Quanto Vale um Abraco

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Há templos onde Deus nunca pisou. Há pastores que pregam um Deus que nunca conheceram. Há bocas que pronunciam Seu nome, mas não Lhe pertencem. E há almas que juram ser d'Ele, embora jamais tenham sido Suas.

Se você confunde a euforia de um show com a presença de Cristo, talvez seja hora de questionar onde sua fé realmente repousa.

O silêncio é o lugar onde Deus fala baixo. Nem sempre com palavras, às vezes com leveza. Com um vento, com uma lembrança, com a paz que chega sem explicação. É preciso estar quieto o bastante para perceber.

Os feitos de um grande homem se erguem acima de suas fraquezas e pecados, e o tornam digno diante de Deus.

A ansiedade tenta prever para não sofrer. Deus permite a incerteza para ensinar a confiar. Um tenta controlar.
O outro sustenta. Nem todo futuro precisa ser visto agora para ser cuidado desde já.

Este ano será como labaredas saltando sobre a dor e o fogo. Um ano em que quem ama o mundo sofrerá com ele,e quem ama Cristo suportará com Ele.

Mateus tinha riquezas, mas ao enxergar em Jesus um devor tudo parar segui-lo, Nicodemos tinha sabedoria, mas sua escolha revelou uma sabedoria voltada para o mundo, não para a' eternidade.

Um dos maiores escândalos da igreja moderna é que há multidões que sabem cantar sobre Jesus, mas não sabem explicar o Evangelho de Jesus.

Abandonem lados e partidos, a divisão é o jogo, só existe um caminho: Cristo.

Eu já havia sido condenada à prisão perpétua, mas um homem se levantou e disse que pagaria no meu lugar. Para minha surpresa, ele era o filho do juiz.

Existe um tipo de cansaço que não vem de esforço, vem de incoerência.

Existe um limite silencioso entre continuar por escolha e continuar por hábito.

Nem tudo que desacelera está quebrado. Às vezes, só está pedindo um jeito mais verdadeiro de continuar.

Existe um ponto em que você precisa parar de tentar resolver tudo na força e começar a reconhecer que algumas coisas só se ajustam quando você solta. E soltar não é desistir. É sair do lugar onde você estava tentando controlar tudo e entrar em um lugar onde você permite que Deus conduza o que você não consegue mais.

Haverá um dia em que uma hora de oração não conseguirá curar anos de adoração silenciosa à política, aos homens, aos esportes e às distrações que tomaram o lugar de Deus dentro de você.

Tudo tem um preço. Crescer dói, permanecer vazio destrói. Algumas perdas machucam, mas continuar se perdendo em si mesmo machuca mais.

Há um descanso que não vem quando tudo se resolve, mas quando você entende que não precisa resolver tudo sozinho.

Um vício não se tira, ele precisa ser trocado por outro

É, a vida é um adversária peso pesado que atingida com força não cai e apenas pode ser vencida por pontos no último round.

Uma conversa estranha.

Em um belo dia de verão pairou no céu uma forma estranha, totalmente amorfa, jamais vista. Logo, tal aparição gerou as mais profundas especulações. Pessoas se amontoavam para ver a tal forma e dar um jeitinho de registrar e emitir opiniões. Se a curiosidade era tamanha, grande também era a gritaria em torno do fato. Mas tudo que é estranho, é estranho somente no início. Após, torna-se mais um elemento da paisagem. E assim aconteceu.

A forma estranha, começou a fazer parte da paisagem e quando todo o frisson inicial já havia se dissipado, a forma falou: “A verdade que os homens defendem, são mentiras repetidas a si mesmo.” O caos se estabeleceu novamente, o que a forma quis dizer com isso? Como um ser amorfo que, demonstrou ser senciente e consciente se julga capaz de julgar a humanidade, estando a tão pouco tempo entre nós?

Houve intensa discussão sobre a fala. Mas tudo que é massificado, logo perde o valor, e assim aconteceu.

Quando a calmaria se estabeleceu, nova fala: “O homem nasceu para ser escravo. Seja das suas vontades, seja das vontades alheias, seja das suas vãs necessidades criadas, seja das suas ilusões. Escravo de si, escravo dos outros, preso em si, acorrentado nos outros; acredita ser livre.” Neste momento, entre os homens, a ordem natural foi perturbada. Como algo que nem conhecemos diz-nos sermos escravos? Não podemos ficar ouvindo tais impropriedades e ficarmos inertes ante tais desaforos. Matemos a forma!

No entanto todos os esforços foram em vão, e após desistirem do intento assassino, eis que a forma novamente se manifesta: “O homem acredita que matando o tirano é capaz também de matar a tirania, ledo engano. O homem aceita a tirania de braços abertos porque possui a mente fechada e os joelhos dobrados. Só lhe abre a mente se partir teu corpo.” Os homens após ouvirem estas palavras sentiram-se novamente ofendidos. Se não havia como destruir a forma, tentariam destruir a ideia. Mas não se destrói aquilo que não foi criado, e ao tentar fazê-lo, a ideia criou forma e nascedouro em seus opostos. Se queres acabar com os deuses, basta não orar por eles. Em toda negação existe uma afirmação.

Como o ser humano cultua aquilo que não consegue destruir, nasceu aos pés da forma um novo culto, e a forma, ao perceber isso disse: Oh! Hipócritas! Por que prosternais diante mim, acaso sou digno de reverência? Me confundes com teus Deuses? Esperam de mim iluminação ou milagres? Saiam daqui! Porém antes, anotai o que direi: “O homem não consegue enxergar e nem viver sua própria verdade porque se oculta em seus pecados, seus pensamentos impuros o atormentam, sua pequenez é a si conhecida. E se envergonha. O homem age como um animal em eterno cio por bajulações e reconhecimentos, orna-se de títulos e alfaias e é despido de clareza de espírito. Paga-se para alimentar a vaidade, vive-se na miséria da razão. Se coisifica, se vende e se compra pelo melhor preço ofertado. Tu, homem, é um produto ruim em uma prateleira enfeitada. Quem não te agrada não lhe presta, como se tu prestaste! A tua própria covardia, tu nominas como humildade, prudência ou até tolerância. Hipócrita é a tua essência! Em tua falsidade, fazes o bem para barganhar com o Eterno. Se a tua covardia não o faz punir o mau, deixa à mercê de um castigador alheio que quiçá nunca virá. Tu és fraco e se ampara nos braços de quem lhe abre. Um fraco sendo conduzido por outro fraco. Tu és acostumado à chibata e aos grilhões, porque sendo incapaz de produzir um único pensamento, vive das ideias alheias e mesmo sendo incoerentes, as defende. A tua solução final você já a carrega desde o nascedouro, o cordão umbilical rompido é ligado a uma sociedade rica em absurdos e pobre em valores. Tu não consegues sequer enxergar a si mesmo, consertar o que está em ti quebrado, e quer colar os cacos dos males alheios. Oh! Raça perdida! Tu, homem, em sua importância nada és senão um pó que anda, fala e geme, e nem peso tu fazes a este planeta. Seus pensamentos são puros, como o ar puro de uma montanha, cujo solo está contaminado pelos mais diversos excrementos, mas tu dizes: Puro! Incapaz de enxergar o óbvio, aplaude de pé as obviedades, como iluminação recebida. Tenho pena de ti! Escravo de roupas bonitas.” E ao dizer isso, a forma partiu.

As pessoas que ali estavam e a tudo ouviram e anotaram, fizeram um ato de humanidade. Queimaram as anotações e foram se embriagar.

Massako.

Você existe, por isso, pensa.