Quando Morre Alguém que Amamos
Sempre que vejo alguém se valendo do nome de Deus para se Esconder, Aparecer e se Promover, sobretudo na arena política, lembro da perseguição ao Filho d'Ele…
Mataram-no!
E foram justamente os religiosos da época que perseguiram o Filho d’Ele até a cruz.
Mas, ali, no desfecho da maior injustiça, não estava cercado por sacerdotes ou homens de fé, mas ladeado por dois ladrões.
A lembrança é dura, mas necessária: a vaidade dos que se dizem de Deus pode ser tão nociva quanto a agenda oculta dos que O negam.
Está para nascer alguém mais Feliz do que os que podem (com)partilhar suas tristezas e mais Triste do que os que não podem (com)partilhar suas alegrias.
Feliz é aquele que encontra espaço para partilhar as próprias tristezas. Porque a dor repartida, mesmo que não desapareça, torna-se mais leve ao ser acolhida por outro coração.
Do mesmo modo, está para nascer alguém mais triste do que aquele que não encontra com quem partilhar as próprias alegrias.
Porque a felicidade guardada em silêncio perde cor, e um riso não ecoa inteiro quando não encontra outro riso para acompanhá-lo.
A vida se constrói nesse movimento de ida e volta: consolar e ser consolado, celebrar e ser celebrado.
Quando temos a quem confiar nossas lágrimas e a quem oferecer nossas risadas, descobrimos que a verdadeira riqueza não está em acumular, mas em compartilhar.
Talvez a maior bênção da existência humana não seja estar sempre Feliz ou sempre amparado, mas nunca estar só.
Sem naufragar no abismo das próprias misérias, ninguém conseguiria comemorar o infortúnio de alguém.
Mas, se parar para pensar, essa comemoração revela mais sobre o vazio de quem celebra do que sobre o destino de quem caiu.
É como se a dor alheia funcionasse como anestesia momentânea para a própria carência.
No entanto, a alegria construída sobre a queda do outro é sempre frágil: dura pouco, envenena devagar e nunca preenche.
A verdadeira libertação não está em aplaudir a ruína do outro, mas em resistir ao impulso de medir a própria vida pela infelicidade alheia.
Aprendi que tudo feito com muito Amor e Carinho dá certo…
Inclusive Brigar!
É raro alguém conseguir Brigar com tanto Amor e Carinho, sem deixar o pincel cair de propósito — só para rabiscar o perdão no meio da discussão.
Porque certas brigas nascem apenas para nos lembrar que o Abraço é o ponto final mais bonito…
Os abraços grandes, os memoráveis, nascem das mãos livres… e dos corações presos — ao desejo de amar.
Com carinho — à prima, Elaine Ferreira.
Um dos maiores palcos de manipulação do país — quiçá do mundo — Brasília haveria de receber alguém de pulso, cheio de vontade de libertar — deixe ir: Fabrício Carpinejar!
Brasília, com sua arquitetura monumental e sua aura de poder, sempre foi mais do que a capital política do país — é o símbolo vivo da manipulação institucionalizada, da retórica cuidadosamente ensaiada, das verdades maquiadas em discursos de ocasião.
Ali, onde se fabricam narrativas e se negociam destinos, a liberdade — essa palavra tão pequena e tão cara — costuma ser tratada como um artigo de luxo, raramente distribuído e quase nunca praticado.
E então, de repente, chega Carpinejar.
Com sua voz que mistura ternura e brutal honestidade, com seu dom de traduzir sentimentos que o poder não compreende, ele atravessa os corredores de Brasília não para discursar, mas para desatar.
Lança “Deixa ir” — um livro que fala sobre o desapego, sobre o amor que sabe partir, sobre a leveza que nasce quando se solta o que aprisiona.
E é aí que mora a ironia mais sublime:
No palco da manipulação, onde os verbos dominantes são reter, aprisionar, onde a vaidade se confunde com propósito, chega um poeta dizendo: “Deixe ir.”
É como soltar um pássaro dentro de um aquário de concreto.
Como ensinar o poder a amar sem possuir.
Carpinejar, nesse gesto, não apenas lança um livro — lança uma provocação existencial.
É como se dissesse: “Enquanto o país se esforça para segurar o que não cabe mais nas mãos, eu escrevo para lembrar que o verdadeiro domínio é saber soltar.”
Não haveria melhor palco para deixar ir do que aquele que só sabe aprisionar!
Meu corpo não será velado, se alguém tiver a má intenção de lhe oferecer coroa de flores, pode se render à hombridade de convertê-la em quentinhas para tentar enganar a fome de moradores de rua.
Só se ganha uma guerra sem precisar lutar quando consegue perdoar alguém que nem sequer te pediu desculpas.
Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.
Porque quando eu me calar, não será por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.
O mundo, ocupado demais com seus próprios ecos, não notará a falta da minha insignificante voz — e está tudo bem.
Nem toda ausência precisa virar ruído, nem todo silêncio é pedido de aplauso.
Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.
Saudade não exige devolução, não pede palco, não reclama resposta.
Ela apenas existe, como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.
O silêncio, quando escolhido, não é derrota: é descanso da alma.
É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando falar já não acrescenta, quando explicar cansa, quando gritar não cura.
E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.
Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem exatamente no espaço onde as palavras já não alcançam.
Vivemos na busca de ser alguém maior,
mas ao vestir o que não somos, perdemos o valor.
Esquecemos do chamado, do plano do Criador,
e trocamos a essência por um falso esplendor.
Saul quis parecer rei aos olhos da multidão,
Davi foi escolhido no silêncio do coração.
José foi humilhado antes de governar,
o sonho não mentiu, só teve que esperar.
Jonas fugiu do propósito, tentou se esconder,
mas ninguém foge do plano que nasceu pra viver.
Pedro negou com medo, chorou na escuridão,
e foi restaurado pra ser pedra e fundação.
Deus não erra na forma que nos faz caminhar,
quem tenta ser outro acaba por se afastar.
Ser quem Ele sonhou é o verdadeiro saber:
não fomos criados pra parecer,
fomos chamados pra ser.
É fácil alguém fechar os ouvidos para a sua versão
e erguer a própria voz como se fosse a única verdade.
É fácil subir no monte e se declarar grande,
quando o único verdadeiramente grande é Deus.
Fora isso, somos todos iguais.
O que muda não é o tom do discurso
nem o título que alguém carrega,
mas a essência que sustenta o silêncio.
Porque quem é de verdade
não precisa anunciar,
não precisa convencer,
não precisa se impor.
A verdade caminha sozinha
e se revela sem dizer uma palavra.
Tanta gente querendo ser alguém,
mas vestindo traços que não são seus.
Copia gestos, vozes, caminhos
pra provar valor aos olhos alheios.
No fundo, nem sabe quem é,
porque se perde tentando imitar.
Quem copia silencia a própria essência
e desaprende o dom de se escutar.
Autenticidade não se ensaia,
palavra nasce da alma, não do papel.
Você pode enganar o mundo inteiro,
criar aplausos, construir um céu.
Mas o pior dos enganos, o mais cruel,
é mentir pra si com tanta convicção.
Porque quando se perde de si mesmo,
nenhuma cópia salva o coração.
Tanta gente querendo ser alguém,mas buscando em outros traços copiar pra mostrar que se tornou alguém, que no fundo não sabe nem quem se é,por tanto copiar.
Quem copia o outro, nunca saberá ser autêntico, palavras são da alma.
Você engana o mundo
"Mas o pior engano é enganar a si mesmo".
Se alguém me oferecer um milhão de dólares para cada culto dominical que eu perder na Casa do Senhor, eu aconselharia o meu investidor a dar tudo para os pobres, porque Deus é a minha riqueza.
Se alguém se aproximar para lhe falar mal dos outros,
repreenda sua presença para não se tornar mais um discípulo da hipocrisia.
Nos exercícios da sua caridade e resignação não há como alguém impedir os benefícios que virão a recompensar o seu coração.
Quando alguém lhe ofender, use a sua tranquilidade
e tolerância para não perder a paz do seu coração.
Quando alguém pratica o bem, logo há a sensação de alegria, ternura e agradecimentos diante de Deus, por ter encontrado o verdadeiro sentimento de felicidade espiritual.
Quando alguém gosta de verdade, mesmo que se afaste ou fique quieta, existe um desejo de ser notada, de mostrar que se importa. Quem não se importa de verdade simplesmente some ou se esconde sem querer ser visto.
CONFIANÇA e FIDELIDADE
Confiar em alguém é sempre um risco, mas também é um ato de coragem. A confiança não é cega, ela se constrói nos pequenos gestos, na constância, na coerência entre o que a pessoa fala e o que ela faz.
Quando ela se perde… é como se um cristal tivesse se quebrado: até pode ser colado, mas nunca volta a ser o mesmo. Nessa hora, cada um decide em que “prateleira” da estante da vida, pode colocar essa pessoa:
Alguns escolhem a da distância.. Deixa ali, guardado, mas sem acesso ao coração;
outros deixam na prateleira da desconfiança.. Ainda perto, mas nunca mais com os mesmos privilégios;
e há quem simplesmente tira da estante, porque não quer o peso de olhar sempre para a ferida.
Sobre fidelidade… ninguém pode garantir. Tem gente que é fiel ao sentimento, mesmo quando o mundo inteiro chama do outro lado. Tem gente que se perde fácil, buscando onde há aplausos e quantidade, não qualidade.
No fundo, a pergunta que fica é: Essa pessoa escolhe você mesmo quando o caminho é estreito, ou só enquanto é fácil e cheio de gente?
Machucar alguém e ainda ser tratado com carinho não é sorte, é vergonha. É a prova de que o outro venceu por caráter, e você perdeu por escolha.
