Quando Morremos Sorrimos
Então eu cresci, como eu sempre desejei quando criança. Quando criança, lia todas as placas só pra minha mãe ver que eu já sabia ler; hoje passo despercebido por elas. Minhas bonecas devem estar com crianças, que provavelmente, gostem delas tanto quando eu gostava. Agora espero pelos meus 18 anos… sei que vou querer voltar no tempo também, ser criança é a melhor fase… e se pudesse voltar pra lá, aproveitaria muito mais e desejaria nunca mais crescer. Lembrar dos tempos de escola é engraçado, eu odiava os meninos! Eles se achavam melhores que as meninas. Cansei de correr atrás deles pela escola atrás da minha boneca ou da minha lancheira. Velhos tempos! Meu quarto era todo arrumadinho pela minha mãe, eu me sentia a Barbie… dos cabelos castanhos. Bagunçava tudo que ela arrumava e depois ficava de castigo. Mas era um castigo bom… ficar no quarto por um tempo, perto de todos os meus brinquedos… eu nem me importava! Quando criança os dias passavam devagar, era ótimo… não me preocupava com nada, eu era uma criança, e isso bastava. O bom de ter crescido, é que ninguém fica me erguendo no colo e apertando minhas bochechas, eu realmente detestava tudo isso, mas ficava quieta, como sempre… guardava tudo pra mim desde pequena… nada mudou além de ter que me preocupar com tudo.
Vale mesmo a pena se importar com tudo isso? Quero dizer, quando estamos mortos as fórmulas matemáticas não servem de nada, pra falar a verdade, nem quando estamos vivos.
“Sem ação”
Quando te vejo fico calado
Sem voz, sem jeito, sem gesto...
Fico sem ação, todo embaraçado!
Ao te sentir perto, me arrepio,
Sinto calafrios, fico enfeitiçado!
Ao te tocar, me dar deleite,
Mas fico tímido, acanhado!
Tenho vontade de beijar-te,
Mas não sei como, em que parte,
Sua mão macia, sua face...?
Tento falar do meu amor,
É em vão, não sei como começar.
Se com simples palavras,
ou uma belo discursar.
Você me faz ser quem não sou,
Mas eu gosto de ser assim,
É quando sinto o amor
Sinto uma felicidade sem fim.
11/03/2011
O passado
Lembro da doce companhia
De quão agradável era
De quando trocávamos carícias.
Hoje quando me vem às lembranças
Dar ares de quimera,
Parece algo inalcançável, sonho de criança.
Voltar no tempo eu queria
E viver tudo outra vez.
Mas hoje tudo aquilo que vivi
Toda a felicidade, um sonho se fez.
Mas o amor ficou em meu coração,
E te amo calado, em silêncio...
Como quem ouve uma bela canção.
Essa mania minha, de terminar relações, quando essas ainda gozam de paixão, pode ser medo. Ou talvez um eu romântico que não sabe se desapegar do amor e sai antes do fim, pra guardar ele pra sempre, ainda quente, em mim.
Quando eu era criança
Eu sentava na janela
Via escorrer as gotas
Da cachaça e da panela
Tinha medo de crescer
De assim poder morrer
Como morria no céu
As estrelas de papel
E os versos do meu ser
Exalo perfume doce e venenoso quando digo que sou insubstituivelmente único. Corro risco de me enganar.
Quando eu findar, e não ver uma nova manhã nascer, deixo apenas um nome deslembrado, remanescentes recordações e uma lápide memorável.
Quando olho para o meu interior já não consigo mais me reconhecer. Sinto-me no fundo do poço, me pergunto como 'é que eu cheguei nesse estado?’.. É eu não sei como vim parar aqui…
Saudade é um pouco difícil de definir. Defino-a em uma simples frase 'Você só sente ela quando percebe que perdeu algo que não deu importância.'
Então me diga, é bom me amar? Você sente alguma coisa quando olha nos meus olhos, ou quando eu te falo alguma coisa fofa? Porque sinceramente, parece que você está do mesmo jeito desde que eu te vi pela primeira vez: Indiferente.
