Que meus Pes me Levem
Pai, mais um dia me a ti com todo respeito que mereces.
Os meus pensamentos viajam como um passarinho e sinto no imaginário o cheiro do mar, da flora, da fauna, vejo montanhas, tudo criação sua.
Infelizmente não posso esquecer que nós humanos também colocamos no mundo a guerra, a intolerância, o ódio, a maldade.
Tenha compaixão, senhor.
Rogo que continue nos abençoando para a cada dia chegarmos mais perto de ti. Agradeço imensamente o seu amor por todos nós. Amém!
O sol se vai.
No embalo dos meus pensamentos, a luz cai em seu crepúsculo. Onde o sol se esconde lento, vai seguindo o seu curso. E ao lado da minha amada, minha alma se alegra, com o perfume da maresia envolve, colho os frutos que semei ao dia.
O aço dos meus olhos
E o fel das minhas palavras
Acalmaram meu silêncio
Mas deixaram suas marcas
Ai, coração alado
Desfolharei meus olhos
Neste escuro véu
Não acredito mais
No fogo ingênuo da paixão
São tantas ilusões
Perdidas na lembrança
Eu sei dos meus pecados, eu os conheço por que busquei cada um deles em seus respectivos aposentos, eles me ajudam a saber onde estou
"Você é recompensa aos meus olhos, por terem visto tanto antes de enfim descansarem no encontro com os seus."
É isso aí!
Eu sou brega
Eu sou um espetáculo
E faço dos meus sentimentos exagerados
O meu próprio palco
Eu sou amor e como diria Sidney Magal:
"O amor tem de ser brega
Deus me livre de um amor chique, discreto
Deus me livre de sentir morno e suave
Deus me livre de falar baixo, sorrir baixo
Sonhar baixo, de volume baixo"
O dicionário diz que brega, adjetivo
Denota falta de gosto
Eu digo que não
Eu gosto muito e profundamente
Tão profundo que grito aos quatro cantos
Os meus amores nem sempre reais
É por isso que é tão divertido ser brega como eu, entendeu?
Tudo é muito, tudo é grande, tudo me transforma
Tudo me revira e vira choro, vira música, vira grito
Vira motivo, vira poesia, vira esperança
Se se entregar de corpo e alma assim é ser brega
Muito prazer, me chame de Marília Mendonça
Os meus olhos se inflamam
De tanto choro
Meus dentes envelheceram de tanto que sorri
Meus suspiros foram de angustiada tristeza
Mas também de alegria
Bons ventos me sopraram
Mas já me vi levado ao chão pela força do vento forte
Eu vivi pra experimentar a dor é a alegria
Pra sentir saudade é comemora o retorno
Pra sentir solidão em noites sem lua
Pra amar no verão
Algumas estações foram solitárias
Algumas tive companhia
Na vida fui o vigor agora sou a maturidade logobserei a velhice que antecede o repouso enfim.
Que meus olhos
Encontre seus olhos
Que meus beijos encontre
Seus beijos
Que a saudade nunca
Encontre nossos corpos
Por que o sabor da vida
É poder te tocar e te sentir
Todos os dias
Sinto que não sou mais o mesmo de antes
Eu perdi a vontade é o desejo
Enterrei meus talentos
Não a inspiração em mim
A luz não irradia mais o céu que já não parece azul agora está acinzentado
Minha perspectiva está distorcida
Sinto-me um estranho em mim
Nem no espelho me reconheço mais
Quem sou
Quem é este agora
Não parece mais como era antes
Minha visão ficou turva e o brilho da vida está fosco opaco
Acho que fique daltônico não consigo enchergar as core nem sei quando é primavera
E meus sentimentos se reprimiram dentro de mim
Por segurança eu me isolei
Agora tenho a sensação que estou deixando de existir...
Lábios de Éter
Na pele da madrugada, teu corpo desenho,
Língua de mel que invade meus segredos,
Teus dedos, fogo em mapas não revelados,
No sopro do teu riso, desfaço meus medos.
Tua boca é um vinho que me embriaga,
Fruta roubada do jardim proibido,
Na curva do teu pescoço, a noite se alonga,
Sussurras meu nome—e o mundo é um gemido.
Entre lençóis de sombra, nos dissolvemos,
Cada toque teu, um verso em carne viva,
Sou maré que se rende ao fluxo do teu leito,
Na dança dos ossos, a chama se reluz.
Beijo teus joelhos, altar do meu desejo,
Teu ventre, um rio onde me perco e nado,
Na língua do teu umbigo, escrevo um enigma:
Somos fera e flor, pecado e sacramento sagrado.
Quebramos o relógio, só há pele e espasmo,
Dois corpos que o cosmos não ousa entender:
Na curva da tua coxa, mordo o tempo e traço,
Segredo é só um nome…—aqui, somos eternidade em brasa.
Até o amanhecer nos caçar, encharcados de estrelas,
Alma e carne um só vértice, eclipse e fruto:
Me beberás de novo, sou teu cálice sem fundo,
Morrer de amor é só o início do nosso culto.
Quando meu último suspiro chegar, que meus saberes me acompanhem, como um legado invisível que nunca se apaga.
Seu sorriso contagiante
Que me fascina
Enche meus dias de alegria
Seu sorriso contagiante
Que me deixa entorpecido de felicidade
Seu sorriso contagiante
Que ilumina
E acalma meu dia
Seu sorriso contagiante
Poema dedicado à amiga Karine Castilho.
"Arrebente a porta dos meus sentidos, entorpeça tudo ao seu redor. Diga-me que sou louca, e eu lhe digo que ceifarei sua voz. Maldita seja sua língua que dança e profere falsas poesias."
Entrando em meus silêncios,
A alma a me abandonar,
Afogando-se no véu
Do tempo a me assombrar.
Vejo a cor, que se desfaz,
Rastro tênue de um luar.
A paisagem em minha voz,
Chama que vem me queimar.
Não és um sonho fugaz,
És meu pranto e meu pesar.
O medo de te perder
É a dor que nunca há de calar.
Olho a cor da despedida,
Chama que insiste em arder,
A paisagem que me fere,
No receio de te perder.
Não és miragem ou sonho,
És o brilho no meu olhar,
Mas o medo, persistente,
Torna o amor a me sangrar.
És a luz que me consola,
Na escuridão do existir,
Mas se fores, minha alma
Terá no vazio seu porvir.
A vil cor que me abandona,
Chama fria a me envolver,
Na paisagem de incerteza,
Sinto o medo de te perder.
Não és miragem nem ilusão,
Mas a luz do meu caminhar,
E o temor que me consome,
Faz o peito quase calar.
És o lume da minha noite,
O eco que me faz seguir,
Mas se fores, meu destino
Será vazio a me consumir.
