Quase Morto

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Quase tudo na vida se perde
entre dois extremos:
agir rápido demais,
antes que o coração
alcance a mente;
ou pensar tanto
que o passo
nunca chega ao chão.


No meio desses dois mundos
mora a sabedoria:
sentir, decidir, mover.
Nem só impulso,
nem só espera,
mas o equilíbrio
que transforma
intenção em vida.

Hoje em dia, muitas pessoas pensam só no próprio benefício. Na vida pública, a lealdade quase não existe

Sonhar é se entregar á grandeza do quase, por meio da fé tornar real, atribuindo do próprio cunho peculiaridades do coração sonhador.

Vivemos em tempos onde quase ninguém erra. Todos parecem tão certos, tão completos, tão exemplares. São mestres de tudo: sempre prontos com conselhos, sempre seguros de suas opiniões. Mas, no fundo dessa fachada de perfeição, há uma ausência que ecoa: a falta de autenticidade.
Eu sinto falta de pessoas reais. Daquelas que não têm medo de assumir os tropeços, que falam sobre os seus medos, que ainda se permitem aprender. Sinto falta das conversas sinceras, onde as imperfeições não são escondidas, mas compartilhadas. É na vulnerabilidade que encontramos a essência da humanidade.
As pessoas artificiais não me atraem. Elas brilham por fora, mas não aquecem. São vitrines impecáveis, mas vazias. O que me inspira são os que carregam sua humanidade sem disfarces, os que não fingem ser perfeitos. Há uma beleza incomparável naqueles que aceitam seus erros e, ainda assim, seguem em frente, crescendo e aprendendo.
A perfeição que muitos buscam é uma ilusão. A vida acontece no desequilíbrio, no cair e levantar, no admitir “eu não sei”. É aí que reside a verdadeira força: na coragem de ser imperfeito, de mostrar as feridas e as falhas.
Pessoas reais não têm todas as respostas, mas têm histórias. Não são impecáveis, mas são inteiras. E isso é o que as torna verdadeiramente inspiradoras. É fácil admirar a perfeição ilusória, mas é profundamente transformador caminhar ao lado de quem vive com o coração aberto, de quem ousa ser vulnerável em um mundo que exalta o invulnerável.
Quebrar essa ilusão de perfeição é um ato de coragem. É admitir que errar não é falhar, mas existir. É reconhecer que somos todos aprendizes, caminhando em um mesmo solo incerto, tentando encontrar sentido nas nossas experiências.

Jeito de menina, quase mulher...
extremante linda, sem igual...
simpática alem da conta,fora do normal....
sincera do mesmo jeito...
impaciente, palmeirense doente...
canta, grita e berra, desfaz a princesinha...
ainda bem que ela surge no outro dia.

Sou um redemoinho de emoções e sensações que muitas vezes quase vira furacão.

A queda dos grandes, nas histórias antigas, quase sempre começa pelo excesso de si. Reis que, ao se julgarem deuses, perdem o trono. Anjos que, ao desejarem ser a própria luz, caem nas trevas. Sábios que, ao se apaixonarem pelo próprio saber, afastam-se da sabedoria.

“A vida é uma escada de fases. A cada etapa, novos degraus surgem diante de nós — e, quase sempre, o primeiro é o que mais exige coragem.”

AMOR NÃO É FOGO. É OXIGÊNIO


Quase todo mundo fala de amor como fogo.
Paixão. Chama. Intensidade. Ardor.


Mas fogo impressiona.
E oxigênio… ninguém vê.


O problema é que o fogo vive sem amor.
Mas o amor não vive sem oxigênio.


O fogo queima rápido.
Ilumina.
Aquece.
Depois consome tudo — inclusive quem tentou se aquecer nele.


Oxigênio não aparece.
Não faz barulho.
Não disputa atenção.


Mas quando falta…
o mundo entra em pânico.


Amor de verdade não te queima.
Te permite respirar.


É aquele espaço onde você não precisa se explicar o tempo todo.
Onde você pode falhar sem ser humilhado.
Onde o silêncio não vira ameaça.
Onde a dor não é usada como argumento.


Oxigênio não exige performance.
Não cobra intensidade.
Não pede espetáculo.


Ele só sustenta.


Quem ama não sufoca para provar presença.
Quem ama afasta o joelho do seu peito.


Por isso tanta gente confunde amor com desespero.
Porque nunca aprendeu a respirar junto.


Relacionamentos morrem não por falta de paixão,
mas por excesso de asfixia emocional.


Amor não é: — “fica”
— “prova”
— “mostra”
— “seja tudo”


Amor é: — “respira”
— “eu seguro”
— “eu fico”
— “você não vai morrer aqui”


E talvez a prova mais dolorosa do amor seja essa:


Você só percebe o quanto precisava quando quase não consegue mais respirar.


Quem ama não incendeia.
Quem ama oxigena.


E quando alguém vira oxigênio na sua vida, você entende uma coisa que dói e cura ao mesmo tempo:


O amor não faz barulho.
Mas é o que mantém você vivo.


—Purificação

A vida mostra o que precisa ser visto — mas quase sempre no momento em que você menos quer.
Isso não é crueldade; é oportunidade.
Crescimento raramente chega na hora confortável.
Chega quando é necessário.

Há espíritos cuja cognição se move em terreno rarefeito, quase estéril, incapazes de ultrapassar o gesto mecânico das letras ou de perceber nelas qualquer sentido que não seja imediato. Onde o texto exige mediação, profundidade e paciência, encontram apenas ruído; onde o pensamento pede abstração, respondem com vazio.

Nesse horizonte estreito, forma-se o ser néscio: aquele que confunde sua própria cosmovisão com verdade absoluta, recortando a realidade segundo os limites do que consegue enxergar. Incapaz de alcançar o concreto em sua complexidade, muito menos o abstrato que o atravessa, permanece aprisionado a um mundo empobrecido, quase bestial, onde pensar é repetir e compreender é reduzir.

Tudo que é mentira começa pequeno, quase imperceptível — uma simples palavra fora do lugar, uma desculpa leve, um silêncio conveniente. Mas, como uma gota que cai num tanque, ela vai se acumulando, enchendo o espaço até transbordar.


As mentiras são como a água: quando começam a escapar, não há como contê-las. Elas se infiltram em cada canto, molham o que era seco, apagam o que era verdadeiro. E quando damos por nós, o relacionamento — que antes era firme — já está afundado em desconfianças e mágoas.


No fim, toda mentira cobra o seu preço. Ela destrói o que levou tempo, amor e confiança para construir. E quando chega o último suspiro, percebemos que nada se perdeu de repente — tudo começou com aquela pequena mentira que achamos inofensiva.

⁠A virada de um ano para o próximo frequentemente ocorre quase imperceptivelmente, marcada apenas pela alteração na data do calendário e, talvez, pela consciência do desgaste físico. A renovação real ocorre quando escolhemos nos transformar, adotando novos comportamentos, novos pensamentos, nova linguagem e novos sentimentos. Assim, podemos afirmar que teremos, de fato, um ano novo!

Eu cheguei a pensar tanto por você que quase esqueci de mim.
Perdi-me em mapas de desejo, tracei rotas onde só havia silêncio,
fiz do teu nome um refrão que batia no peito como maré.
Um sentimento louco, desbravado, sem porto nem retorno,
criou jardins onde não havia promessa, acendeu faróis em noites vazias.
A cada passo eu inventava um abrigo, mesmo sabendo que o vento não trazia teu cheiro.
Afinal você não ofereceu nada, e ainda assim me dei inteiro,
como quem planta flores na beira do abismo esperando que cresçam.
Doei-me em versos, em esperas, em pequenas rendições ao teu olhar ausente.
Mas há força no que sobra quando o tempo não chega:
aprendi a colher a minha própria luz, a regar o que pulsa dentro de mim.
Transformei saudade em coragem, silêncio em canção, ausência em caminho.
Hoje guardo o que fui por você como um livro que me ensinou a ler,
e não mais como prisão. O amor que me fez esquecer-me virou lição e ternura.
Com a doçura de quem sabe que merece ser verdadeiro.
Tem caminho que não volta, vai encontrar alguém que se escolheu primeiro,
um coração que ama sem se perder, que oferece afeto sem se anular.
Seguirei amando-me, doce e forte, com a paz de quem se reencontrou.

⁠Pensando bem, a perfeição não existe e a quase perfeição também quase não existe. Refletindo sobre isso, percebo que a perfeição é um conceito ilusório, e a quase perfeição também é difícil de ser alcançada. Será que o quase perfeito é apenas uma forma de imperfeição? Logo, a perfeição pode ser vista como a imperfeição que existe entre eu e você.

Renascido da poeira que se assentou, algo novo começou a brotar. Uma chama tênue, quase imperceptível, que se alimentava da dor e da redescoberta de quem eu sou. O que restou de mim não é mais o reflexo de quem eu era ao seu lado, nem o eco de seus desejos. É uma essência forjada na superação, no aprendizado e na coragem de seguir adiante. Cada cicatriz conta uma história, e cada lágrima derramada regou um jardim de força interior. O que hoje sou, com minhas falhas e virtudes, com minha melancolia e minha esperança renovada, é apenas meu. E com a certeza de quem se reencontrou, afirmo: o que restou de mim, e o que ainda florescerá, não será mais seu. Será meu, exclusivamente meu, um testemunho da resiliência de um coração que, apesar de partido, aprendeu a amar-se novamente. E nesse novo caminho, encontro a verdadeira força de um amor que nunca se apaga: o amor próprio.

Amigo é água de poço
em terreno seco e alto:
Está sempre lá no fundo,
quase fica d´outro lado
do próprio mundo...
Obrigado por brotar
nesta longa escavação,
quando prestes ao cansaço
quase volto, ou de repente
caio no Japão.

Todos temos o costume, quase como uma tradição automática, de chamar os coletores de lixo de lixeiros.
Mas a verdade incomoda: os verdadeiros lixeiros somos nós.
Eles não produzem o lixo.
Eles apenas carregam o que descartamos sem pensar.
São trabalhadores mal pagos, invisíveis aos olhos de uma sociedade que consome, suja e aponta o dedo.
O lixo nasce nas nossas escolhas, nos nossos excessos, na nossa indiferença.
Eles apenas recolhem o que produzimos — física e moralmente.
Não são lixeiros.
Nós somos.
Eles são funcionários que sustentam a limpeza de um mundo que insiste em sujar.

Estamos quase encerrando mais um ciclo,então curta bastante!

No tumulto da vida, que corre apressada e ruidosa, nasce um silêncio raro, quase sagrado. Uma brisa atravessa o tempo, trazendo o teu perfume e me conduzindo a um mundo que desacelera, tornando-se mais suave. Ainda assim, o que me resta é um vazio delicado, já escrito pelo nosso destino.