Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Não sei se conseguirei encontrar um jeito de ser uma pessoa diferente. Não sei até que ponto posso formar em mim outro ser que não seja o mesmo que sempre existiu, desorganizado e caótico, há tanto tempo. É tão difícil tentar ser algo que nunca se foi, ou será que é covardia minha não querer mudar, com medo de perder tudo o que já vivi? Será que essa minha relutância em mudar se deve ao fato de que quero me apegar ao que já experienciei? Talvez seja exatamente isso que me rouba a paz. Tenho medo de ser outra pessoa e, com isso, perder o que ainda me mantém vivo: o amor, ou melhor, a lembrança do amor que sinto por ele.
Eu não sou uma pessoa inteiramente ruim; deve haver algo de bom em algum canto dentro de mim, à espera de ser descoberto. Enquanto aguardo que minha parte boa seja revelada, sigo sendo o que me cabe neste momento: alguém um tanto ruim. Continuo assim, na esperança de que, de algum modo, eu me torne um pouco melhor, um pouco menos ruim.
O passado se foi e se iniciou um novo ciclo em minha vida. Parece até que somos outra pessoa fazendo tudo diferente dos anos anteriores. Hora de melhorar o que foi feito e esquecer as coisas antigas e viver coisas novas. Abrir a janela, olhar para o céu , contemplar o sol e agradecer a Deus por mais um dia que está nos dando para tentar mais uma vez ser feliz. Agradecer os livramentos e saber que estamos aqui, vivos para realizar tudo aquilo que não realizamos. Viver a vida com mais felicidade e contar com aquelas pessoas que você sabe que estarão com você independente do porquê, independente do motivo do seu choro. Aproveite essa chuva pra lavar toda a sujeira e, no fim, aguarde o belo arco-íris que irá sair. Olhe para você e cuide de você. Acorde pra vida.
É horrível num relacionamento,
a pessoa querer te moldar do jeito que ela gosta.
Mudar o outro conforme o seu ideal de parceiro perfeito
Com o conhecimento técnico, você se transforma numa pessoa qualificada e pronta para ter sucesso na sua profissão
Sempre tem aquela pessoa que deixa marcas de precisão cirúrgica,
que o tempo, como uma queloide, faz questão de deixar lá.
Assim como as dores do parto anunciam a vinda de uma nova pessoa ao mundo, as dores da consciência podem anunciar uma nova pessoa em nós.
