Quando os Bons se Unem
Pais, progenitores e líderes religiosos afirmam ter fé em Deus, mas quando ficam doentes, buscam um médico competente e aplicam todo o conhecimento científico para se recuperar.
Ativistas pelos direitos dos animais lutam por cães, gatos, cavalos e outros, mas consomem carne de vacas, aves e diversos outros animais e peixes.
Denunciamos políticos como corruptos e ladrões, mas também nos aproveitamos de cargas de caminhões acidentados na estrada.
A dúvida é: estamos em um estágio de evolução superior ou inferior aos animais?
Quando a vela apagou,
não foi só a chama que sumiu.
Foi tudo que dependia dela,
inclusive o pouco de clareza
DeBrunoParaCarla
As bocas falam sem parar,
mesmo quando deveriam calar.
E no excesso de vozes,
a verdade se perde fácil
DeBrunoParaCarla
A saudade é o imposto que pagamos por vivermos algo extraordinário. Mesmo quando a separação é breve, sinto um deslocamento, como se uma parte essencial de mim tivesse ficado na tua mala. O meu lado inquieto conta os segundos, enquanto o meu lado paciente revisita as memórias para manter o teu calor por perto. A saudade, contigo, é uma ferida que eu não quero que cure, pois ela prova que o que temos é insubstituível.
DeBrunoParaCarla
As vozes chegam antes do pensamento,
confundem, misturam, distorcem.
E quando você tenta entender,
já não sabe mais o que é seu.
DeBrunoParaCarla
Não foi de repente, foi aos poucos,
como quem aprende a sumir devagar. Quando percebi, já era vazio, e eu ainda chamando por você.
DeBrunoParaCarla
Quando ridicularizamos as entidades públicas superiores do país, é legítimo questionar se ponderamos outras realidades políticas. Por exemplo, o que aconteceria se vivêssemos num Estado em que a liberdade de expressão fosse severamente limitada, ou mesmo anulada pelo medo?
Há contextos internacionais onde o exercício de direitos fundamentais é drasticamente restringido. Em países como a Coreia do Norte, a liberdade política é praticamente inexistente, com relatos de campos de prisioneiros, vigilância extrema e punições severas. Já na Síria, sobretudo desde o início da guerra civil, têm sido documentados casos de tortura, detenções arbitrárias e repressão violenta da oposição. Situações semelhantes são apontadas no Irão e no Afeganistão sob domínio talibã, onde a repressão da dissidência e limitações aos direitos civis são amplamente denunciadas.
Esses exemplos não significam que outras realidades estejam isentas de problemas, mas evidenciam que há contextos em que a crítica pública pode implicar consequências graves, incluindo perseguição, prisão ou até a morte.
Retomando a questão central: se Angola fosse governada por um regime assente no medo — com repressão sistemática, perseguições e eliminação de opositores — ousaríamos, com a mesma liberdade, ofender ou ridicularizar figuras públicas ligadas ao poder? É plausível supor que não. Em contextos de forte repressão, a sobrevivência tende a sobrepor-se à crítica.
Daí emerge um ponto essencial: a liberdade de expressão não é absoluta, mas também não pode ser confundida com licença para a degradação do outro. Numa sociedade democrática, tanto o cidadão comum quanto as figuras públicas partilham direitos fundamentais — incluindo o direito à dignidade e à integridade moral.
Isso não implica silenciar a crítica — pelo contrário, ela é essencial. Contudo, impõe-se distinguir entre crítica legítima e ataque gratuito. A primeira fortalece a democracia; o segundo tende a degradá-la.
Assim, convém reconhecer: muitas vezes só exercemos a liberdade de forma despreocupada porque ela nos é garantida. E é precisamente por isso que deve ser usada com responsabilidade.
“A partir do momento em que a minha liberdade se transforma em instrumento para ferir o outro, a própria democracia começa a ceder. Onde termina a minha liberdade, começa a do outro.”
Porque viver não é sobre nunca cair,
é sobre aprender a continuar…
mesmo quando a gente não entende o porquê. No fim, cada um de nós está lutando uma batalha silenciosa.
E talvez a maior dificuldade que todos temos seja fingir que está tudo bem,
quando, no fundo, a gente só queria um pouco de paz.
Tudo bem...
DeBrunoParaCarla
O toque é a fronteira onde as palavras finalmente se rendem. Quando a minha mão encontra a tua, acontece uma alquimia que nenhuma ciência saberia explicar. É o momento em que a minha proteção se torna carícia e o meu desejo se transforma em pertença. Carla, o teu toque tem o poder de silenciar todas as minhas dúvidas e de acordar todos os meus sentidos de uma só vez.
Há uma ternura imensa na forma como os meus dedos desenham o contorno do teu rosto. É o meu lado protetor a dizer-te que estás segura, que enquanto eu estiver aqui, o mundo lá fora não te pode tocar. Mas há também uma vibração diferente quando os nossos corpos se aproximam, uma eletricidade que revela que a nossa ligação é feita de uma matéria muito mais densa e intensa do que a simples amizade. É o reconhecimento de que fomos feitos para este encaixe, para esta proximidade que faz o tempo parar.
Tocar-te é como ler um livro escrito numa língua que só eu e tu entendemos. Cada ponto de contato é um parágrafo de uma história que estamos a escrever no presente, sem rascunhos. É a minha entrega total, de Bruno para ti, mostrando que o meu corpo, tal como a minha alma, já não sabe viver sem o rasto da tua presença.
DeBrunoParaCarla
É uma falta física, um nó que só desata quando o mundo para e eu sinto o gosto da sua presença em mim, como se você estivesse aqui. Não busco lógica, busco o avesso do silêncio, onde a gente se encontra sem precisar de dicionário. É você, em cada detalhe dessas letras, é eu tentando roubar sua atenção.
DeBrunoParaCarla
Estar perto não é só divisão de espaço, é fusão de alma. Quando a gente se encosta, o mundo lá fora silencia e o nós vira a única verdade que importa. É o calor da tua pele confirmando que, aconteça o que acontecer, nosso lugar seguro é esse aqui: um no outro, sem frestas.
DeBrunoParaCarla
É quando a gente já não sabe onde um termina e o outro começa. É o meu passo seguindo o teu ritmo, o teu suspiro completando o meu silêncio. Uma simbiose que não se explica, só se vive, como se nossas histórias tivessem sido escritas na mesma folha, com a mesma tinta.
DeBrunoParaCarla
As minhas mãos têm memória própria quando se trata de ti. Elas conhecem cada centímetro da tua pele, cada arrepio e cada entrega. Para o meu anjo, as mãos são instrumentos de cura e amparo. Para o meu demónio, são ferramentas de conquista e posse. No encontro com o teu corpo, elas fundem-se: tornam-se o abraço que protege e o toque que incendeia. É uma conversa sem som, onde a minha pele diz à tua tudo o que o dicionário ainda não inventou.
DeBrunoParaCarla
A tua falta não é um vazio, Carla; é uma presença constante e pesada. Mesmo quando não estás fisicamente na sala, o eco da tua risada e o rasto do teu perfume ocupam todos os cantos. O meu lado que busca o equilíbrio tenta convencer-me de que a saudade é apenas uma prova de afeto, uma espera mansa. Mas o meu lado mais impaciente não aceita a distância. Para ele, cada minuto longe de ti é um desperdício de existência. Aprendi a viver contigo dentro de mim, transformando a tua ausência num diálogo interno onde continuo a contar-te os meus segredos, esperando o momento em que os meus olhos possam, finalmente, descansar nos teus outra vez.
DeBrunoParaCarla
A vela se apagou quando a luz acabou,
como se uma dependesse da outra.
E no escuro que ficou depois,
ninguém soube acender de novo.
DeBrunoParaCarla
Viver com você é ter a certeza de que a melhor parte do meu dia é quando eu chego em casa.
DeBrunoParaCarla
