Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Apenas tenha-me...
Nesse livre e verdadeiro amor
No fruto mais doce da união
Doar-se com toda ternura
Aquele amor desacreditado
e de tão desejado se tornou
profundo mistério em nós
Descobertas infinitas
onde estamos laçados ...
você em mim eu em você ...
A essência mais pura e divinal
Aqueça -me isso me basta
tenha-me num terno abraço
Traga-me aos seus domínios
e me ofereça eterna liberdade
sem correntes viajantes no tempo
atados apenas de corpo e alma
entrego a ti em suave equilíbrio
meus tesouros e encantos
num sentimento reciproco
e desprendido de maldade
E assim me despindo
Desejo que sua alma veja a minha
Assim entrego meu corpo ao seu
E que essa união seja
A mais sublime aliança eterna...
Só enxergamos
duas coisas nas pessoas:
O que queremos ver
e o que elas querem mostrar.
No mais... a mentira se passa pela verdade
e as duas andam por ai a distrair a sociedade.
Efeito
Finalmente a deriva, dos montes que habitam os leopardos ferrozes não lembro mais...
sigo a rota dos ventos
rumo ao porto seguro.
Eu em si enxergava, um futuro almejava
Mais o amor cego me deixou, é me tirou do que estava, mudou oque desejava
Quando vc se prende ao passado vc deixa de viver o agora
O que te leva a cometer mais erros pois o mundo não para por vc
Viva a vida ^-^
Chega um momento que a gente cansa
Cansa de se dedicar,
Por mais que você faça,
Ninguém está disposto a te valorar.
Você se projeta,
Tenta fazer o outro feliz,
Mas com o passar do tempo,
Percebe que mais uma vez foi um aprendiz.
Ao longo da minha vida,
Sempre tentei buscar,
Alguém que por mim gostasse,
E se dedicasse...
E pudesse amar.
Sei que em todos os momentos,
Perfeito eu nunca fui,
Mas o peito sempre chora,
Quando vejo que nada flui.
E no ciclo de nossa vida,
Não importa quem os são,
Pode ser família,
Amores,
Amigos,
Quem são?
Dizem que o veneno,
Só lhe mata se você tomar,
Mas convenhamos meus caros,
É difícil não experimentar.
Só queria uma vida tranquila,
De paz e harmonia viver,
Sem ninguém para me deixar infeliz,
E de amor e com amor poder vencer.
Estou cansado de tanto lutar,
De amar,
Dedicar.
E ser esquecido,
E ser humilhado,
E ser abusado,
E ser explorado.
Estou morrendo...
Calendário de Cinzas
Mais um ano se abre
como uma porta pesada de ferro,
rangendo nos nervos do mundo.
Não é o tempo que envelhece,
somos nós que ficamos sem ar
quando a história decide gritar.
Carrego nos ombros
o peso de amar demais:
a terra,
as pessoas,
o futuro que ainda não sabe
se quer nascer.
Sou feito de urgência,
de atenção que pula como faísca,
de um coração que não aprendeu
a ser morno.
E isso cansa.
Isso dói.
Há fogo onde antes havia vento.
Há sede onde o rio costumava cantar.
Há gelo endurecendo cidades inteiras,
como se o inverno tivesse esquecido
o caminho de volta.
O planeta pede silêncio,
mas os homens gritam.
Alguns brincam com o medo
como crianças cruéis
quebrando o próprio brinquedo
só para ouvir o estalo.
Enquanto isso,
alguém no sul vê a floresta arder
como uma carta nunca respondida.
Alguém no norte
aperta os braços contra o corpo
e espera que a luz volte.
Alguém em algum lugar
só queria viver.
Há guerras que rasgam mapas,
e há outras que rasgam dentro.
Explosões que não fazem barulho,
mas deixam tudo escuro
por muito tempo.
A sensação,
não dita,
não nomeada,
apenas presente
como um sol atrás de nuvens grossas.
Um amor que não coube no mundo,
mas insistiu em existir
no espaço exato entre
o que foi
e o que nunca pôde ser.
Talvez seja isso que ainda me mantém de pé,
saber que, em línguas diferentes,
em culturas distantes,
milhares sentem este mesmo nó,
essa vontade simples, quase infantil,
de acordar sem medo
e chamar a vida de casa.
Não há muita esperança hoje.
Mas há lucidez.
E há beleza nisso:
o despertar dói,
mas é sinal de que ainda estamos vivos.
Se o mundo arde,
que ao menos nossos olhos permaneçam abertos.
Se o futuro treme,
que nossos corações não aprendam a odiar.
Porque amar, agora,
é um ato de resistência.
