Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Mente suicida.
E a menina chora, chora e chora e seu travesseiro já não suporta mais. Ela aperta a coberta na boca para que seus gritos fiquem abafados. As lágrimas queimam, não o seu rosto mas sim seu coração. Tudo parece pegar fogo dentro dela, enquanto a sua imagem jogada ao chão quase sem vida não sai da sua cabeça. Ela solta o edredon e com força aperta as unhas em suas pernas, até não conseguir mais. E depois de lutar muito contra sua mente suicída, ela dorme. A menina faz isso todos os dias, na esperança de um dia, poder dormir para sempre. Na esperança dos machucados sumirem. Na esperança da paz.
E não há paisagem que seja mais linda do que o rosto do seu amor. Não há pôr-do-sol que valha desviar seu olhar do dela. Eu te amo. Eu também te amo. Eu te amo mais. Impossível. Eu te amo o mundo. Eu te amo o universo. Te amo tudo aquilo que não conhecemos. E eu te amo antes que tudo o que nós não conhecemos existisse. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo mais do que a mim. Já conheço os passos dessa estrada... E, mesmo assim, estarei sempre pronto para esquecer aqueles que me levaram a um abismo. E mais uma vez amarei. E mais uma vez direi que nunca amei tanto em toda a minha vida.
Não quero fingir que sou algo a mais do que realmente sou. Não quero dar a imagem de sensível ou difícil, ou cool ou inseguro. Sou bastante antiquado. Não consigo pensar em mim como alguém famoso. Vejo-me como um velhinho sentado num alpendre, olhando para um lago...
Não existe ninguém no universo de quem gostemos mais do que de nós mesmos. A mente pode viajar em milhares de direções, mas não encontrará ninguém mais amado. No momento em que vemos o quanto é importante amar a nós mesmos, deixamos de causar sofrimento às pessoas.
Como organizar
sua biblioteca
coloque as dores
nas prateleiras mais altas
para facilitar
o esquecimento
e dificultar
o acesso.
Eu tenho sono e já não posso mais dormir. Eu tenho ânsia, não consigo mais comer. Eu tenho medo e já não quero mais.
Meus pés perderam a função básica de equilibrar meu corpo na minha existência. Não diria que a culpa é física porque fui em quem sobrecarreguei minha mente e me tornei incapaz de responder sobriamente por um "tudo bem?". Isso pesa. É pesado saber que não está nada bem.
Eu percebo no espelho que meu sorriso não chega aos olhos. Eu posso enganar a todos, posso até me enganar. Mas é de noite que eu me revelo como sou: sozinha.
De repente ...
Não mais que de repente...estamos juntos
Perco minha identidade...me sinto a vontade
E que se dane a população...
De repente...
Com um simples "abraço"
Você me leva ao espaço...
E estremece todo meu ser...
De repente...
Sinto sermos um só
Em pensamento e coração
E tudo é sentido com uma tremenda emoção...
De repente...
Não vejo ninguem em minha frente...
A felicidade é total e vivemos de uma forma...
Nunca vista igual...
De repente
É como uma explosão e entendo a questão
Você também age com o coração
Por isso temos essa "ligação"...
Mas como tudo que é de repente...
Tem seu começo, meio e final...
E é com uma tremenda tristeza
Que eu volto pra real
Meu peito dói...sofre e sente...
Mas fica uma certeza em minha mente,
De que juntos viveremos...
Outros " de repentes "...
Algumas pessoas passam por sua vida, outros a acompanham até que não lhes seja mais possível, outro estão mais perto do que parecem.
