Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
E no final você verá que o vento acalma, que por mais longo que tenha sido o inverno o frio passa, que devagarinho a chuva volta, a primavera chega, o verde se sobrepõe às folhas secas e a vida em toda a sua exuberância de cores e perfumes renasce junto com as flores.
O inesperado toca mais fundo do que confirmar expectativas.
Nada emociona mais do que o que foge do roteiro.
Eu não sei qual parte mais gosto nela, se é seu cabelo cacheado ou o jeito que me olha, ou a maneira que me faz sentir bem, só sei que a cada segundo eu queria estar com ela, sei dos seus medos, eu só queria ser seu porto seguro, falar com ela todos os dias me parece tão bom como se fosse a primeira vez, me sinto como se eu fosse um quebra cabeça e só ela sabe como me completar.
O tempo de vida vale mais que o dinheiro recebido por salário, vender o tempo não é muito inteligente, pense e reflita nisso.
O cérebro é maligno, só quer coisas fáceis e rápidas, se deve enganar ele todos os dias e ser mais forte do que ele, ele é o inimigo a combater diariamente.
A arte mais linda que já li mora na inocência das crianças.
Eu, como poetisa, não vejo o mundo como todos veem. Eu leio o mundo poeticamente.
Ser poeta é um ato de desordem. É um ato de coragem. Ser poeta não é apenas escrever e esperar que o leitor se encante com suas palavras. Ser poeta é ler a vida, é escutar a alma das coisas, é perceber o que os olhos distraídos não enxergam.
As crianças vivem isso sem esforço. Elas não escondem sentimentos. Elas choram, riem, pintam, cantam. Elas são intensas. Elas são presentes que a vida nos dá todos os dias. Os adultos, nós, nem sempre conseguimos ver a arte que elas fazem com as mãos, com os olhos, com o silêncio do corpo.
Elas não fingem. Elas se entregam. Elas vivem a arte como se a vida dependesse disso — e, de certa forma, depende.
Eu vejo isso. Eu sinto isso.
E posso dizer, com toda a simplicidade que a verdade permite: a arte mais bonita que já li veio de uma criança.
E, se prestarmos atenção, poderemos aprender com elas. Aprender a sentir a vida de verdade, sem máscaras, sem pressa, sem medo de ser intenso. Aprender que a beleza não está em objetos caros, nem em grandes feitos. A beleza está no que damos de nós, no que sentimos, no que ousamos deixar nascer.
As crianças nos lembram disso. Sempre lembram. E talvez, se aprendermos a escutá-las, possamos nos tornar um pouco mais humanos, um pouco mais poéticos, um pouco mais vivos.
"Não pense que sinceridade é revelar seus sentimentos mais íntimos. Estes sempre são guardados a sete chaves."
Almas Mais Escuras
As almas mais escuras não estão no abismo,
Não queimam no inferno, nem vivem no exorcismo.
Elas andam entre nós, silenciosas e caladas,
Ocultas na rotina, em vidas disfarçadas.
São sorrisos falsos, olhares vazios,
Corações que carregam segredos sombrios.
Na multidão, se perdem, invisíveis, sutis,
Suas dores profundas, sem fim, sem perfis.
Carregam fardos pesados, invisíveis ao olho nu,
Em um mundo de sombras, onde a luz não vem, não flu.
Masculinam sorrisos, mascaram o tormento,
Navegam em mares de dor, sem alento.
Cada passo é um eco de angústia e temor,
Almas perdidas, sem brilho, sem cor.
Silenciam seus gritos, sufocam seus ais,
Vivem entre nós, mas se sentem jamais.
Não é o inferno que as consome, mas a vida cotidiana,
Onde suas sombras dançam, uma dança insana.
As almas mais escuras estão ao nosso lado,
Caminham em silêncio, num eterno fado.
Análise
Visitei meu passado achando que lá encontraria alegria.
Feri-me mais uma vez, em mais uma oportunidade de aprender
Que a vida só se vive uma vez e que água passadas realmente não movem moinhos.
Do passado, só memórias.
Do futuro, só esperanças.
Do presente, só aceitação.
Visitei minhas dores achando que lá encontraria respostas.
Doeu-me mais uma vez, mais uma escolha desnecessária.
A vida se toca é adiante, não titubeie, levante!
Do passado, só histórias.
Do futuro, só ideias.
Do presente, só gratidão.
Visitei minhas destemperanças, lá sim pude me enxergar melhor.
Envergonhei-me de mim mesma,
E lembrei que com elas posso aprender e ser melhor.
Para o passado, meu adeus!
Para o futuro, meu talvez!
Para o presente, minha dedicação!
A morte me chama à realidade constantemente. Ao tempo que não volta mais, às necessidades do agora, às verdades essenciais à vida, à única verdade necessária à eternidade.
O tempo segue seu fluxo e passa... passa mais rápido do que podemos acompanhar.
Vivamos!
A Última Vez
A última vez me marcou por mais de 1 mês;
a última vez me dilacerou feito uma navalha em meu pescoço, nada pude fazer,
me senti no fundo do poço.
O tempo me surpreende, tudo colaborava pela nossa ligação, o tempo passou, de tudo… ah, de tudo só tenho recordação.
Pensar nisso me fere, não sei o que sentes,
mas sentirei-me confortável ao saber que estás alegre.
O passado foi reconfortante.
Lembro-me até hoje dos seus olhos brilhantes, do seu sorriso, da sua feição, toque.
Na verdade, lembro-me de cada instante.
— Lorenzo Almeida.
O que me inspira hoje? Saber que mais um dia despertei, e com isso tenho a oportunidade de ser melhor que ontem. Bom dia !!!!
Voltei a lugares que não me cabiam mais
Por não compreender que não deveria ter nunca os abandonado.
Percorri grande parte do caminho de minha vida por atalhos curtos
Que me levaram a tantos lugares errados,
Por achar que seguir o caminho mais longo e seguro
Era muito fácil e monótono.
Deixei de visitar pessoas por não querer companhia
Até descobrir que ficar sozinho por escolha
Nunca será solidão de verdade.
Aprendi, aos poucos, que o tempo não bloqueia nenhuma porta — apenas muda a chave.
E que às vezes sou eu quem precisa crescer
E parar de tentar forçar as fechaduras.
Entrei em conversas que evitava por medo de me expor,
Através de minhas verdades,
E vi que a honestidade, mesmo desconfortável,
Afasta de nós aqueles que não sabem lidar
Com suas próprias mentiras.
Recordei de pequenos rituais que haviam ficado no meu passado:
Escrever sem temas específicos,
Caminhar sem destino,
Ouvir músicas antigas.
Esses gestos me levaram a reencontrar
Um eu esquecido pela correria do meu presente.
Hoje percebo que perder-se teve uma função:
Ensinar-me a valorizar o tempo —
Nos segundos que voam ou nas horas que demoram.
E que voltar não é regressar ao mesmo lugar —
É trazer experiências e companhias novas,
E preencher de cores e beleza
Tudo o que antes foi apenas uma simples paisagem.
A autopiedade é talvez a manifestação mais sutil e perversa da vaidade. É a crença velada da propria superioridade que, mesmo admitindo a própria incapacidade diante da criação do belo ou do significativo, ainda assim se reivindica do todo aquilo que não se soube gerar em si mesmo. É a ilusão de que o mérito alheio nos pertence apenas por existir, e de que a dádiva da vida nos deve algo que nunca lhe oferecemos em troca.
