Quando Morre Alguém que Amamos

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⁠"O amor nasce do nada,vive completo e morre vazio".

"NÃO DEVEMOS LAMENTAR A MORTE DE UM HOMEM, MAS SIM, O CONHECIMENTO QUE MORRE COM ELE". Ademar de Borba

O velho homem que habita em nós é um monarca deposto, mas terrivelmente vivo. Ele morre com uma relutância agônica, recusando-se a abandonar o trono de nossa alma, e não sucumbe facilmente aos nossos desejos por comunhão com Deus. Esta é a dura realidade da cruz: a natureza adâmica resiste até o fim, exigindo que a batalha contra a carne seja travada todos os dias de nossa peregrinação terrena.

Adoece quem acredita na doença. Morre quem acredita na morte.

Enquanto a determinação tiver disciplina, o fracasso morre de fome.

O lobo morre pela alcateia; mas o que ataca os seus não é líder, é traidor. Isso não é sobre lobos.

A cobra sobrevive da astúcia; mas, presa ao passado, morre sufocada na própria pele. Isso não é sobre cobras.

O cachorro morre pelo dono; mas se diante do perigo ele abana o rabo ao inimigo, a amizade vira ameaça. Isso não é sobre cachorros.

Verdade morre quando a mentira esta viva em suas fraquezas e experiências...
Morremos diante a vida passa diante nossos olhos...
Querendo ou não mais no profundo ainda existimos ate todos esqueçam que fomos.
Mesmo que sejamos gloriosos...

Morre a poesia em teus lábios...
A morte das palavras,
... perdem o sentido,
As lágrimas escorrem veladas.
Num arco fulgaz de notório espírito...
Para o flagelo do caos interno seja parte do espírito...

Sendo submundo a aceitação daqueles instantes opacos que alma morre no sentimento.
Seus olhos sangram,
Sua alma grita...
O sincronismo do silêncio da o desespero...
Sua face imaculada senti o prazer do frio caótico...
As sombras da ador que o corvo senti..
Grito alma sem vida a vela se apaga...
Seus lábios pálidos transmite uma mensagem ao ventos...
Suas mortalhas rasgadas voam em conflitos da alma condena...

Alegria é a alegoria estar feliz é traço na corrupção dos atos...
O deslumbre morre no segundo ato cometido no profundo ego.

A voz que morre com olhar é mesma que te faz sofre.
No silêncio químico o labirinto questiona ego com eco no subconsciente.
Mas, pequenos lampejos de ironia são expostos em sua mente então um brilho no olhar.
Defraga um respirar e ar seco e lento em sua mente um filme de falas lentas.
De repente aparece tantos mundos multiastral.
A resposta e ecoa num vazio de lampejos...

​Ecos da Essência
​Se o contraste morre,
se o desdém é simplicidade...
O atroz reluz em tuas lágrimas.
Calo-me diante da tempestade.
​Sendo fugaz meu terror,
na tua silhueta sou diante do olhar.
Deferi o sonho como a sombra implantada pela sua mente.
Cavalgo em realidades...
​Meros artifícios bidimensionais,
virtude das almas massivas.
Luar que se quebra, derramando pronúncias
que avassalam as sobras da essência mais pura.
​Vasos clandestinos, sopros de uma era,
hiato que se formou diante da resenha.

"A morte é apenas o outro lado do nascimento. A pessoa morre aqui e nasce no além, e vice-versa. A morte é apenas uma porta. De um lado se entra, de outro se sai."

ESPERANÇA

Quando a esperança morre, nasce um vazio que parece engolir tudo por dentro.
A vida perde o sentido. É como se algo essencial na nossa existência apodrecesse — algo que não se recupera com palavras bonitas ou com frases prontas de motivação.

O que sobra é o instinto mais primitivo: sobreviver.
Dormir depois de uma batalha, acordar para outra… torcendo apenas para chegar ao fim do dia respirando, e repetir o ciclo no dia seguinte. Sem cor. Sem brilho. Sem magia. Apenas sobrevivência.

É caminhar no escuro, sentindo o peso da desesperança e a ausência de qualquer promessa de luz.
É conviver com um vazio que não explica nada, não consola, não responde. Apenas ocupa.

E o mais doloroso é perceber que, quando a esperança se perde, nenhum argumento parece capaz de trazê-la de volta.
É só o silêncio… e o vazio.

A gente não nasce mãe, a gente nasce filha e morre filha, mas um dia uma mãe nasce na gente!
Mãe não tem manual!
Conforme a vida vai exigindo, vem o instinto, garra, força e zelo pela cria... quase visceral.

A HUMANIDADE MORRE EM SILÊNCIO


O bar estava quase vazio naquela quarta-feira.


Aquele tipo de noite em que até os bêbados pareciam cansados de suas próprias histórias.


Havia duas mesas ocupadas. Um homem sozinho perto da janela, mexendo no celular como se esperasse uma mensagem que nunca chegaria. No balcão, três sujeitos discutiam futebol, política e o mundo inteiro com a mesma certeza de quem nunca precisou consertar nada do que destruiu.


A televisão estava ligada sem som alto.


Era mais um noticiário.


Mais uma guerra.


Mais uma cidade destruída.


Mais uma fotografia de pessoas correndo com aquilo que conseguiram salvar da própria vida.


Ninguém levantou a cabeça.


Até que alguém comentou:


— O problema é que esse povo também procura confusão.


Foi dito com a tranquilidade de quem pede outra cerveja.


Outro respondeu:


— Cada um tem o governo que merece.


E todos continuaram bebendo.


Essa é uma das coisas mais estranhas que aprendi depois de certa idade.


O ser humano consegue assistir ao sofrimento de alguém enquanto termina o jantar.


Consegue condenar uma vítima que nunca conheceu.


Consegue transformar uma tragédia em opinião antes mesmo de tentar entender o que aconteceu.


A cidade não fede por causa do esgoto.


Isso seria simples demais.


A cidade fede quando a consciência começa a apodrecer sem fazer barulho.


Depois dos sessenta, você percebe algumas coisas.


Não porque ficou mais sábio.


Mas porque perdeu algumas ilusões.


O espelho começa a cobrar dívidas antigas.


Amigos viram fotografias.


Conversas que pareciam eternas acabam guardadas em algum lugar da memória.


Os cães que acompanhavam seus dias ficam apenas em lembranças.


Os lugares onde você gastou noites inteiras desaparecem, substituídos por farmácias, bancos e lojas iguais a todas as outras.


A vida continua.


Essa talvez seja a maior crueldade dela.


Ela não diminui o passo porque alguém foi embora.


O mundo amanhece no horário marcado.


O café continua quente.


Os boletos continuam chegando.


E nenhuma ausência parece grande o suficiente para interromper a rotina.


Mas naquela noite, olhando aquelas pessoas no bar, pensei que o problema nunca foram apenas os monstros.


Eles são poucos.


O problema sempre foi a multidão de pessoas comuns que olha para tudo e diz:


“Não é comigo.”


Essa frase já construiu mais tragédias do que muitos exércitos.


Porque a violência raramente começa com alguém puxando um gatilho.


Às vezes começa com alguém escolhendo não olhar.


A indiferença é confortável.


Ela senta na poltrona.


Liga a televisão.


Passa o dedo pela tela.


Olha uma criança ferida durante três segundos e depois procura um vídeo engraçado para esquecer.


Não porque seja cruel.


Pior.


Porque aprendeu a não sentir.


A alma não desaparece de uma vez.


Ela vai enferrujando.


Primeiro você deixa de sentir a dor do desconhecido.


Depois do velho abandonado.


Depois da mulher agredida.


Depois da criança que nasceu no lugar errado do mundo.


Até que um dia você percebe que também não sente mais a própria dor.


E chama isso de maturidade.


Como se ficar vazio fosse uma forma de crescer.


Passei muitos anos em bares.


Vi muita gente quebrada.


E aprendi uma coisa estranha.


Alguns bêbados eram mais honestos do que muitos homens respeitáveis.


Pelo menos eles sabiam que estavam perdidos.


Os outros escondiam a própria podridão atrás de roupas caras, frases bonitas e discursos sobre valores.


A verdadeira humanidade nunca apareceu quando alguém falou sobre bondade.


Apareceu quando a dor de um desconhecido tirou seu sono.


Quando uma notícia estragou seu café.


Quando você percebeu que aquela fotografia distante não era sobre “eles”.


Era sobre nós.


Porque essa é a parte que ninguém gosta de aceitar.


Nunca existiram eles.


Sempre fomos nós.


E quando essa verdade aparece, as desculpas acabam.


Não é mais a culpa do governo.


Não é mais a culpa de uma ideologia.


Não é mais a culpa do destino.


Sobra você.


Apenas você.


E uma escolha simples que quase todo mundo tenta evitar:


importar-se.


Não para parecer uma pessoa melhor.


Não para ganhar recompensa.


Não para contar aos outros que possui um coração.


Importar-se porque, no dia em que a dor do outro deixar de atravessar você, talvez continue andando pelas ruas, pagando contas e conversando normalmente...


Mas alguma coisa essencial já terá morrido.


E ninguém perceberá.


Porque a humanidade, diferente do corpo, não morre de uma vez.


Ela morre em silêncio.

A vida nasce quando a sobrevivência morre.

Lula sobre Lulinha!
Ele sabe o que é ver na TV te chamarem de ladrão. Sabe que minha mulher morreu por causa da Lava Jato.