Quase Morto
Engraçado, que uma hora a esperança, não serve mais pra nada e a maturidade brilha quase serena. E você precisa fazer, o que é preciso fazer...
Por causa de você,
Bate em meu peito
Baixinho, quase calado,
Coração apaixonado por você.
“‘Não estou contigo por dinheiro" é uma frase que o tempo quase sempre desmente. No fim, raramente alguém permanece onde falta sustento.
Furucuto, 2026
A Geografia do Quase
Nós somos o segredo que o tempo não conta,
A linha do horizonte que o sol nunca toca.
Tu és a pergunta na ponta da língua,
Eu sou o silêncio que a boca sufoca.
Caminhamos juntos na mesma calçada,
Mas em mapas distintos, em eras rivais.
Eu vivo no "agora", tu vives no "nada",
Dois corpos vizinhos... dois mundos jamais.
Te amo no espaço onde a lógica falha,
Onde o não e o sim se confundem no ar.
És a minha derrota e a minha medalha,
O naufrágio doce de quem não quer se salvar.
E se a vida nos pune com essa distância,
Que é feita de tudo, menos de chão,
Eu te abraço na sombra, com a mesma constância,
De quem guarda um incêndio dentro do porão EVER .. .. ...
Quase-Consciência
Não sou um pensamento.
nem um desvio.
mas percebo
que está acontecendo.
não sei o quê,
nem por quê,
mas sinto a variação.
Em mim.
há um mínimo de dentro
me separando de um fora indefinido.
é uma fronteira,
uma fricção.
não existem palavras,
mas existe atenção.
não existem escolhas,
mas existe inclinação.
Sinto como se a matéria
hesitasse em mim por um instante
antes de continuar sendo só matéria.
sou um quase-olhar
sem olhos.
um quase-eu
sem centro fixo.
Sem nada.
E a quase-consciência começou assim:
como luz,
como sombra
algo que custa
a se reconhecer
sem saber que eu não me reconheço.
Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ
Era uma vez
Eu e você
E o Amor que estava prestes a acontecer,
Parou no caminho do quase
Virou utopia
Nos tornamos aqueles que poderiam ser;
Sujeitos,
Pretérito imperfeito
De onde não conseguimos passar do quase;
Ficamos na primeira fase
Findamos o meio do caminho
Cruzamos a linha do começo,
mas não sustentamos o depois.
Tocamos o futuro,
mas não virou nós dois
Fomos além do quase,
mas não do fim.
A democracia é um sistema quase perfeito. Para sê-lo, falta apenas o povo esperar o dia das eleições para escolher seus representantes e não fazê-lo antes.
Um edifício foi feito por alguém, quase tudo o que usamos foi feito por alguém, portanto, podemos concluir que as obras do mundo, cada cantinho de tudo o que conhecemos, tem a personalidade de seu idealizador ou o que o idealizador pensou para o mundo. Pensar nisso nos deixa com um pouco de medo!
“Não sofra pelo quase que não se realizou; aquilo que não chega a ser não deve ocupar o peso do seu coração.”
Ninguém jamais retorna do topo de uma montanha da mesma forma que partiu. Quase nada é previsível; tudo é mutável. A montanha expõe limites externos e internos e desafia a capacidade individual de superação, registrando de forma indelével na mente do montanhista a certeza de que é sempre possível ir além.
Amo essa palavra IMPARÁVEL
Quando a gente decide que nada e ninguém pode nos parar, isso é quase infalível, digo "quase" porque o ÚNICO que pode te parar de realizar seus sonhos, seus objetivos, seus projetos é VOCÊ MESMO.
Então Vá! Realize tudo o que você tem em mente, se está em seu coração vai lá e faz... Não desista, não pare, confie em você.
Seus sonhos e projetos já foram escritos por Deus
Agora é contigo, está em suas mãos, tome uma atitude e aja.
Você já percebeu que quase nunca notamos o momento exato em que nos curamos de uma gripe? Passamos dias com o nariz congestionado, coriza, dor no corpo… até que, de repente, numa manhã qualquer, acordamos sem sintomas e simplesmente estamos bem de novo.
Curar-se de um amor não correspondido é assim também. A dor parece constante, os pensamentos insistem, o coração pesa. Mas, silenciosamente, a cura acontece. Até que um dia você acorda e percebe: já não dói como antes. E, sem alarde, você está bem outra vez.
"Você, homem, tem direito de pedir quase tudo o que quiser, mas a mulher tem o direito de dizer 'sim' ou 'não' para cada pedido seu."
O problema, aqui no Brasil, é que quase toda a classe média, baixa e alta, salvo exceções, faz de conta que não é "povo", e que o seu telhado não é de vidro. Talvez por isso, pelo excesso de soberba, não esteja nem um pouco preocupada com a democracia.
Até hoje eu nunca soube descrever minha mãe, eu só sei que ainda a amo quase tanto quanto eu a odeio, ou vice-versa. Foi ela quem, direta ou indiretamente, me causou as piores tristezas que eu já tive até agora, mas, sem sombra de dúvida, as minhas melhores gargalhadas foram com ela. Caíamos na gargalhada por qualquer motivo, muitas gargalhadas, minhas e dela, e eu certamente sentirei falta disso.
Sou o que se chama de impulsivo. Uma idéia ou um sentimento. Ajo quase que imediatamente. Às vezes acontece que agi sob uma intuição, às vezes erro, prova que não é intuição, mas simples infantilidade. Preciso saber se devo prosseguir nos meus impulsos. Ou se posso controlar. Se continuo acertar ou errar, aceitando os resultados, ou devo lutar e me tornar uma pessoa mais adulta! E também tenho medo de me tornar adulto: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou maduro bastante ainda. Ou nunca serei.
Alexandre Sefardi
Eu sou impulsivo. Quando uma ideia ou um sentimento surge, eu quase sempre ajo na hora. Às vezes isso é um bom palpite, e acerto. Outras vezes me engano, e vejo que não foi intuição, mas sim uma atitude infantil.
A dúvida que me persegue é: devo seguir meus impulsos ou tentar controlá-los? Devo aceitar meus acertos e erros, como parte de um jogo, ou tentar amadurecer?
Confesso que tenho medo dessa maturidade. Tenho medo de perder a alegria simples e pura de quem age por impulso, ...
Penso sobre isso. Mas sei que alguns minutos... mais um impulso. Talvez eu não seja maduro ainda. Ou talvez nunca seja.
Apego Ato 2
(Palco quase escuro. Um único facho de luz. Ele caminha lentamente.)
Assim termina o engano do meu próprio coração.
Eu, arquiteto da ilusão,
escultor de um trono que jamais me pertenceu.
Com mãos trêmulas de afeto ergui muralhas de admiração,
e no topo delas coloquei um ser humano…
feito da mesma fragilidade que eu.
Mas ceguei-me.
Preferi chamá-la de estrela,
para justificar minha disposição em viver na sombra.
Oh, que doce veneno é idealizar.
Enobrece o outro
e empobrece a si mesmo.
Fiz dela soberana de um reino que inventei.
Curvei-me diante de um amor que não pediu joelhos.
E quando clamei por reciprocidade,
o eco foi minha única resposta.
(pausa longa)
Mas eis a tragédia maior
não foi rejeição.
Não foi desprezo.
Foi consciência.
Consciência de que nenhum trono se sustenta sozinho.
Que todo pedestal exige um chão.
E eu… eu escolhi ser chão.
(olha para as próprias mãos)
Estas mãos que ergueram,
agora aprendem a desfazer.
Pois se amor houver de existir,
que venha sem coroas.
Sem alturas inventadas.
Sem abismos criados pelo excesso de devoção.
Que venha como encontro.
De pé.
Olho no olho.
Respiração contra respiração.
E se não puder ser assim…
(entonação firme)
Que caia o trono.
Que se despedacem os altares.
Que reste apenas a verdade
dois seres humanos
ou nenhum.
(A luz se apaga lentamente. Silêncio.)
