Quase
Quase todos acham que eu sou normal; mal sabem que posso ser um psicopata hibernado, à espreita de um disparo do gatilho da psicose reversa!
Inclino-me a afirmar quase como regra que uma história para crianças de que só as crianças gostam é uma história ruim. As boas permanecem.
Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao teu lado.
ARRUMANDO A MALA
Repensando em quase tudo
ou até mesmo em quase nada
resolvi mudar de vida...
ou sei lá, uma nova vida
Olhei ao redor perdida
sem saber... por onde?
avistei logo uma mala
com alças fortes
tinha que ser um plano certeiro
Busquei dentro do meu ser
toda dose de humildade
armazenei esperanças
embalei todos os sonhos
e na mala acomodei
Dosando e medindo
peguei do carinho, uma porção
mais uma pitada de emoção
tintas de todas as cores
para pintar nova tela
Esta mala tem que estar repleta
de amor em tom maior
doses de aceitação
frascos de doação
Rebusquei mais ainda,
cataloguei todos os amores,
para não me enganar
entre os vindouros
Faltaram ainda
alguns genéricos
que talvez deva trocar
por autênticos
nada de similares
quero garantir o êxito
de todo investimento
Selecionei peças e objetos
ousei de cores exóticas
livros de auto-ajuda
muitos papéis em branco
e canetas para rabiscar
Vou colher ainda no caminho
toda sorte do mundo
alegria de criança
crença de todos os fiéis
doses de paciência
Com certeza vou aportar
numa ilha da fantasia
num mundo encantado
Que me faça feliz
A filosofia do “não posso” destruiu mais carreiras do que quase qualquer outra coisa. A confiança é a chave mágica que destranca a porta do abastecimento.
É difícil, quase impossível hoje em dia ter alguém em que se possa confiar de verdade. Alguém para você desabafar, conversar e se expressar sem te julgar. E nisso cada um encontra seu modo de refugiar, de desabafar e de se expressar como pode. Tem uns que cantam, outros tocam, outros apenas escutam músicas. Tem uns que gravam vídeos, tem uns que preferem ler um bom livro e tem os outros que escrevem. Desabafar através da escrita, nos obriga a ler o que escrevemos e nos faz refletir mais sobre nossas atitudes e mudanças que devemos fazer. A escrita é uma boa forma de desabafar para si mesmo, de tirar seus problemas e sentimentos da cabeça e colocá-los em linha, fazer com que as outras pessoas que vão ler reflitam, se identifiquem. As palavras são mais confortantes que as pessoas, as pessoas julgam você sem saber como é realmente passar por aquilo, as palavras não. As palavras expressam e acalmam o que está espremido na alma e reprimido no coração. Escrever é meu refúgio para acalmar a alma, e o seu, qual é?
É o jogo, quase sempre a felicidade de um, começa na queda de outro. Um beijo carinhoso na testa, com "toda nossa saudade e o nosso amor de sempre". Descanse bem tranquilo. Se conseguir, claro. Porque daqui vamos continuar fazendo barulho.
(Carta aberta para Caio Fernando Abreu)
Nem sempre, por vezes quase nunca, você conseguirá as tralhas materiais que cobiça, o patamar social, ou as pessoas que te fazem bem por perto. Elas podem morrer, afogar-se na inconsciência de um Alzheimer, chafurdar em alguma droga, jogar-se de uma janela alta, ou simplesmente decidir que não querem mais ficar perto de você.
Tudo um dia acaba. Assim como o tênis velho que, de tempos em tempos, abre espaço para um com cheiro de novo. Que continuará ensinando – andar não significa perseguir.
(Tudo um dia acaba)
As vezes fazemos coisas que tentamos esconder, mas a voz da consciência grita te deixando quase surtado e te obriga a abrir o jogo!😑👂
Ela disse quase tudo e no final ironizou, nessa vida tudo passa e pra mim vc passou, não tem volta, e o telefone desligou...
Somos como o sol e a lua
quase não se veem,
mas se sentem
um completa o outro
enquanto um está iluminando seu lado
o outro acolhe os sonhos do lado oposto,
ou, os olhares dos apaixonados.
Enquanto um oferece calor
o outro, ilumina a escuridão
alimenta a imaginação
inspira o amor.
Mas quando se juntam,
oferecem o mais belo espetáculo da natureza
juntos em seu momento mágico
mesmo que por pouco tempo,
se torna marcante, esse encontro.
Um breve encontro, pra eternizar essa união.
Mesmo distantes, estão unidos um ao outro.
Por um olhar, por um sentimento.
Perceber: é um verbo que, quase sempre, significa entender o que não estão querendo que a gente entenda.
Inconstante, super conversadeira, cheia de manias, fresca, chata, quase antissocial. Às vezes tímida, às vezes louca, às vezes atirada, ou não. Não gosto de me sentir sufocada. Tenho nojo de hipocrisia ou qualquer coisa desse tipo. Tenho fases que nem a lua, às vezes nem eu mesma me entendo. Hoje, quero muito. Amanhã? talvez. Não dou trabalho dou escravidão. Não levo desaforo pra casa, pareço boazinha, mas pisa no meu calo, pra ver só… Às vezes sensível, às vezes fria. Defeitos? Muitos. Mas acredito que minhas qualidades superam esses defeitos. Achava que esse meu jeitinho me incomodava, mas agora vejo que é isso que eu sou, de verdade, é minha essência, meu caráter, e quer saber? Eu adoro ser assim. E sei que tem muita gente que queira ser igual :)
A democracia é falha porque a maioria quase sempre é burra.
Podem dizer que é a melhor forma de governo e eu não vou dizer o contrário.
Mas o governo do povo, pelo povo, falha gravemente quando permite que a maioria burra eleja péssimos administradores para governar mal.
Em qualquer empresa, sociedade ou agremiação a votação é feita por pessoas do mesmo nível ou que tenham um mínimo de conhecimento para escolher entre seus pares os melhores.
Ontem questionei a secretária da academia a respeito da altura do som emitido por um dos aparelhos de TV que apresentava um clipe da Madona, o outro onde passava o jornal, a aula de spining ministrada dentro de um cubículo que não se pode chamar de sala, feito de divisórias comuns de escritório e vidro fino. Isso sem contar o barulho dos doze ventiladores gigantescos.
Notem que eu não reclamei por reclamar. Municiei-me do genial aplicativo “dB Decibel 10th” disponível na App Store (recomendo) e mostrei a ela que o nível de ruídos da sala ultrapassava de longe a marca aceitável.
Cheia de razão ela sapecou a sua verdade, de que a maioria gostava, a maioria queria e é assim que deveria ser.
Ora, que maioria é essa se eu não fui ouvido nem tenho notícia de que tenha havido qualquer consulta?
Na cabeça dessa medíocre atendente, a maioria seria a dos participantes da aula? Bem, para mim é como consultar vinte bandidos e viciados, a respeito do rigor da cadeia.
Certamente a maioria faria escolha diferente, da maioria de nós que precisamos nos proteger contra eles.
Ao permitir que analfabetos e despreparados sejam obrigados a votar nossos governantes sinalizam com clareza de que não querem prestar contas a quem sabe pedi-las.
Voltando ao som alto da academia, ninguém quer saber de colocar paredes que vedem corretamente o som. A maioria ignara não se preocupa com a certeza de que o som acima dos níveis normais prejudica a saúde, a audição e o raciocínio.
Mas quem quer raciocinar?
Isso é fantástico!
