Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Grande parte do sofrimento não está no que acontece, mas na
história que contamos sobre o que acontece.
Quando observamos o que ocorre dentro de nós sem
identificação cega, uma enorme parte da ansiedade se dissolve.
A presença é uma forma profunda de autoconhecimento.
Não sofremos pelos eventos em si, mas pela interpretação que
damos a eles.
Inteligência emocional não é ausência de sentimentos.
É presença de consciência.
Não significa “não sentir nada”, mas não permitir que tudo o que se sente governe as decisões.
É a habilidade de lidar com as
emoções sem permitir que elas sabotem a razão, firam valores ou desviem princípios.
Blindar o emocional exige algo fundamental: uma identidade sólida instalada na mente.
Assim como um computador precisa de um sistema operacional adequado para funcionar, o ser humano precisa de uma identidade clara para governar suas emoções.
Ao compreender a própria mente, seus padrões, crenças ereações, tornamo-nos capazes de enfrentar perdas, rejeições,
imprevistos e fracassos com mais serenidade, maturidade e sabedoria.
O caminho para superar tentações, sofrimento e dúvida começa pela clareza interior.
Sem autoconhecimento, o ser humano luta contra o mundo.
Com autoconhecimento, ele aprende a governar o próprio coração.
Quem esquece a própria história de dor e se ilude com qualquer novo sabor; voltará a provar do antigo sabor.
Todos clamam pela sinceridade como quem pede luz, mas poucos se tornam, de fato, lâmpadas. E talvez deva ser assim mesmo, pois há olhares que não buscam ver — apenas esperam o momento em que tropeçamos na própria sombra.
Em cada templo humano (corpo e vida), coexistem dois seres, um é jovem (a alma), e o outro é eterno (o espírito), a alma tende a atrair para si dores e perturbações, mas em tudo o espírito lhe faz sobressair.
As provações são para mim como tinta em um tinteiro; nela mergulho minha pena e registro nas páginas do conhecimento um novo pensamento.
As provações são o meu tinteiro; mergulho a pena na escuridão do agora para escrever a luz do amanhã.
"Medos"
Olha só que curioso: viemos ao mundo praticamente “zerados”, como se fôssemos um celular recém-saído da caixa.
Só dois aplicativos já vêm instalados de fábrica: o medo de altura e o medo de barulhos altos.
O resto?
Ah, o resto é download humano, pacotinho de medos que a sociedade insiste em enfiar na nossa memória.
E aí entra a religião.
Não, não confunda:
_ Religião não é Deus.
Religião é aquele software cheio de pop-ups dizendo:
_ Cuidado! Pecado detectado! Maldição iminente!
Atualize sua culpa agora mesmo!
Enquanto isso, Deus, se você prestar atenção, não está distribuindo vírus nem ameaças, mas simplesmente oferecendo algo bem mais simples e revolucionário:
_ Amor.
Mas claro, amor não dá tanto controle, não é mesmo?
O medo, sim, esse é um ótimo mecanismo de dominação.
Afinal, quem precisa de correntes de ferro quando se pode acorrentar a mente com histórias de fogo eterno?
No fim das contas, nascemos livres, mas passamos a vida colecionando medos que não eram nossos.
Talvez o verdadeiro “pecado” seja justamente esse:
_ Trocar o amor pela prisão do medo.
Provocações são como tinta em um tinteiro; nela mergulho minha pena para escrever uma frase ou um verso inteiro.
Portanto, o meu silêncio não é sinal de fraqueza; é a perfeita beleza, personificada em páginas do conhecimento que registram cada um de meus pensamentos.
A noite oculta o brilho dos homens;
o único foco de luz presente na escuridão do mundo é o das poucas mentes que nunca dormem.
Não venha me falar da dor da solidão, se você não é suficientemente capaz de fornecer o verdadeiro companheirismo.
Vida que ri também chora: queria cantar canções e apenas às que quero ouvir; a felicidade não está em conseguir tudo o que desejo, mas em apreciar tudo o que tenho!
Quando a noite chega sou um cavaleiro sobrenatural inspirado, e quando o sol aparece sou mais um natural do mundo descrente; "o meu cérebro é pensante, mas a voz do coração fala"!
Um zeloso guardador, sem riscos de irreversibilidade da decisão: "o mesmo cuidado que tem para não machucar alguém, tem para estabelecer os limites"!
O que parece um enredo improvável, vira uma sequência de impactos bem concreto: "viver a fidelidade por mim, que aplausos não me iludem e a rejeição não me fere!
