Quando Morremos Sorrimos
O segredo da felicidade é não desejar: Quando há desejo, pode haver fracasso, que resulta em frustração. A frustração gera a tristeza que pode evoluir à depressão. Portanto, a apatia não deveria ser vista como um defeito mas sim virtude e fator de proteção.
Quando temos em mãos uma verdade, devemos ser zelosos para não usarmos dela com leviandade como fazem os mentirosos com as suas mentiras.
A nossa falta de pragmatismo só vem à tona quando surgem problemas complexos e não sabemos como resolvê-los.
Só nos tornamos cúmplices da vida quando dizemos – de todo coração – uma banalidade.
Quando eu morrer, consolai-vos meus caros não com o fato de que minha alma está no céu, mas de que, pela misericórdia de Deus hei de ressuscitar.
Pesadelos são tão reais que mesmo quando acordamos ainda parecem ser verdade. Sonhos bons são tão ilusórios que se desfazem como uma bolha, nos convencemos rápido de que era só imaginação. De certa forma, o mal está presente com mais intensidade e se sobressai, a realidade da dor é maior que a do prazer, e no fundo todos sabemos disso.
Quando afirmas algo, dás a certeza do que dizes. Há coisas que não podes saber, por onde se deduz que não deverias afirmá-las ou deverias negá-las. Mas fazer isso todo momento é impossível além de irritante, portanto não erras ao tomares partido...Não dá para ser Sócrates o tempo inteiro.
Me sinto muito mais em paz quando estou perto dos animais do que rodeado de pessoas. Sei que eles não me farão nenhum mal, essa certeza me conforta, o mesmo não posso dizer dos da minha espécie...
Quando não tenho inspiração suficiente para escrever um texto, um poema ou uma frase onde possa expressar o que sinto, apelo para um diário. É o último recurso que uso, já que não me agrada o tom confessional do mesmo...mas em certas ocasiões, é a unica opção.
O que eu gosto nas noites de insônia é que nelas vejo a vida que acontece quando todos dormimos, desde o canto do galo ao latido do cão, o vento soprando na janela...Tantas coisas e ao mesmo tempo nada.
Quando me lembro que pisei em campos minados e sobrevivi ileso, sinto um pavor tão grande, o pavor que no momento não senti...
Quando são crianças, vão embora da escola tomando todinho. Quando viram adultos, vão embora do trabalho tomando cerveja.
Quando éramos crianças, nossos pais tentavam nos proteger das coisas más da vida nos tapando os olhos, ouvidos, não permitindo que escutassêmos certos assuntos ou víssemos alguns programas de TV. E hoje, crescidos e velhos, quem nos protegerá da nossa própria consciência e do horror que ela pode trazer?
Quando algo é muito difícil, oscilamos entre o desejo de desistir e a vontade de insistir até conseguir...e no fim, ambos são válidos.
Você percebe a decadência de uma cidade quando nem o relógio e os sinos da igreja funcionam mais...
Quando conheço uma música incrivelmente boa de um cantor/banda, eu fico na dúvida se devo pesquisar outros trabalhos do artista e assim conhecer e curtir mais obras dele, ou se evito pesquisar justamente para não descobrir que já estou ouvindo a sua melhor música e que as demais não tem a mesma qualidade...oscilo entre o risco de me encantar ainda mais ou me decepcionar.
Quando em meus devaneios,
sinto-me afogar em um mar de anseios,
refugio-me na nostalgia.
Me acalma lembrar das glórias que tive, pois do porvir nada sei,
mas sei do que já fui um dia...
