Quando Morremos Sorrimos
A montagem de um filme é quando a insanidade, a prudência e a condição atmosférica são trigêmeas, onde o pai é a licença e a mãe é o poeta.
Eu fui uma criança/adolescente estranha... quando menina gostava de brincar sozinha na minha casinha que ficava escondidinha no quintal; aos 13/14 anos lia K. Gibran e muitas vezes preferia ficar sozinha lendo ou escrevendo na minha Remington ( não sei bem o motivo... mas acredito que entre todos foi o melhor presente que o meu pai me deu), matava algumas aulas de religião e educação física para ir namorar na praia deserta durante o inverno. Detalhe importante: eu namorava o Mar.
Eu continuo estranha...
Oh! Oceano Atlântico!
Porque quando eu fecho os meus olhos
eu respiro a poesia de Vossas ondas
e eflúvio de saudade?
Oh! Oceano Atlântico!
Porque quando eu abro os meus olhos
eu transbordo os versos salsos da Vossa maresia
e eflúvio de serenidade?
Eu sei
que Vossa mercê sabeis
que a minha alma
É bordada com o Vosso sal.
Quando me perguntaram porque eu tenho essa mania de escrever, impulsivamente eu respondi que talvez... é para satisfazer a mania de quem me lê ...
Ah! Escrever é muito mais do que formular frases e versos;
escrever é comunicar sentimentos e emoções;
é sensibilizar e comocionar;
é promover reflexos e reflexões.
A leitura é muito mais que seguir com o olhar uma sucessão de letras e palavras;
é tentar uma certa sensação de simbiose que se perpetua com a alma do autor,
se não brota essa aliança... não é leitura, mas... apenas estéril curiosidade que desaparece com o tempo.
Escrever é uma droga sagrada, não um fútil passatempo.
Ler é uma dependência bendita, não um hábito trivial.
Fiquem atentos quando estiverem
no meio das multidões
e tenham cuidado com quem
não consegue viver longe delas.
Quando sozinha eu escrevo
o que reflito sobre o que leio ...
Entre as pessoas eu leio
o que elas refletem ...
E quando imersa na natureza
eu me reflito, me leio,
me escrevo e me deleito.
Venham á noite, melhor durante a madrugada
quando as crianças já estão dormindo,
venham devagar , usem armas com silenciadores ,
para que elas não acordem aterrorizadas.
Não atirem por atirar!
Deixem as crianças vivamente abraçadas ao sonho,
não façam delas estatística de morte
durante vossas operações.
Durante o dia, façam silêncio!
Non atirem por atirar!
As crianças estão nas creches e nas escolas,
deixem-as tranquilas estudando.
Não atirem por atirar!
As crianças gostam de balas,
mas não essas que vocês usam.
Quando ouvi falar que eu estava estranha,
que não era mais a mesma e etc e tal...
na verdade o que eu escutei foi que
eu não me comportava mais
como alguém que pensavam
fosse boba.
Que exército é esse que em plena pandemia
subtrai da população quando deveria
fornir gêneros de primeira necessidade
e auxiliar na emergência sanitária?!!
Coisas boas...
Coisas boas acontecem
quando pensamos coisas boas,
desejamos coisas boas
e fazemos coisas boas.
@MiriamDaCosta
A religião (seja ela qual for) se torna algo improdutivo na melhora/elevação do ser quando essa não tem como base de sustentamento a boa índole e o caráter positivo do indivíduo.
Quando alguém se exprime
com intenções de ofender,
desacreditar, diminuir, menosprezar, desqualificar e/ou humilhar o outro...
o remetente (sem saber)
torna-se o destinatário.
✍©️ @MiriamDaCosta
Quando a loucura
faz parte da normalidade do cotidiano ...
Louco é aquele que não fica louco
vivendo circundado por loucos.
Quando eu estudava em um colégio de freiras
matava as aulas de religião,
que simplesmente eu detestava,
para ir namorar,
mesmo em dias frios e ventosos
não podia deixar de ir ao encontro Dele,
muitas vezes
me sentava diante da Sua beleza
para ler K. Gibran ,
que foi o meu Amor a primeira leitura,
Continuo matando aulas....
para ir namorar o Mar.
Ele é o meu Grande Amor
o meu Senhor
a minha Religião
o meu Deus.
