Que meus Pes me Levem
A gente sente quando as coisas estão se desfazendo e eu senti o seu amor se desfazer entre meus dedos igual a um punhado de areia. Provavelmente não era amor, mas eu creditava que era, porque era tudo que eu tinha.
Que os meus pés me levem pelo caminho que eu escolhi e que ele seja perfeito pra mim e se não for, que eu possa corrigi-lo sempre que necessário, sem alarde, sem lamentações, apenas acertar o rumo e seguir em frente.
Que meus pés levem-me por caminhos sempre do bem;
Que meus pés levem-me a lugares onde eu possa
tocar sua alma; seja com palavras, gestos ou pensamentos.
Que eu sinta a doçura e a leveza da sua gratidão.
Que eu transforme toda essa energia positiva
que cerca-me e devolva à você,
deixando-te mais forte e confiante de si mesmo.
Minha essência é essa, minha gratificação
é saber da sua existência.
Flávia Abib
Senhor :
Que meus pés me levem até onde precisam de mim.
Minhas mãos saibam acolher e doar onde houver necessidade.
Meus lábios possasm sempre proferir palavras de alento a quem cruzar o meu caminho
Meus ouvidos saibam ouvir , entrar em ação se precisar ou meu coração e meus lábios saibam calar para não prejudicar a quem quer que seja .
Amém!
editelima 60
Junho/2023
Costumamos ver as cicatrizes como algo feio ou imperfeito, como coisas que queremos esconder ou esquecer. Mas elas nunca vão sumir.
Em completa desolação, olhei para o mundo lá em cima. Vi o céu transformar-se de prata em cinza e em cor de chuva. Até as nuvens tentavam fugir. Vez por outra, eu imaginava como seria tudo acima daquelas nuvens, sabendo, sem sombra de dúvida, que o sol era louro e a atmosfera interminável era um gigantesco olho azul.
Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.
A beleza de DEUS é revelada na simplicidade de Sua criação! É impossível não reconhecer a mão dEle em cada detalhe!
..Anos antes, quando os dois haviam apostado corrida num campo lamacento, Rudy era um conjunto de ossos montado às pressas, com um riso irregular e hesitante. Sob o arvoredo, nessa tarde, era um doador de pão e ursinhos de pelúcia. Um tríplice campeão da Juventude Hitlerista. Era seu melhor amigo. E ESTAVA A UM MÊS DE SUA MORTE... ESTAVA SE DESPEDINDO DELE, E NEM SABIA..
Arrancou uma página do livro e a rasgou ao meio. Depois, um capítulo.
Em pouco tempo, não restava nada senão tiras de palavras, derramadas feito lixo entre suas pernas e em toda a sua volta. As palavras. Por que tinham que existir? Sem elas, não haveria nada disso.
(…)
De que adiantavam as palavras?
Nada acolheu os chamados senão o silêncio.
