Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa

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Essas que imaginam vidas vagamente inglesas, paixões contidas, silêncios demorados e gestos escassos, mas repletos de significados, preferem a estrada do leste.

Quero mudar minha vida. Tenho 19 anos, é tempo de fazer alguma coisa. Talvez eu tenha medo demais, e isso chama-se covardia. Fico me perdendo em páginas de diários, em pensamentos e temores, e o tempo vai passando. Covardia é uma palavra feia. Receio de enfrentar a vida cara a cara. Descobri que não me busco ou, se me busco, é sem vontade nenhuma de me achar, mudando de caminho cada vez que percebo a luz. Fuga, o tempo todo fuga, intercalada por períodos de reconhecimento. Suavizada às vezes, mas sempre fuga.

Ela fala com o coração e sabe que o amor, não é qualquer um que consegue ter.

Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas.

Pior que tudo, rondava um sentimento de desorientação. Aquela liberdade e falta de laços tão totais que tornam-se horríveis.

Mas ele nem se machucava, há tanto já adivinhara os movimentos interiores prevenindo os receios.

As pessoas suportam tudo, as pessoas às vezes procuram exatamente o que será capaz de doer ainda mais fundo.

Que os telefones toquem, que as cartas finalmente cheguem.

Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce. Que sejamos doce. E seremos. Eu sei! Que seja doce. Repito: Que seja doce. Sete vezes pra dar mais sorte: Doce, doce, doce, doce, doce, doce, doce...

"É possível não sentir esses arrepios ao lembrar-me do toque, do cheiro, do beijo dele?"

"Palavras geram pensamentos que geram sentimentos ou emoções estes por sua vez geram ações que trazem conseqüências trazendo até você o objetivo."

Era um amor diferente, quase assim feito uma segurança de sabê-lo sempre ali.

“Mas passou. Hoje te conto. E lembro daquela história zen, o rei que pediu ao monge um talismã que o protegesse de qualquer mal. O monge deu ao rei um anel, com a recomendação de abri-lo só em caso de extremo perigo. Um dia, o castelo foi cercado pelos inimigos, e o rei encurralado numa torre. Ele abriu o anel. Dentro, havia um papelzinho dobrado. Ele abriu o papelzinho e leu uma frase assim: ‘ISSO TAMBÉM PASSARÁ’.”

Talvez bastasse qualquer coisa, como chegar muito perto de você, passar a mão no teu cabelo e te chamar de amigo. Ou sorrir, só sorrir.

Nós continuávamos resistindo mas às vezes penso que viver não deve ser apenas isso, segurar a barra.

Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar.

Se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa.

Me mande mentalmente coisas boas, tenho tido dias tão difíceis.

Nunca pensei é que pudesse ser assim tão vazia uma casa sem um anjo. Dentro de mim existe alguma coisa que espera a sua volta, de repente, não sei se pela janela ou se aparecerá novamente no mesmo lugar. Para prevenir surpresas, tenho deixado sempre abertas todas as janelas e todas as portas.

Dê apenas um passo por mim. E eu prometo que caminho todo o resto junto com você.