Quando Sorrimos
“Quando comecei minha pesquisa sobre experiências de quase-morte em 1968, eu era um cético e ateu. Agora eu não sou nem uma coisa nem outra.”
Quando você coloca seu sucesso escorado em algo, é melhor se preparar para o seu futuro a queda é alta demais.
Guarde suas lágrimas para quando conquistar o seu sucesso. Não as gaste com pessoas que só estão contigo pela fase boa.
No amor que sinto.
Quando seu coração se foi,
Se partiu em pedaços
Muitos outros que dele sentiam e não sabiam.
Foi assim que a dor se deu conta da saudade.
E todo lugar ficou em um vazio sem fim.
Não era apenas um ser em nosso meio.
Mas era o que tínhamos no meio de nós.
Nosso bom dia, nossa boa noite.
Eram tranquilas noites e dias completos.
Hoje sempre há um espaço que não se preenche.
Que não sorri, um sorriso faltante em um canto do coração.
Um lágrima presa ao canto dos olhos.
O não acreditar que se mistura ao procurar e não ver.
Um tudo ainda aqui de ti mas sem ti.
Seguir sem meu norte.
Sem o "vai com Deus meu filho".
Sem a graça de correr para teu colo.
Sem graça de seguir.
Hoje me tornei sorriso pálido.
Com olhos na cor da saudade.
Passos vazios na direção do que nem sei.
Tocando nas lembranças do teu amor e carinho.
Deixo a corrente do meu destino me levar.
E onde quer que me leve.
Que um dia eu esteja a teu lado.
Enquanto aqui eu sigo e não ligo apenas sigo.
O sabor da busca se perdeu.
É um apenas seguir e não importa a porta que se abre ou que se fecha.
Não sinto, não minto.
No alcance do meu olhar não estarás.
Mas a lágrima no canto dos meus olhos.
E que me pude ver a alma.
Saberá o quantos estais dentro de mim.
E no deitar de minhas noites,
Me cobrirei com a saudade e no levantar de meus dias estarás comigo.
Amor ficou, ele fica, ele cresce e se define, ele é eterno.
O amor é o contato a ligação.
É assim que sigo,
No que sinto e não minto,
Amor.
José Henrique
Entre o preconceito e o pecado
Há mais de 2000 anos, quando o ego dos escribas e fariseus preconceituosos queria o apedrejamento de uma mulher adúltera, o Mestre da Sabedoria disse assim:
“Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire a pedra contra ela” (Jo 8.7).
Depois dessa perfeita argumentação, nenhum acusador conseguiu permanecer naquele lugar. Somente ficaram Jesus e a mulher. E o Mestre da Sensibilidade continuou perguntando:
“Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais.” (Jo 8.10-11).
Por fim, o Mestre do Amor ofereceu misericórdia sem, no entanto, endossar o pecado daquela mulher. O Mestre da vida ofereceu perdão, mostrando um novo caminho a seguir debaixo da sua maravilhosa graça e livre do poder do pecado.
Meu céu.
Vez em quando uma estrela
Passos em nuvens
Céu cinzento sem o básico
Uma navegação de incertezas
Mapas e marcas contendo erros
Buscam apenas uma estrela
Desistir é sempre a opção da busca
No universo dessa frágil universidade
Cálculos não cabem ao desejo
Asas com a esperança desgastada
Penso cair como um anjo
Preso ao solo de uma ilusão
De pé ainda por força de um destino
Que a mim foi doado determinadamente
Me exijo dobrar os joelhos da decepção
Onde não me cabe mais errar
E acertar é uma palavra, nada mais
Perdeu-se nos erros de meus passos
Que encontram brilho e até luz
Mas nunca houve uma estrela
Se apagam ao primeiro toque
Assim como cometas ao tocar o solo
E de volta a escuridão
Corpos que constelam meu confuso eu
Que brilham a noite e se apagam ao dia
Sentimento artificial e sádico, carnal
Onde não se tocam estrelas
Corpos num céu nuvens de lençóis trocados
Fugirei das luzes da cidade
Irei ao topo de mim mesmo
E na escuridão de meu próprio céu
Paciente e consciente
Uma única estrela tocarei.
José Henrique
Nem sempre quando falamos "somos amigos", o pronome é usado de forma correta. Às vezes é só "sou amigo"!
'Reciprocidade'
Quando a dor estar dentro do peito nao conseguimos expressar a felicidade, Mas quando a felicidade e maior, a dor é sufocada e deixa de existir
Ondas do mar.
Quando passei por ti.
Não lhe dei o meu olhar,
Não lhe pedi um beijo.
De mim levaste amor.
Passaste por mim.
Deixaste o procurar.
Ficaste nos meus dias,
Da forma mais difícil.
No sabor da saudade.
Onde a distância não existe.
E nem posso medir,
Queria eu poder.
Saberia onde estar agora.
Só mais uma vez,
Passa do meu lado.
A teu lado vou ficar.
Numa orla.
Vendo o mar beijar as pedras.
Perguntar teu nome.
Te darei o meu.
Dá-me tua mão.
Te levo pro altar.
O mel vem com a lua.
Que dá luz ao dia.
Estou em tua casa.
Você na minha vida.
Com sorriso de criança.
Te dou minhas noites.
Você todos os dias.
Ainda volto lá.
Vou contigo.
Pra te ver passar.
Quantas vezes lá voltei,
Muitas vezes e não passas.
Mas tudo passa um dia.
Suas noites passarão.
Minhas lágrimas passarão.
No dia que você passar.
Até lá! Sozinho.
Te levo para ver o mar.
José Henrique
Sobrenome.
E quando o tempo parou para mim.
Foi quando tive medo.
Meus olhos descoloriram o mundo a meu redor.
Não vi mais nenhum arco íris,
As flores perderam o perfume da vida.
Trancado em mim sem cores.
E assim não gostei mais do espelho.
Perdi os vestígios de minha vida.
O ar era apenas um caminho de passos não mais ouvidos.
Tive de nadar em águas profundas.
Em um mar desconhecido a deriva de mim mesmo.
Assim por muitas noites , dias tardios.
O sol nada significava e a noite era sempre perfeitamente silenciosa e solitária.
Fez-se um ártico da minha alma gélida.
E assim sigo sem sentir, sentindo muito.
Sem o que chamava de eu,
Como a ver anúncios de procura-se.
Traçando rumos sem sentido ou direção.
Sou eu a agulha no palheiro.
O palhaço na corda da bamba.
O trem descarrilhado.
Um botão que não abre.
Emperrado sem tranca, preso na liberdade.
Poder ir e nunca saber onde.
E onde quer que vá, não me ver onde estou.
Alguém que olha o espelho refletindo um rosto que a vida decidiu demolir.
O soldado da batalha perdida ainda com munição para lutar.
Ainda vale a pena lutar pois ainda sou eu
Mesmo estando em um copo d'água
Eu sou a tempestade.
Mesmo tendo tudo e nada
Ainda tenho nome, ainda me chamo, ainda grito por mim.
Meus dedos cabem alianças,
Meu coração ainda vive em mim,
O amor é minha fé,
Minha vida tem meu nome,
Mesmo que ainda,
De sobrenome ninguém.
José Henrique
No silêncio de suas cores .
E quando a noite enfim pousou
Não envaideceu, assim percebeu
E era o mesmo assim anoitecido
Não esmoreceu com a escuridão
A vontade de viver não empobreceu
E mediante o olhar da noite
Viu que não nem sempre era a luz do dia que a trazia com a mais bela visão.
Era a escuridão de seus olhos fechados e silenciosos que a trazia com perfeição.
Tinha de ser de forma pura e distante,
Apenas a lembrança de que ainda e sempre existirá.
Doce você, doce e silencioso amor que resiste ao tempo e a feriados sem destino.
Se ao olhar os quadros em um stand não vejo cores é porque não há cores ali para mim.
Olhar para todos e não ver ninguém, é que não há ninguém para mim.
Ver a mim assim no sempre eu comigo mesmo.
Não esmoreceu, não envaideceu e não empobreceu o que aconteceu.
Não me recordo o dia que parti, pois sinto que nunca o fiz.
O rosto da chegada é bem mais claro na minha lembrança e assim fica.
E apesar da solidão, é o silêncio mais prazeroso de alguém.
É nele que pinto os diversos quadros de sua lembrança.
Todos em todas as formas e cores, sentimentos e dores.
Com tons suaves e fortes misturados as cores de um amor que só a vida pode colorir.
E por mais distante, noite ou dia,
Escuro ou claro, continuo a pintar quadros de muitos sonhos .
Do amor que calado apenas sente,
O silêncio de suas cores.
José Henrique
Fuga.
Quando fugi de mim
E cada vez mais longe
E mais longe eu fui de mim
Mais perto era o aqui
Quando já muito distante
Percebi que o mais longe de mim
Era sempre o mais perto, daqui
O mais junto, daqui
Era sempre dentro de mim.
Eu nunca sai de mim
Não vou sair ou me retirar
Não daqui
Sempre que de mim fugi
Eu daqui nunca sai
Sempre dentro de mim
Cada vez mais aqui
Posso sair daqui
Mais nunca fugir
A porta que se abre aqui
É sempre uma fuga
Muito mais de mim
Para dentro de mim.
José Henrique
Um fim, um começo
Quando você abre os olhos e não sabe onde está
Sua mente confusa é sua inimiga.
O importante é saber quem você é
Mesmo que ali você não se reconheça.
Saiba que ás vezes é normal sair da linha
E quem pode nos julgar?
O cansaço sufoca.
A vida não é fácil
E cada um tem uma bagagem para carregar
Todo mundo tem seus dias ruins
Mas precisa ter consciência que os dias bons
Esta a um passo depois da escolha certa.
Então deixe as flores secas caírem
Veja novas flores brotando
O beija-flor trabalhando
Pois onde há um fim também há um começo.
Um cisco no olho merece atenção quando presente no momento errado , é necessário lubrificar para conquistar o alvo seria o arqueiro incapaz de prever um cisco ? Mais vale limpa-lo do que discutir sua origem !, assim alvo arco e flexa tornan-se a união da Vitória!.
