossego.
Título da poesia: “Belinha”
Pseudônimo: João Moura Júnior
Idade do participante: 58 anos
Quando você chegou, o meu mundo parou,
Pequena luz que, em meu coração, brilhou.
Seu sorriso iluminava, trazia emoção,
Naquele instante eu soube: você virou minha canção.
Com passos leves, sem fazer barulho,
Escapava à noite, num ato tão puro.
Rumo à cama da vovó, em segredo e amor,
Seus olhos brilhavam — era puro calor.
Devagarinho, fugia pela porta,
Eu só observava — a vida era tão torta.
Mas o seu sorriso era o meu lugar,
Deixava você ir só pra te ver brilhar.
Oh, Belinha, meu raio de luz,
Cada passo seu meu coração conduz.
Mesmo quando corria, eu atrás, no portão,
Teu sorriso me ganhava — eu perdia a razão.
Tinha um macaquinho de pelúcia, seu amigo fiel,
Era companhia, seu amor mais singelo.
Mas um dia descobrimos, com o coração partido,
Que a alergia impedia que ele ficasse contigo.
A vovó, com carinho, escondeu o bichinho,E, quando seu irmão chegou — tão pequenininho —,
E, quando seu irmão chegou — tão pequenininho —,
O macaquinho foi pra ele, um novo amigo,
E você sorriu, compreendendo o abrigo.
Oh, Belinha, tão cheia de graça,
Mesmo nas perdas, a dor sempre passa.
Sua alegria era tudo pra mim,
Meu pequeno milagre, meu começo e fim.
Oh, Belinha, meu raio de luz,
Cada passo seu meu coração conduz.
Mesmo quando corria, eu atrás, no portão,
Teu sorriso me ganhava — eu perdia a razão.
Mas a vida nem sempre nos deixa avisar,
Lembro da noite em que corri com o Dr. Lazar.
Laringite fechou sua pequena respiração,
E eu corria aos prantos, implorando solução.
Foi Deus — e um anjo — o doutor que salvou;
Com coragem e pressa, sua vida ficou.
E, naquele momento, meu coração agradeceu,
Porque, sem você, Belinha, meu mundo morreu.
Hoje te vejo, tão forte, tão linda,
Uma mulher formada, tão cheia de vida.
Educadora brilhante, seguindo meu chão,
Minha filha, meu orgulho, minha inspiração.
Oh, Belinha, meu raio de luz,
Cada passo seu meu coração conduz.
Mesmo nas lutas, no amor e na dor,
Você é, pra sempre, meu maior professor.
Contexto da Poesia “Belinha” – Explicação para os Jurados
A poesia “Belinha”, de João Moura Júnior, nasceu de uma experiência real e profundamente marcante com sua filha ainda pequena. Em versos sensíveis, o autor relembra momentos cheios de ternura: o sorriso da filha, suas escapadas inocentes para a cama da avó, a perda de um brinquedo por alergia — e principalmente, o maior susto de sua vida.
Numa madrugada, sua filha sofreu uma grave crise de laringite, quase sem conseguir respirar. Em desespero, João a levou às pressas pela cidade, buscando socorro. Foi acolhido com urgência pelo médico da família, o respeitado Dr. Antonio Carlos Lazar, que, ao perceber a gravidade da situação, orientou que fossem imediatamente ao Hospital Regional. Cada segundo foi uma eternidade, até que, com a ajuda de Deus e da equipe médica, a vida da menina foi salva.
A poesia é, portanto, um retrato lírico e emocionado de uma vivência que tocou fundo o coração de um pai. A repetição dos versos “Oh, Belinha, meu raio de luz / Cada passo seu meu coração conduz” reforça o amor incondicional e a ligação eterna entre pai e filha.
Hoje, aquela criança é uma mulher forte, educadora e inspiração para o autor, que encerra a obra com orgulho e gratidão, transformando dor em poesia e lembrança em arte.
Em memória eterna ao Dr. Lazar, cuja presença salvou vidas e cuja ausência deixa saudade.
“Belinha” é mais que um poema. É um pedaço de uma alma de pai, eternizado em palavras.
- Relacionados
- Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
- Frases de Saudade
- Textos de Saudade
- Frases de saudades de quem morreu para manter viva a sua memória
- Aniversário de 18 anos
- 20 anos de casados: mensagens que celebram duas décadas de união
- Poemas de saudade que traduzem memórias em versos
