Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Mora nas pessoas a união harmônica das diferenças, trazendo belezas feitas do amor mais puro existente no coração
Suas crises são batalhas
Que quando superadas
Te tornam mais forte e preparada
Para viver loucuras
E se jogar em aventuras!
Fotos espontâneas são as mais bonitas, pois não fotografiam apenas pessoas, fotografiam histórias e momentos que viram doces lembranças
Fotos espontâneas capturam nossos essências e por isso são tão marcantes
O que é feito no anônimo, é feito com mais dedicação
Pois, se não nos focamos em ser a atenção
Nos focamos no trabalho em questão
E em como será a sua finalização
Não na sua introdução
Simplicidade te ensina sobre valorizar o que você já tem
E que na verdade, nada é mais rico
Do que sentir e agarrar a realidade
E fazer dela uma emocionante oportunidade
Presentear alguém de forma imprevisível
Faz o dia de alguém ser mais cheio de vida e inesquecível
Pois essa pessoa vai se lembrar de você
E sorrir, por alguém lembrar dela
Ela vai se sentir tão especial
De um jeito que só quem viver vai saber
É fazer um dia normal
Se tornar interessante de um jeito sobrenatural
Quem não for contente com o que tiver presente
Procura sempre mais e nunca é suficiente
Procurar mais só se for um pouco
Pois o extravagante é nada
E o pouco é extraordinário
Se entregue ao momento, ele tem mais a oferecer que seus medos, que são receios, decepções, uma realidade que nem chegou a acontecer, e que talvez, nunca acontecerá
Um pouco mais de fantasia, pra trazer magia, um pouco mais de imaginação porque se marca sua vida, se marca seu coração, então é real.
Porque se você acredita, então pra você existe
Faça o que te faz bem, porque se manter bem, ou o que for bem pra você, é o mais importante do que agradar alguém que nem sabe exatamente o que tá rolando no seu coração e mente,
então se cuida
Três de novembro
No mês em que a primavera se despede,
e o sol, mais manso, faz-se presente,
floresciam dias de ouro e espera,
prenúncio de encontros, docemente.
Foi na estação de brisa e lume,
quando as folhas murmuram segredos,
que nos achamos sem alarde,
em cores tênues, sem medos.
Caminhavas já em meus sonhos,
estrada traçada em silêncio,
onde o murmúrio do vento sussurra
o amor que arde em denso, intenso.
O mundo, em sua dança vasta,
girou em círculos de espera,
até que em ti se fez acalanto,
porto certo, luz sincera.
Achei-te na dobra do tempo,
onde o aleatório se curva à sina.
Outros conheci por ócio e acaso;
a ti, encontrei porque eras divina.
Outros, passos soltos, vento;
tu, raiz, urgência, beijo,
entre ecos e risos, enfim,
vi que ao teu lado me pertenço.
Feliz Natal!
Natal é renascimento...
é uma nova oportunidade de ser.
É mais significado que festa.
É ver sacralidade na rotina de um jantar.
É memória que volta ao presente:
os passos do avô, a voz da mãe,
as mãos entrelaçadas ao redor da mesa
e a fé que se estende além do tempo.
É o convite para acolher o estranho,
para enxergar o outro com olhos de amor.
Natal é verbo que se faz atitude:
é ser Deus no abraço de quem estende a mão.
É convite para que sejamos neste dia,
como o menino em seu berço singelo:
pequenos na matéria, grandes no afeto,
humanos no gesto, divinos na entrega.
É quando Deus se limitou a um só lugar.
É prova que o finito pode conter um infinito.
É sentir Deus em um menino.
É repartir esse Deus em fatias de pão.
Natal é época de se repartir e sempre sobrar.
O mais passarinho de todos
O mais passarinho de todos soprou o vento,
e o pardal achou onde ficar.
Até a andorinha, sem mapa nos olhos,
desaprendeu a se perder.
O mais passarinho de todos bordou os rios,
escreveu caminhos sem pressa.
Fez o tempo andar de pés descalços
e me ensinou a brincar de novo.
O mais passarinho de todos acendeu as folhas de verde,
e o chão se ajoelhou em raiz.
Até as pedras, duras de silêncio,
aprenderam a escutar o orvalho.
O mais passarinho de todos desfez a distância do céu.
Coube no voo, na seiva, no barro,
e até na palavra que eu não sei dizer.
Eu, pássaro de asa murcha,
com sua ajuda, encontrei pouso.
