Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Quando Morremos Sorrimos

Cerca de 153349 frases e pensamentos: Quando Morremos Sorrimos

⁠Aquilo que somos só se revela quando há a ameaça de perder o que temos.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Quando Deus Se Chamava Lear

Disse-se outrora que houve um rei cujo nome não era nome, mas sentença. Chamavam-no Lear — embora esse som não bastasse para contê-lo. Não era homem, nem rei apenas: era a imagem que o mundo fazia de Deus em ruína.

Governou por anos uma terra que se curvava ao gesto de sua mão. Mas, como todo soberano que envelhece, quis dividir o poder antes que a terra o dividisse a ele. Três filhas. Três mundos. Pediu amor, mas em voz alta. Pediu afeto, mas diante da corte. Queria ternura, mas com pompa. Queria certeza — o que só os deuses buscam quando estão à beira da dúvida.

As duas primeiras disseram o que ele queria ouvir. A terceira, não disse.
E foi expulsa.

Desde então, Lear vagou por campos de vento e neblina, coroado apenas pela ausência. Aos poucos, descobriu que a coroa que pesava sobre sua fronte não era de ouro — era o silêncio.

Chorou pela primeira vez numa noite sem estrelas, onde os trovões respondiam às suas perguntas com risos. Gritou aos céus: “Sou mais pecador ou mais punido?”. O céu não respondeu.

Mas ali — no barro, na lama, no desabrigo — nasceu algo que jamais possuíra no trono: visão.
Não dos olhos, que já falhavam. Mas da alma.

Viu o mendigo e o bobo. Viu o traidor. Viu a filha fiel, que nada dissera porque tudo sentia. Viu o tempo, que não se dobra à vontade dos reis. Viu Deus, talvez — mas hesitante, escondido sob o capuz de um louco.

Quando enfim morreu, ninguém soube. Nem sinos dobraram, nem anais registraram o fim do reinado.
Mas alguns dizem que, em certos dias de tempestade, uma voz ainda ecoa pelas montanhas:

“A arte é o consolo no abismo onde o próprio Deus hesita.”

E nesse eco, dizem, está Lear — não mais rei, não mais homem,
mas lembrança.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Quando quiseres me levar, irei sorrindo.
Quando me achares digno daquele banquete onde serei o prato suculento dos vermes, fique à vontade.
Sei que poeta não deve demorar muito por aqui.
Quanto a essa ilusão que puseste no coração do homem, de ser eterno, fica no vácuo, como hiato cósmico.
Como palavra muda, impronunciável.
Que nós, por confusão mental, criamos em delírio: eternidade.

Inserida por EvandoCarmo

⁠"Quando quiseres me levar"

Ele acordou com um gosto metálico na boca e uma lucidez que parecia milenar.

Sabia. Não era intuição. Era certeza.
Hoje, a Morte viria. E ele, cansado, não a temia.

Ajeitou os papéis sobre a mesa, acendeu um cigarro que não fumava havia dez anos, e pôs uma música quase inaudível no velho toca-fitas. Era Chopin, talvez. Ou só o vento.

Deixou as janelas abertas. Queria que ela entrasse à vontade.
Morte. Senhora. Fera. Fêmea.
Ela que viesse — sem cerimônias.

No papel, começou a escrever, como quem fura o véu do mundo com uma agulha de fogo:

“Quando quiseres me levar, irei sorrindo.
Quando me achares digno daquele banquete onde serei o prato suculento dos vermes, fique à vontade.
Sei que poeta não deve demorar muito por aqui.
Quanto a essa ilusão que puseste no coração do homem, de ser eterno, fica no vácuo, como hiato cósmico.
Como palavra muda, impronunciável.
Que nós, por confusão mental, criamos em delírio: eternidade.”

Fez uma pausa. O silêncio da casa parecia escutar. A xícara de café esfriava devagar. Lá fora, o mundo seguia: os cães latiam, os pneus assobiavam no asfalto, alguém batia panela no apartamento ao lado.

Mas ele já não pertencia a isso.

Levantou-se. Pegou o espelho da infância — aquele que pertencia à mãe — e olhou-se como quem vê um estrangeiro.

“É você mesmo?”, pensou. “Ou o que restou do que chamaram de você?”

Não chorou. Apenas fechou os olhos.
Lembrou de um amor antigo.
De um poema que nunca publicou.
De uma criança que lhe sorriu na rua, semanas atrás.

Cada coisa lhe parecia uma despedida disfarçada.

Às onze e quarenta e cinco da noite, ela veio.

Não como figura. Não como caveira.
Apenas entrou no ar. Como frio.
Como verdade.

Ele sentiu.

Sorriu.

E sem mais palavras, morreu de olhos abertos, como quem enfim compreende — ou perdoa.

Na folha, sua letra deslizava até o rodapé da página.

E ali, como se deixasse ao mundo uma última gargalhada filosófica, escreveu:

"Criamos o infinito com medo do fim.
Chamamos de eternidade o que não suportamos perder."

Inserida por EvandoCarmo

⁠Confissão de um artista incompreendido

Eu só sou artista quando escrevo.

Tocar, cantar — tudo isso, por mais que me habite, me degrada. Há um processo silencioso de deterioração da minha alma artística quando tento me expressar fora da palavra. Como se algo se perdesse no ar. Como se aquilo que eu sou, no fundo, não coubesse no gesto ou na voz.

Minhas melodias? Eu as crio em catarse. Elas nascem do abismo, do indizível, mas raramente alcançam quem ouve. Alguns me dizem, com um sorriso breve: “muito legal.” Outros me parabenizam — por educação, talvez. Mas eu percebo. Eu sei. A língua que falo, com minha arte, não chega audível aos seus ouvidos.

Eles não escutam o que eu ofereço. Escutam outra coisa. Um som qualquer. Um ruído bonito, talvez. Mas não escutam eu.

É por isso que, quando escrevo, me sinto inteiro. Porque sei que um — um só já basta — um leitor, em qualquer tempo, há de entender. Há de perceber. Há de aprender a língua secreta do meu ditirambo. Porque a palavra escrita não exige pressa, não pede aprovação imediata. Ela se deixa ler por quem for capaz de ouvir o silêncio entre as sílabas.

E é ali, nesse instante invisível, que eu sou artista por inteiro.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Todos temos uma família de alma,
você os reconhecerá pela sintonia,
os encontrará quando estiver caminhando
no seu propósito de vida.
Sentirá que sempre estiveram ao seu lado,
não importará a distância física entre vocês.
Todo encontro é um reencontro.

Inserida por JhenevieveCruvinel

⁠O coração se cura quando você coloca luz sobre as feridas. Tudo vira história e paz. Cuide de você!

Inserida por JhenevieveCruvinel

⁠Deus gosta de ouvir a nossa voz quando acessamos a melodia do nosso coração.

Inserida por JhenevieveCruvinel

⁠"Tão bom quanto amar uma pessoa, é amar o jeito que você fica quando está ao lado desta pessoa"

Inserida por daniel_flosino_lopes

⁠Será que nossos déjà vu quando criança
Era nós mesmos agora
Pensando como poderia ter sido
Diferente aquele momento.

Inserida por EltonNabis

⁠Quando a vela se apaga
E no escuro fica o silêncio
Me lembro porque ainda estou vivo

Inserida por EltonNabis

⁠Minha alma procura a direção do vento
Quando a dor se torna
O Sol do meio-dia

Inserida por EltonNabis

⁠Tem amores que se reciclam, não para ser usado novamente. Mas para outras pessoas quando usarem, ser o melhor amor para elas. Esse amor não era pra você.

Inserida por EltonNabis

⁠Seja igual a cor cinza, claro no escuro e escuro quando for claro.

Inserida por EltonNabis

⁠Os pensamentos de ansiedade é verdadeiro, e quando falo verdadeiro quero dizer falso.
Tudo mentira, mas são mentiras que divertem, e afinal não é essa a verdade verdadeira!?

Inserida por EltonNabis

⁠Sexualidade é igual as cores primárias, quando misturadas, dão vida as outras cores.

Inserida por EltonNabis

⁠Quando desconfiar de seu coração, não seria falta de amor, mas sim insuficiência de confiança.
O amor existe no meio disso.

Inserida por EltonNabis

⁠A nutrição real, que proporciona energia, saúde, saciedade, é quando os nutrientes entram na célula, e não somente pela boca.

Inserida por aldrin_parreiras_maia

A aparência de fora é inútil quando se tem um coração é bonito.

Inserida por Marcia5011

As vezes o "Abandono" vem sem mesmo nos darmos conta... Quando percebemos, nem somos importantes e nem nos importamos mais... com algo ou com alguém...

Inserida por Marcia5011