Quanto Vale um Abraco

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Quanto mais poderosa a tecnologia, mais antiga se torna a pergunta: quem vigiará aqueles que vigiam as máquinas?

Penso, mas quanto mais rigorosamente penso, mais percebo que existir não basta: é preciso investigar as razões daquilo que acredito ser verdadeiro.

Quanto mais profundamente compreendemos as causas de nossas paixões, menos o medo, o ressentimento e o desejo conseguem transformar nossa consciência em instrumento de suas próprias forças.

Quanto mais a consciência compreende a necessidade que estrutura a realidade, menos precisa de ilusões para chamar sua própria compreensão de liberdade.

Quanto maior o poder concedido ao Estado, maior deve ser a desconfiança da sociedade.

O Iluminismo ensinou ao Direito que nenhuma autoridade é tão antiga quanto o direito de perguntar por que ela existe.

Poucas perdas despertam tanta resistência humana quanto aquelas que atingem aquilo que alguém considera legitimamente seu, porque o patrimônio frequentemente se mistura à própria percepção de segurança e identidade.

Na política, a percepção pública pode produzir consequências tão concretas quanto a realidade que pretende representar; por isso, aparência e poder frequentemente caminham juntos.

Quanto maior o poder do Estado para classificar uma informação, maior deve ser a responsabilidade jurídica sobre os limites dessa classificação.

A razão cresce como uma árvore antiga: quanto mais profundamente alcança suas raízes, mais complexos se tornam os ramos de suas perguntas.

Uma sociedade é tão livre quanto a liberdade de pensamento que consegue proteger.

Quanto maior o poder do Estado, maior deve ser a densidade de seus limites constitucionais.

Quanto mais íntima se torna a tecnologia, mais evidente se torna o paradoxo humano: criamos máquinas para nos acompanhar porque já não sabemos como permanecer uns com os outros.

A liberdade religiosa protege tanto o direito de crer quanto o direito de não crer.

Quanto mais perfeita se torna a realidade artificial, mais preciosa se torna a imperfeição do real.

Quanto maior o conhecimento, mais evidente se torna a extensão daquilo que ainda permanece fora de nossa competência cognitiva.

Quanto maior o universo que conhecemos, menor se torna a legitimidade de confundir nossa perspectiva com a totalidade.

Quanto mais compreendemos nossas próprias faculdades, menos dependemos de autoridades para pensar por nós.

O mundo que pensamos revela tanto a estrutura de nossas ideias quanto a estrutura das coisas que pretendemos conhecer.

Quanto mais instrumentos criamos para observar o universo, mais evidente se torna que o maior instrumento de investigação continua sendo a pergunta.