Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Eu pulei do precipício esperando que o seu amor me segurasse, mas você saiu de perto e me deixou cair... Eu me quebrei inteiro.
É que o coração as vezes costuma pregar peças na gente.
Somos feitos de bobos sempre que ele ousa aprontar.
Minhas lágrimas se acumulam tanto dentro de mim, que quando transbordam acabam formando um mar de mágoas... E eu me afogo nele por não conseguir lutar contra a maré.
Mesmo depois de tudo, o meu coração ainda é o mesmo. Ele continua bobo, caridoso e ingênuo. Mesmo faltando pedaços ele ainda continua sendo bom.
Você foi embora, mas o meu coração nunca conseguiu se despedir... Você ainda continua sendo tão presente em seus átrios, ventrículos e artérias.
Assuma o papel principal da sua vida, ou não conseguirá ter um grande desfecho no final... Mas seja rápido, os holofotes estão se apagando.
Seja seu próprio sol para que nos dias nublados não seja necessário depender de alguém para iluminar seu dia. E te aquecer nas noites frias de solidão.
Eu sou temporal, que causa enchentes e alagamentos. Já você é garoa passageira, que não chega nem a escorrer pelo chão.
Você está presente em todos os cantinhos do meu corpo, deve ser por isso que tua ausência causa tanta dor em mim... Eu só queria te retirar de todos eles.
A gente vai se remendando aos pouquinhos... E quando nos damos conta, já estamos inteiros novamente.
Talvez, se eu tivesse dito não, meu coração estaria inteiro até hoje e minha alma não teria tantas cicatrizes e dores incuráveis.
O cavalo alado dos meus sonhos
Um cavalo castanho pardo
galopa feilz ao vento.
E suas asas douradas
por desconhecidas estradas
estão levando meus sonhos
para muito além do meu tempo!
E no colchim,nos meus sonhos,marrados
feixes de esperanças em flor
entre pedras, seixos e cascalhos
certamente hão de florir
quando o verdadeiro amor
definitivamente,na minha vida surgir!
E neste dia então, em cavalgada
a caravana da fecilidade
pelo amor conduzida
há de acampanhar na minha vida.
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E sob um céu pontilhado de estrelas
entre principes,fadas e princessas
Lá,bem distante,em uma cidade encantada!
Assim como o vento mexe com as ondas do mar e eu me afogo nessas ondas vazias de sentimentos. Naquele coração o qual eu caí e quase morri, ando em uma corda bamba sozinha nas pontas dos pés e de olhos fechados, espero não cair, com um guarda-chuva em mãos e a Lua que iluminava aquele espaço. De passo a passo eu ando a frente com um medo eterno de cair, eu danço na corda bamba de pontinha e vejo vidas em risco, oh meu pai que mundo seria este? Seria apenas uma maldição? Ou uma falsidade onde a salvação da humanidade se encontra em estrelas. Comparações com pessoas, já não sabem eles que não somos iguais? Caiu a noite igual cai uma dançarina quando estás a bailar. Na ponta do pé ela imagina o mundo, e logo aquele mundo desaparece. Que vida... trouxeste maldade e traição, não falo de amores ou de paixão, falo da raiva e da tristeza, aquela que trouxeste o caos. Me acham irritada, maluca e mal humorada, soco um travesseiro com água nos olhos. Alguns dançam e festejam, outros se machucam e estão magoados, assim como uma flor morre e fica escura.
