Quando Sorrimos
Prematuridade Focal.
Se quando leio Hannah Arendt, filósofa alemã e que assumiu posições polêmicas e firmes, inclusive sua relação com o filósofo e membro do partido nazista Martin Heidegger, mas isso é problema dela e não meu, o amor é a cura e esta cura é dela. Quando ela diz que se foram as mágoas, raivas, e as coisas da vida, e as situações são como tapeçaria, e que ela era responsável por tudo dali Pra frente. Essa compreensão é de uma lucidez incrível, da vacuidade e impermanência humana, vazio não existencial e prematuridade focal.
Olhando
Fotos
De outros
Tempos
De quando
Havia fotos
Pra se
Olhar
Sorriu
Meu Deus!
Mudaram-se
Um pouco
Talvez até
Um pouco
Demais
O que
Nenhuma
Diferença fez
Ou faz
Quando se é Jovem
Ternas
Eternas
Definitivas
Efêmeras
Paixões
Coisas
De morrer
Que só
Nunca
Assumidamente
Declaradas
Segredos
Supostamente
Somente seus
Na incerteza
Ao risco
De tal
Não ser
Sempre
Uma quimera
Tudo
Tão permanente
Quando
Se é jovem
Pré-datado
“Anos atrás, quando eu mapeei mentalmente pela primeira vez o que significaria andar à frente, havia meia dúzia de arremessos em que eu pensava: Oh, isso é um movimento assustador e essa é uma sequência realmente assustadora, e aquela pequena laje e aquela travessia. Havia tantas pequenas seções onde eu pensava, mas nos anos seguintes, eu empurrei minha zona de conforto e a tornei cada vez maior até que esses objetivos que pareciam totalmente loucos acabariam caindo no reino do possível.”
Então
Então, quando na quarentena solitária e solidária estiver no ponto do louco de pedra, ou seja de jogar pedra tanto à direita como à esquerda, os geólogos sem fronteira e solidários fizeram um disque rocha, que é o nome da vulgar pedra, exceto se preciosa lapidada ou na lápide como pedra final.
É um serviço sem custo e as rochas vão higienizadas para não viralizar.
Pelo sim, pelo não, com tanta gente reclusa, como no tempo da Caverna de Platão, com visão do mundo visto ao contrário e agora real. Sem trabalho vamos ter de caçar e pescar, qual na Idade da Pedra.
Aplicação Quantitativa
Hoje, fico mudo quando se trata de Nietzsche. Se fosse pretensioso, daria como título geral ao que faço, genealogia da moral. Nietzsche é aquele que ofereceu como alvo essencial, digamos ao discurso filosófico, a relação de poder.
A presença de Nietzsche é cada vez mais importante. Mas me cansa a atenção que lhe é dada para fazer sobre ele os mesmos comentários que se fez ou que se fará sobre Hegel ou Stéphane Mallarmé . Quanto a mim, os autores que gosto, eu os utilizo. O único sinal de reconhecimento que se pode ter para com um pensamento como o de Nietzsche, é precisamente utilizá-lo, deformá-lo, fazê-lo ranger, gritar. Que os comentadores digam se se é ou não fiel, isto não tem o menor interesse, pelo menos para mim.
Ponte da Amizade
Eu não sou pobre, eu sou sóbrio, de bagagem leve. Se pensarmos, bem, quando você vai comprar algo, não paga com dinheiro, paga com um tempo de sua vida que teve que gastar para ter esse dinheiro. Vivo apenas com o suficiente para que as coisas não roubem minha liberdade. Inventamos uma montanha de consumos supérfluos. Compra-se e descarta-se. Mas o que se gasta é o tempo de vida. Pobres são aquelas pessoas que precisam de muito para viver.
Putin in Puto
O mundo já é um lugar violento em tempos comuns. Quando explode a guerra, os demônios reprimidos passeiam com liberdade. A situação piora para alguns grupos. Exércitos viram máquinas de órfãos e de estupros. Amanheci pensando nas mulheres e crianças da Síria, Iêmen, Nigéria e Ucrânia.
Toda mulher lida com um grau variado de conflito. O inimigo pode falar outra língua e vir em tanques estrangeiros, pode dormir na mesma cama ou até ser um deputado. A civilização fracassou em muitos pontos, porém, em particular, falhamos na defesa da dignidade feminina. Se houvesse um epitáfio da nossa espécie, poderia ser “Aqui jaz o ser humano, que perdeu o dom da empatia”. Em breve voltarei a sorrir e ter esperança. Hoje... está complicado.
Martelo Comunista
O Homem se fez e se faz no trabalho, desde quando um aleijão virou o dedão de lado, pois resultou na pegada da pinça entre dois dedos. Pôde segurar mais bem a comida, pegar as frutas, arrancar as raízes, catar as sementes, os seixos, com o auxílio de uma alavanca em ponto de apoio deslocar as pedras e o mundo, e com o martelo quebrar. Com o cinzel e um pincel, com pigmentos orgânicos e minerais, pintar, e com as mãos levantar as casas.
Dominou o mundo e produziu, perdeu o controle da produção e se alienou, pois quem constrói a casa, faz o pão e a plantação, em geral, não tem teto e até passa fome se vendendo e se acabando no trabalho físico sem ficar com a mais-valia que se multiplica no capital com trabalho alheio.
É a vida, mais menos que bem vivida, mas em si o trabalho deveria dignificar o Homem, quando constrói até a cerca que delimita a propriedade privada que completa o domínio do capitalismo.
É isso que se faz no trabalho, ganham pouco, se exauri e aumenta o capital e garantia da propriedade privada que a delimita e impede o invasor.
O dinheiro e cerca são os símbolos do capitalismo. Assim como o martelo cruzado com a foice o símbolo do trabalho e da sua libertação.
Este hoje, é um dia esquisito, eu quase que acabo me sentindo bem.Quando eu descobrir o mundo, ficarei andando só na borda. Pois tudo que amei, amei totalmente sozinho.
Meu silêncio que agride e a sua ausência que lhe matará. Quando alguém me agride, eu absorvo e devolvo para ele a reflexão.
Assim como desabotoamos e abotoamos olhos, não abotoamos vidas, não quando o abotoar seja o terno que seja eterno.
Como é que eu sei que a vida está aplaudindo a vida ? Quando a vida não quer que a vida passe, viva a vida de tal maneira a desejar a eternidade do instante vivido.
Rua Otávio de Brito
Bateu
Gastura
Das brabas
Que só
De quando
Em vez
Dá
De baixá
Já faz tempo
E quanto
Dá
De lembrá
Como
Era bão
Danado
De bão
Na bera
Do corgo
Sentá
E pensar
Prático Cotidiano e Nítido
Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E hoje, quando me sinto
É com saudades de mim
E o que podia fazer de mim, não o fiz
Nessa vida em que sou meu sono
Não sou meu dono
Quando me Olho
Muito se comenta a respeito da alienação que a internet e as redes sociais produzem nas pessoas, mas essa alienação já era induzida pela leitura de livros em papel. A questão não é o veículo, livro ou internet, mas a propensão da mente humana em buscar informação e exagerar nisso de modo a construir para si um mundo paralelo mais a seu gosto que o mundo real.
Quando me olho, duvido muito que ele tivesse qualquer neurose em relação a isso. É apenas cânone literário. Dissecar um cânone literário e ver sua relação com a existência humana e geográfica, assim como a relação com o seu tempo é a essência da época.
A questão religiosa mundial tem a ver com um cânone literário e citações. Aleatório ou contextual? É uma razão bíblica, talmúdica e islâmica em jogo.
Inclusive, se você decide demonstrar o que define a religiosidade nacional do futuro.
Na minha concepção desde a infância, pelas minhas observações, a tendência de abrir um livro, música e outros, pegar trechos e interpretação de ordenamentos é uma tendência.
O Homem se fez e se faz no trabalho, desde quando um aleijão mudou para o lado o artelho, e conseguiu a pegada na pedra, alavanca, martelo, machado, faca e o pincel para fazer a casa, plantio ou colheita, e a pintura e escultura na arte, e tirar o som das notas músicas nos instrumentos de percussão, sopro e corda.
Abhyasa e Vairagya
Todos estes objetos da mente são apenas projeções. Somente quando você parar a projeção é que será feliz. Quando a projeção termina, então, apenas a tela permanece e essatela é a mesma, antes, durante e após as projeções.
Quando a mente para, não há projeção, este é o estado de felicidade.
Prática e Desapego
De onde vem os pensamentos?
Quando você imagina, você está construindo imagens e todas as imagens pertencem ao passado. Não se recolha ao passado e não aspire a qualquer futuro. Então a imaginação se vai, e ela não se permanece mais na mente. Os objetos dos diálogos internos, são apenas memórias.
