Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
O ser numinoso que transcende nosso espírito não está oculto, mas num lugar tão inóspito quanto a certeza da soberba em acreditar que algum dia o encontramos
Não te perturbes com a prática da maldade, olha a tua volta e observa o quanto a bondade se compadece de ti
Nenhuma ação negativa projetará tanto estrago quanto uma força maledicente causada por uma consciêncira pesada
Nenhum trabalho físico e espiritual será tão salutar quanto a transformação do suor do teu rosto em pão diário a brotar na mesa
Do simples ao majestoso, os altos e baixos da vida se alternam tanto quanto as marés que lavam, e os ventos que sopram a face da Terra.
O fim do mundo é uma lenda antiga que se apresenta de tempos em tempos revelando às pessoas o quanto o ser humano pode ser minúsculo diante das forças da natureza e do universo.
Os altos e baixos da vida são tão constantes quanto inevitáveis. Conscientes desta lógica, nos resta reconhecermos as forças invencíveis desta dinâmica misteriosa e buscarmos meios de minimizar nossos sofrimentos e de desfrutarmos mais os períodos de satisfação e felicidade.
A concentração nas forças positivas de nossas ações no presente pode determinar o quanto nos dirão que temos de sorte no futuro.
A gratificação e o reconhecimento são tão importantes quanto o incentivo, o preparo e a atribuição de deveres quando uma equipe deseja obter resultados aquém do planejado.
Permita-se observar situações onde o amor permeia e entenderás o quanto tal sentimento enriquece e dá sentido a movimentação de sua vida.
A destruição da natureza reflete o quanto seus predadores desrespeitam o bem estar coletivo e as boas condições de futuro em troca de uma egoísta vantagem imediata.
Tanto a felicidade quanto a tristeza nos envolvem diariamente, entretanto, o que define a força que cada uma exerce sobre nós é a situação de saúde mental que cultivamos.
incendeia, queima, acende.
ouvi dizer que nem o sol é tão quente quanto seu olhar
e que a tua luz nem se aproxima daquele cintilar.
deixa o teu corpo esquentar,
sentir o calor, energizar.
o seu poder nunca vai acabar.
o tempo não apaga suas marcas,
suas fases não mudam nada
mas sei que um dia, você há de esfriar
e se perder para me (in)felicitar.
ah, te amar...
é como te procurar na luz do luar
sem esperança alguma de achar.
enxergo dentro de ti, um olhar penetrante
que cerca, vai avante.
onde se sente em casa deixando livre a sua alma.
se joga, se liberta.
espalha teu calor, o amargo sabor do teu corpo em chamas.
o interior exala um aroma alcóolico
o exterior é combustão.
soube aproveitar a costela de adão.
na fumaça do teu fogo
já não consigo mais respirar,
me prende para depois não saber soltar.
entenda, você não sabe amar outro alguém.
foi como virar um hospedeiro de sua lesma,
um dia você vai entender quando te disse
que você só sabe amar você mesma.
caçoando até nadando contra a maré,
meu jeitinho de rir diferente,
como eu sou engraçado quanto tem muita gente,
oposto de quanto tô só: não sou só mais um,
por onde quer que eu vá, qualquer um sente,
os livro dos corpos frios e mórbidos,
resultado do meu jeito solar, mais quente,
me ter é como ter um... "davi?" presente.
por tempos, fui a ervilha entre tantos colchões,
nunca quebrado: coração de aço,
debocham da minha cara, logo eu, o palhaço,
entretanto dentro de mim, o circo é meu.
o problema não sou eu
se é você que eu não convido a subir no palco,
ou até seria...
pois independente das rugas que me surgir,
minha alma sempre irá cheirar a talco.
votos de um novo ano podem te fazer ser melhor,
a cada momento que comigo você "brinque",
te ofereço um gole para se afogar no meu drinque
como os porcos de chihiro.
até em cortinas que não se abrem, sou de bom grado,
apesar de escrever isso ao teu lado
e recitar para multidões.
meu jogo não funciona com moedas, são milhões,
escolha diversas outras opções,
mas nada se compara a mim.
sou a mistura do nada muito engraçado:
gostoso, me divido pois todo mundo quer um pedaço;
mas nada muito bruto: pois nasci palhaço.
depois de muitas tentativas,
trilhando o meu próprio percurso,
eu sou a minha fonte, o meu recurso,
coma mais arte:
pois o dom que eu nasci, cê precisou fazer curso.
o espetáculo foi um sucesso e sempre será,
respeitável público,
os espero novamente em janeiro
em mais uma abertura do meu picadeiro.
Eles não são nada; não têm nada. Tudo quanto "têm" (de forma ilusória) é provindo do pacto com o "mundo". Um dia, não distante, acredito, todos eles com suas falsas riquezas irão virar cinzas diante do Juízo de Deus, porque o Senhor nunca esquecerá a distorção causada na Criação..."
Não importa quanto pode ser fortes as tuas pernas,
se caminha sobre solo frágil nada impede que ele ceda sobre seus pés .
