Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa

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⁠Às vezes me pego pensando no significado da morte, mas ao mesmo tempo sinto medo de realmente entender. É como se houvesse um bloqueio criativo em minha mente, um desejo de explorar esses pensamentos, mas também uma relutância em fazê-lo. Como uma adolescente artista, essas questões são parte do meu processo criativo, mas também são assustadoras. A morte é um mistério que me intriga e assusta ao mesmo tempo.

Inserida por Fabianabiyyyy

⁠Mesmo depois de tantos anos, meu peito ainda dói, dos meus olhos as lágrimas ainda escorrem ao ter notícias suas...

Inserida por EraUmaVezNos

⁠Você não tem medo de morrer, você tem medo para onde vai

Inserida por Pensadora690

As vezes sinto que vou chorar até secar a última gota de água do meu corpo, eu não sinto fome, eu não tenho fé, não creio mais que a vida vai me surpreender, sinto-me o mesmo peso de porta de sempre, acho que o problema não é a vida, eu sou. Comecei a crer que aos poucos vou perder quem está do meu lado, pelo simples fato de que não sou uma boa pessoa, comecei a ver os olhares de pena ao meu redor e isso dói mais que o sentimento da solidão. Ainda insisto na vida, mas sinto uma enorme vontade de desistir de tudo e dormir profundamente pela eternidade, acho que assim pouparia muitas pessoas, pouparia muitas dores de cabeça que eu se quer nunca entendi o motivo.

Inserida por MicheleDA

Eu nunca fui de ser idiota, mas eu aprendo rápido

Inserida por sarahribeiro13

Tão cedo passa tudo quanto passa!
Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina. Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada.

Fernando Pessoa
PESSOA, F. Odes de Ricardo Reis. Lisboa: Ática. 1946 (imp.1994). P. 92

Nota: Pelo heterônimo Ricardo Reis.

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⁠Seu amor era corrosivo e saiu danificando tudo aqui dentro e o meu coração foi o mais atingido, você fez um estrago irreversível.

Pela minha absoluta desesperança, meu coração bate ainda mais forte. Quando não se tem mais nada a perder, só se tem a ganhar.

Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia somente dentro dela.

Quantas conversas, quantas risadas, quantas brincadeiras… E olha só, hoje nem nos falamos mais.

Saudade daquilo que fui, sei que não sou mais, e nunca mais voltarei a ser.

Não roube os meu desejos mais secretos. Deixe-os guardados e calmos no canto que os escondi. Deixe os meus suspiros e arrependimentos em tranqüilidade aparente. Não é a hora exata? Não somos exatos! A exatidão me aborrece. A compreensão me deprime. Sua solidão me enlouquece.

Acendi alguns incensos.

Mais alguns cigarros.

Li aquele depoimento seu.

Li também a sua foto.

Chorei um pouco.

Depois sorri e adormeci.

No começo fiquei com raiva, achei que ele não pensou em mais ninguém quando desapareceu. Só nele mesmo. Mas a gente nunca pode julgar o que acontece dentro dos outros. Ele queria outra coisa.

Que apóie nossos fatigados pés descalços ao fim de mais outras semanas de batalhas inúteis, fantasias escapistas, maus orgasmos e crediários atrasados.

Pois eu, eu só penso em você
Já não sei mais porque
Em ti eu consigo encontrar
Um caminho, um motivo, um lugar
Pra eu poder repousar meu amor

Sofro por saber que não sou eu quem vai te convencer
Que cada dia a mais é um a menos pro encontro acontecer
E eu fico sozinho, esperando por você, meu bem-querer

Vontade só de dormir, dormir muito, para nunca mais acordar. (...) Só tenho passado, o presente é esta viscosidade, o futuro não existe. Ah, eu queria ter um objetivo na vida, uma coisa que sugasse todas as minhas forças, conduzisse todos os meus gestos e todas as minhas palavras. Não tenho nada, só este vazio.

Não estou fazendo nada errado, só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas.

Às vezes penso que tornam de propósito as coisas mais duras do que realmente são, só pra ver se eu reajo, se eu enfrento.

Tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos, e com mais força enquanto a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos. Tão transparentes que até parecem de vidro, vidro tão fino que, quando penso mais forte, parece que vai ficar assim clack! e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. Se não dormisse cedo nem estivesse quase sempre cansado, acho que esses pensamentos quase doeriam e fariam clack! de madrugada e eu me veria catando cacos de vidro entre os lençóis.

Caio Fernando Abreu
Pequenas Epifanias