Que partiu desta vida
Ele era capaz de tudo, mas não salvou a própria vida porque tinha que morrer por nós. Isso não é sobre vida ou morte; é sobre o que você pode fazer pelos outros.
Sem Medo de Dizer
A vida é curta demais para que a gente economize as palavras que têm o poder de salvar o dia de alguém. Precisamos aprender a falar sem o medo paralisante das retaliações, sem o receio constante de magoar por estarmos sendo verdadeiros com o nosso afeto. Dizer o que sentimos, com respeito e transparência, é um ato de libertação. Quando deixamos de engolir os nossos sentimentos e passamos a falar com o coração desarmado, mostramos que o amor é sempre maior do que o orgulho e que a verdade dita com carinho nunca destrói, só edifica.
Dizem que o ambiente pode até influenciar, mas ele não vai determinar sua vida se você não deixar! 06/09/2026
EQM — UM MUNDO REAL - VIDA PÓS-MORTE.
“NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS”:
UMA REFLEXÃO SOBRE A CONSCIÊNCIA ALÉM DA VIDA FÍSICA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A morte, eis o grande enigma diante do qual a humanidade se detém. Desde os filósofos da Antiguidade até os pesquisadores contemporâneos, permanece a pergunta fundamental: a consciência humana desaparece com a falência do corpo físico ou continua sua trajetória em outra dimensão da existência?
Durante séculos, muitos imaginaram a morte como um ponto final, o último capítulo de uma história encerrada definitivamente. Entretanto, milhares de relatos de Experiências de Quase Morte (EQM), estudados por pesquisadores de diferentes áreas, trouxeram novamente ao debate científico e filosófico uma questão que acompanha o ser humano desde suas origens: a possibilidade da sobrevivência da consciência após a morte corporal.
É nesse contexto que ressurge, com extraordinária profundidade, a afirmação de Jesus:
“Na casa de meu Pai há muitas moradas.”
(João 14:2)
Para a visão espírita, essa frase não representa apenas uma metáfora religiosa, mas uma revelação acerca da pluralidade dos mundos e dos diferentes estados de evolução espiritual. Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, apresenta a ideia de que o Universo é muito mais amplo do que a limitada percepção humana, sendo composto por diferentes mundos e condições espirituais adequadas ao progresso dos seres.
Limitar as possibilidades da vida espiritual seria, de certa maneira, limitar a própria grandeza divina. O orgulho humano frequentemente tenta enquadrar Deus dentro dos estreitos limites daquilo que consegue compreender. Entretanto, a inteligência humana, ainda em processo de desenvolvimento, não pode transformar sua própria limitação em medida absoluta do infinito.
A CIÊNCIA DIANTE DO MISTÉRIO DA CONSCIÊNCIA.
A Experiência de Quase Morte tornou-se um dos fenômenos mais estudados na atualidade. Pesquisadores como Raymond Moody e Elisabeth Kübler-Ross reuniram inúmeros relatos de pessoas que, após situações críticas de parada cardíaca ou coma profundo, descreveram experiências semelhantes:
sensação de paz profunda;
desprendimento do corpo físico;
percepção do ambiente por uma perspectiva diferente;
encontro com familiares ou seres luminosos;
revisão dos acontecimentos da própria vida;
sensação de uma realidade mais ampla e intensa que a experiência material.
Um dos casos que despertou grande repercussão foi o do neurocirurgião Eben Alexander III, que relatou uma experiência durante um coma profundo causado por meningite. Antes do acontecimento, como muitos profissionais formados dentro de uma visão estritamente materialista, considerava improvável a ideia de consciência independente do cérebro. Após sua vivência, passou a defender que a realidade da consciência poderia ser muito mais complexa do que a simples atividade cerebral.
Naturalmente, a ciência ainda debate as interpretações desses fenômenos. Existem pesquisadores que procuram explicações neurológicas, enquanto outros consideram que certos aspectos das EQMs desafiam completamente uma explicação materialista simples. O valor dessas experiências está justamente em ampliar a investigação sobre aquilo que ainda não compreendemos plenamente.
A MORTE COMO TRANSIÇÃO, NÃO COMO FIM.
A Doutrina Espírita não apresenta a sobrevivência da alma como uma crença baseada apenas na fé, mas como resultado de uma análise racional dos fenômenos espirituais. Desde as pesquisas de Allan Kardec até estudos posteriores sobre fenômenos psíquicos, diversos pesquisadores não ligados ao Espiritismo investigaram manifestações que apontariam para uma realidade além do corpo físico.
Entre essas obras, destaca-se a trilogia de Camille Flammarion sobre os fenômenos relacionados à morte e à sobrevivência da alma, analisando aspectos como:
a independência da alma em relação ao corpo;
manifestações durante o processo da morte;
fenômenos de aparições e comunicações;
a possibilidade de continuidade da existência espiritual.
A grande questão não é apenas saber se existe vida depois da morte, mas compreender que tipo de vida é essa e qual o sentido moral de nossa existência atual.
Para o Espiritismo, a vida física é uma etapa educativa. O Espírito não nasce no corpo para simplesmente desaparecer depois de alguns anos, mas para desenvolver inteligência, sentimento e responsabilidade diante das leis divinas.
A GRANDEZA DE DEUS NÃO CABE NA PEQUENEZ HUMANA.
Negar qualquer possibilidade além da matéria pode ser tão precipitado quanto aceitar qualquer ideia sem reflexão. A verdadeira postura diante do infinito deve ser a humildade intelectual.
Deus não necessita da aprovação humana para existir. A verdade divina não diminui porque o homem ainda não conseguiu compreendê-la plenamente.
A arrogância de querer reduzir o Universo ao tamanho de nossa percepção é apenas outra forma de ignorância. O sábio não é aquele que afirma conhecer tudo, mas aquele que reconhece a vastidão daquilo que ainda precisa aprender.
A frase de Jesus permanece como uma chave de esperança:
“Na casa de meu Pai há muitas moradas.”
Talvez essas moradas sejam muito mais amplas do que imaginamos: mundos físicos, dimensões espirituais, estados de consciência e caminhos infinitos de evolução.
A morte, portanto, não seria o silêncio definitivo, mas a passagem para outra etapa da jornada.
Porque, diante da eternidade, a pergunta mais profunda talvez não seja:
“Existe vida após a morte?”
Mas sim:
“Estamos preparados para a vida que continua depois dela?”
O corpo termina sua jornada. O Espírito prossegue seu caminho. E a vida, em sua essência divina, jamais deixa de existir.
"O dia em que a vida te cala..."
Um dia a gente descobre que o nosso maior erro foi achar que éramos os bons, enquanto pisávamos no sentimento de quem estava do nosso lado.
Que Deus nos dê tempo para amadurecer.
Tempo para lembrar das nossas fragilidades e das vezes em que caímos.
Mas, acima de tudo, que Deus nos dê a graça de mudar hoje, para que a nossa ignorância nunca mais faça chorar quem a gente ama.
Pr. Erivan Jesus
O livro mais completo dessa vida,
mesmo sem entender,
pouco a pouco a bíblia,
devemos ler...
Além de atrair paz na mente,
o Autor se faz presente!
Setembro amarelo
Nossa vida é cheia de turbulências, que vão e vêm
Os problemas existem e quando conseguimos enfrentá-los, descobrimos a nossa força
E lutamos
E amadurecemos
Seguimos resilientes
Enxergamos a vida com um novo olhar
E entendemos que há grandeza nas pequenas coisas
Que um sorriso é acolhimento
Que um abraço salva
Que a palavra consola
Que o muito às vezes é nada
Que o pouco pode ser gigantesco
E que toda vida importa
02/09/26
Cansei de andar pela vida,
Buscando um lugar distante de mim,
Cansei de andar esquecido,
Sem notar que havia um jardim na esquina.
De repente os meus olhos perceberam os acenos,
De repente o mundo parecia pequeno...
Descobri me perdendo que eu estava distante,
Não porque me faltava,
Mas porque eu procurava
Afastando os meus passos
Dos que já me encontravam....
NA QUITANDA DA VIDA
Na quitanda da vida,
eu aprendi que viver
não vem pronto.
A vida se oferece em porções:
tem dias que adoçam a boca,
outros que amargam a alma.
Tem dias de fartura
e dias em que a gente precisa
dividir o pouco
para ninguém ficar sem comer.
Foi no meu quilombo que aprendi
que a vida não se mede pelo que se possui,
mas pelo que se partilha.
Minha primeira escola foi o território.
Foi olhando a terra,
ouvindo os mais velhos,
sentindo o cheiro da chuva,
vendo o dendê nas mãos,
escutando as histórias que não estavam nos livros,
que comecei a compreender
que memória também é conhecimento.
Eu sou feita dessas coisas.
Do chão que meus ancestrais pisaram.
Das palavras que sobreviveram ao silêncio.
Das mulheres que sustentaram suas famílias
quando quase ninguém olhava para elas.
Das mãos que plantaram, colheram, cozinharam,
criaram filhos e mantiveram a comunidade de pé.
Por isso, quando digo quilombola,
não estou apenas dizendo quem sou.
Estou dizendo de onde venho.
Estou dizendo o que carrego.
Estou dizendo aquilo que não aceito perder.
Minha identidade não é fantasia.
Não é adereço.
Não é tema para novembro.
É existência.
É estar no mundo
sabendo que antes de mim
muita gente precisou resistir
para que eu pudesse estar aqui.
E estar aqui também é resistência.
Eu não quero que contem minha história
como quem observa de longe.
Quero falar.
Quero contar.
Quero produzir conhecimento
a partir do lugar onde meus pés estão.
Porque também fazemos ciência
quando guardamos a memória.
Também fazemos educação
quando ensinamos uma criança a conhecer sua história.
Também fazemos cultura
quando transformamos nossas vivências em arte.
O quilombo não é passado.
O quilombo é presente.
Está na criança que pergunta.
Na mulher que enfrenta.
No jovem que permanece.
No mais velho que aconselha.
Na comunidade que se reúne.
Na terra que alimenta.
Na memória que insiste em permanecer viva.
E eu sigo nessa quitanda da vida
escolhendo o que quero carregar.
Não levo tudo.
Algumas dores eu deixo na banca.
Alguns silêncios eu devolvo.
Algumas histórias eu reescrevo.
Mas a ancestralidade,
essa eu levo comigo.
Porque aprendi que não basta sobreviver.
É preciso existir com dignidade.
É preciso ocupar.
É preciso falar.
É preciso criar.
É preciso deixar marcas.
E quando perguntarem
o que é ser quilombola,
talvez eu não precise explicar tanto.
Basta olhar para mim.
Eu sou mulher.
Sou território.
Sou memória.
Sou continuidade.
Sou uma voz que veio de longe
e ainda está chegando.
E enquanto eu tiver voz,
o quilombo continuará falando.
Na Quitanda da Vida
Na quitanda da vida,
o produto mais precioso é o viver.
E o quilombo sabe disso.
Aqui, cada experiência tem sabor,
cada memória tem raiz,
cada pessoa carrega consigo
um pedaço da história de quem veio antes.
Na banca da ancestralidade,
encontramos a sabedoria dos mais velhos,
a palavra que atravessa gerações,
o canto que guarda memórias,
o tambor que anuncia presença,
a dança que movimenta a história,
o alimento que reúne a comunidade
e a terra que sustenta nossos passos.
Aqui, nada é apenas mercadoria.
A cultura não está à venda.
A memória não está à venda.
O território não está à venda.
A identidade quilombola não está à venda.
São heranças.
São direitos.
São fundamentos de uma existência
que se recusa a desaparecer.
Na quitanda da vida,
cada geração recebe uma cesta
cheia de saberes ancestrais.
Recebe o dever de cuidar,
de preservar,
de ensinar
e também de transformar.
Porque ser quilombola
é reconhecer de onde viemos
sem perder de vista
para onde queremos caminhar.
É fazer do território
mais que um pedaço de chão:
é reconhecê-lo como casa,
memória, alimento, pertencimento
e futuro.
É olhar para nossas crianças
e dizer:
vocês são continuidade.
Vocês são presença.
Vocês são memória viva.
Vocês são o amanhã que já começa hoje.
Nossa resistência não vive somente nas grandes lutas.
Ela está na roça cultivada,
na comida compartilhada,
na roda de conversa,
na reza,
no canto,
no artesanato,
na festa,
na escola,
na juventude que permanece,
na mulher que sustenta saberes,
no mais velho que ensina
e em cada quilombola que afirma:
“Nós estamos aqui.”
Estamos aqui porque existimos.
Existimos porque resistimos.
Resistimos porque temos história.
E temos história porque nossos ancestrais
não permitiram que suas raízes fossem arrancadas.
Na quitanda da vida,
provamos as dores que herdamos,
mas também degustamos
a força que nos foi deixada.
E seguimos plantando.
Plantamos memória.
Plantamos dignidade.
Plantamos cultura.
Plantamos autonomia.
Plantamos pertencimento.
Para que aqueles que vierem depois
encontrem não apenas os frutos,
mas também a terra,
as sementes
e o direito de continuar plantando.
Porque, na quitanda da vida,
viver é o produto,
aprender é a degustação,
ancestralidade é a raiz,
território é o chão,
e a presença quilombola
é a afirmação de que nossa história
continua viva.
Aos que hoje estão no alto, convém lembrar: a roda da vida gira. E, quando ela gira, ninguém permanece para sempre no mesmo lugar.
Brasil, meu lugar
Brasil é terra querida
De beleza sem igual
Tem florestas, tem vida
Tem futuro nacional.
O verde mostra esperança
O azul, o céu sem fim
O amarelo é confiança
Essa pátria vive em mim.
Brasil é força, é união
É respeito e é calor
Mora dentro do coração
Com justiça e muito amor.
A mulher do retrato
Como uma tela inacabada que ganha vida,
ela dança entre o sagrado e o profano,
O fotógrafo tenta capturar o instante,
mas sua essência
foge de qualquer plano, e me fascina a cada fotografia tua!
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