Quando Morremos Sorrimos
Não necessariamente nesta sequência
Ligo o ventilador
Quando está quente,
Logo esfria;
Cubro-me com lençóis.
Participei duma pescaria
Antigamente,
Nada pesquei,
Esqueci iscas e anzóis.
Sinto-me esquecido,
Os sintomas se agravam,
Sou comprimido
Sem prescrição.
Nunca aprendi
A calcular divisões,
Talvez por isso, minha vida
Tem sido uma grande multiplicação.
e quando
aparenta cansaço,
limitação ou desistência,
revigora-se
num relance
avassalador,
de inconsequente
persistência,
O calçamento vibrou
Quando a moçoila pisou,
Relando sua superfície
Exímia cirurgiã,
Fraterna como a artífice
Entalhando um talismã.
Quando somos nós emparelhados,
Denominadores elevados na infração,
Tua força atenua o fardo,
Favorece a fibra que nos fortalece,
Alicerçando esta fluência temperada,
Forjada no furor que enrubesce.
Da infinitude feições prováveis,
Na infinidade rejeições possíveis,
Selecionadas delicadamente,
Nobres critérios irrepreensíveis.
Quando se perde tudo,
Ganha-se motivos para afrontar.
A Esperança determina
A quantidade de perdas,
Na tentativa de encontrar.
Descomplexificando a Vida,
Não há nada nesse entorno
Que seja simples.
Brunná e a Esperança que não Cessa,
Se intensifica e não cessará.
Quando o precipício sorri de volta
vez por outra
nos damos conta,
que a superficialidade
embrutece e nos estupidifica;
então ansiamos
desesperadamente
pela profundidade.
eis aí o grande risco a ser corrido,
para alcançar as profundezas,
é necessário suportar
a pressão que vem
com ela.
Michel F.M. - Pairar Incansável da Fênix Sublime ©
Incontáveis são as dúvidas, mas, há uma certeza. Quando libertarmos o Leviatã, ele irá se alimentar.
(O Devorador de Homens)
