Quanto Vale um Abraco

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Fiquemos assim então:


Entre nós dois,
cabe somente as flores de um jardim.
A rua que divide as calçadas,
o lago que divide as margens.
O inverno, os galhos vazios e as folhas no chão.
Que secas, sem vida, anunciam em nós uma nova estação.
O recomeço diário de de cada manhã.
O renascer e o morrer ao fim de cada estação.

Preparei um lugar lindo
para você aqui dentro de mim.
Foi uma Pena você ter optado
por ficar do lado de fora.

E foi assim, os caminhos foram desfeitos, diante da bifurcação, cada um escolheu um caminhar diferente. Seguiram ambos na direção do sol, um do nascente, já o outro do poente.
E queira Deus que sejam felizes para sempre.

Aqui embalo sonhos,
dou impulso a cada um deles.
Uns vão, outros voltam,
nesse movimento vou
sonhando e embalando.

Malícia

Alma capturada,
Um sequestro salivar.
Letras quentes,
Com vontade de letrar.

Versar a fantasia, e perceber
Tão inocente rebeldia
No corpo tenro,
amanhecer

Há maldade?
A maldade?
Ah, a maldade..
uma sintonia!

Repousa num céu de vontades,
Encarna a superfície sem espaço.
Beija a boca, depois os lábios.
Aquilo que alimenta a volúpia,
Satisfaz sonhos, vida e saudade.

Há um pouco de tudo em tudo que vemos.
Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada.
A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.

O brilho do sol por trás da noite enluarada,
A cantiga nova repelida do firmamento,
As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada.

A fantasia na realidade digerida
Transforma em cantos o redondo dessa vida.
Sem fome num banquete já servido,

Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido.
Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras,
Procura-se a poesia no campo já florido.

Em sílabas mortas o guardião fez moradia.
Trancou a porta e se afogou na água fria.
Sentiu-se imponente sob o sol da manhã

Gotejou lampejos de suplício na tarde vã.
Lutando contra o mundo, soldado único se fazia.
Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo,

e presenteou suas lembranças no esquecimento da sua história... (Júlio Raizer)

DIA TRISTONHO
Hoje é um dia tristonho para o sol distante que componho
Ruas de terra com plantações ao redor sorteiam as pétalas da nostalgia de menino.

O menino chora!
A descoberta nas areias desertas que o banho de água doce deixou.
Experimenta o amargo das gotas que lavam a face.
O menino chora!

A inocência trazida num rosto que mostra em cada sulco as marcas que a vida lhe deu.
Sem ar o menino chora!

Dormindo no carro, escondido na areia, saindo do barro...
O menino chora!

Amargor da angústia, aperta o peito que reopousa no leito.
Deitado reclama do estômago que incomoda.

Sorver o coro angelical numa despedida fúnebre é a cena que a peça nunca quis encenar.

Sabores e sonhos.
Formas e doces.
Temperos da vida. (Júlio Raizer)

⁠"Espero um amigo que seja mais que irmão, alguém que me ajude a alcançar meu objetivo."

Um rei que desce do trono, é humilhado, somente para tornar outras pessoas reis, poderia ser considerado apenas mais um rei?

Sartre localizou o inferno no outro, mas a clínica precisa um passo a mais: o inferno se instala quando o sujeito constitui o olhar alheio como instância definitória de si. É a economia do falso self que Winnicott descreveu — a existência organizada em torno da performance para o outro, onde o valor próprio é continuamente terceirizado e, portanto, continuamente precário. O problema não é o outro: é a dependência estrutural de sua validação. A saída não é o isolamento narcísico — é a construção de um eixo interno suficientemente consistente para que a existência não precise ser encenada para ser reconhecida.

Todo processo de socialização implica um assassinato: o da intensidade original. O que Winnicott chamou de verdadeiro self — aquela zona de espontaneidade não negociada — é sistematicamente podado em nome da adaptação, do decoro, do que a cultura nomeia como equilíbrio. Chama-se a isso crescimento; a clínica chama de formação de falso self. A paixão diluída, o sonho ajustado, a intensidade negociada até se tornar inofensiva: são perdas reais, não simbólicas. E o que resiste por baixo, aquela memória inquieta de que viver em sua forma mais inteira sempre exigiu mais do que a prudência suporta — é o que produz, na meia-idade, a crise que os manuais chamam de passagem, mas que a clínica reconhece como retorno.

O cliente inadimplente é o reflexo de um sistema que vendeu demais.

No fim, comunicar é um exercício constante de tradução humana.

Cada buraco negro pode ser um útero cósmico disfarçado de abismo.

A vida pode ser um experimento recorrente da realidade.

A verdade pode ser apenas um acordo temporário entre observadores.

Poema Sede Insaciável


Queria apenas um pouco de ti,
mas o pouco não me bastou...
Quis sentir mais, quis me encher,
mas o teu amor só pingou.
Como chuva rala no chão,
eram gotas que vinham e iam...
E quanto mais eu pedia,
menor elas se faziam.
Minhas folhas foram murchando,
minhas raízes se desfazendo...
Fui morrendo aos poucos,
sem o amor que estava querendo.


Autora: Mirian Maria Julia

Mesmo se você for um Bom Filho e merecer o melhor dessa terra, Deus não fará nada você, se for Mau, Deus não fará nada por você do mesmo jeito.

A esposa é a empregada mais barata que um homem pode ter, porque na maioria das vezes o único “pagamento” pelo trabalho doméstico é o arroz com feijão.

Namorar envolve muito mais do que beijo na boca,
casar é muito mais que um pedaço de metal no dedo,
Relacionamento é muito mais
que um status do Facebook ou dizer um "Eu te amo".

—By Coelhinha