Quando menos Esperava Voce Aparece
Era de noite quando eu bati à tua porta...
E na escuridão da rua tu abriste as portas...
Por que assim me deixas
Com alegrias e até tristezas
Rodeando-me de incertezas?
Que a tua boca me diga...
Segredos em pé de ouvido...
Quando tua mão me toca...
Despertando em mim os mais loucos desejos...
Ah como agora os dias são curtos...
E a noite chega sem demora...
Não existe mais tempo para o meu torpor desta hora…
Sensações sem nexo...
Entre o corpo e a alma é a personalidade que tenho…
Se guardo algum tesouro não o prendo...
Quem é que abraça o meu corpo na penumbra do leito?
Quem é que me tira o fôlego e me deixa assim sem jeito?
És tu ...
Senhor de meus olhos...
Só pertencemos...
A quem nós amamos...
Sandro Paschoal Nogueira
Silêncio...
Hora morta...
Desfolhada...
Quando ouvi de seus lábios que eu não sou nada...
Hora inútil e sombria de abandono...
Um punhal em minhas costas...
A certeza cruel...
Do meu engano...
Sem rumo para os meus passos...
De que me serviram seus abraços?
Desiludido ainda me iludo...
Diante cruel mundo...
A quem devo dizer o contratempo...
Do solavanco desse destino...
Sandro Paschoal Nogueira
No cetim negro das noites...
Os anjos só vem quando chamamos...
Breve é o coração acalentado pela inocência...
Que sonha e anseia...
Por viver e muito amar...
Ninguém sabe o que vai
por este mundo...
Com destino certo e sem destino aos tombos...
Cai o pó em dias assolados...
Enquanto o vento faz um rumor frio e alto...
E nada tem sentido...
Em nada que se queira ter...
Tudo são apenas momentos...
Não há nada a compreender...
Deixo que em minhas mãos cresçam os sonhos...
É o que posso fazer...
Haverá coisa que se lhe compare...
No mistério da inocência a perder?
Em vão já procurei me restituir...
O que duramente perdi...
Não sou mais que uma brisa...
Se vejo coisas que nunca antes tinha visto...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...
Mas como se fosse o milagre pedido...
Nos destinos que não desvendo...
Os anjos me tem atendido...
Ensinando-me a sonhar...
Sandro Paschoal Nogueira
#Quando #eu #vôo...
Distante e só...
Minha alma passeia por onde quero...
Escolhendo bem onde procurar o amor...
No tempo que se escoa...
Tal qual areia...
Veracidade clama...
Para a vida que é chama...
Ser feliz...
Do jeito que eu sempre quis...
É na verdade ilusão...
Um mito que acredito...
Me devora assim o dragão...
Será que estou pedindo muito?...
Não sei...
Sei que sempre é bom sonhar...
Sem falsidade...
Sem nenhuma vaidade...
Seja minha realidade...
E me dê sua mão...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
#Vida #triste #é #a #minha...
Que hoje vou contar...
Desde quando aurora anuncia...
O dia a começar...
Passam os minutos...
Seguem as horas...
Sob céu azul anil...
Olho as nuvens e me ponho a sonhar...
Em tardes douradas...
A primeira estrela que vejo...
Sonho mais alto ainda...
E faço um desejo...
A rotina tão maçante...
Das flores do jardim cuidar...
Alimentar as aves...
Que gorjeiam em toda minha casa...
Em todo lugar...
O perfume de manjericão me inebria...
Disputa com o alecrim...
As orquídeas se abrindo...
Também se comportam assim...
O girassol despeitado...
Meu brilho quer roubar...
Sempre é ele o primeiro...
O sol a cumprimentar...
As rosas soberbas...
Acreditam serem rainhas...
Coitadas delas...
Vaidosas aos extremos...
Acho que vou cortar...
Só escolher um vaso...
E minha mesa enfeitar...
Se deito na rede e me ponho a balançar...
Logo aparece um sabiá...
Fazendo-se de louco...
Começa a cantar...
Quer atrapalhar meu sono...
Até meu meditar...
Beia-flores me importunan o tempo inteiro...
De lá para cá...
Não se cansam eles de tanto voar?
Quero ler um pouco...
Bem sossegado na sombra...
Sento debaixo da jabuticabeira...
E dezenas de pássaros põe-se a reclamar...
Gorjeios, trinados irritantes...
Ah se pego só uma fruta do meu quintal...
Revolução se instaura...
Até o jacú feio...
De mim vem reclamar...
Não sei mais o que fazer ...
Como devo proceder...
Vou comer um pouquinho...
E disso tudo me esconder...
Trancar portão...
Campainha desligar...
Tirar fone do gancho...
Celular "não pertubar".
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
O dragão
Até quando terei que esperar pelo príncipe em seu cavalo?
Até quando?
Se muito demorar...
Posso pelo #dragão meu coração se deixar domar...
O dragão nos conhece pela profundidade de um olhar...
Ele silencia nossa voz...
Apaga o gesto da procura...
Pode nos fazer arder em insana loucura...
Parar o tempo...
Na brisa de um sopro...
Prometer um ao outro...
Vem e me chama...
Diga que me ama...
O mundo gira sem parar...
Na batida de seu peito...
Quero me encontrar...
Por confiança eu te conto...
Não espere nem mais um pouco...
Gosto de sua companhia...
Vem...
Me chama...
Ainda tenho asas de sonhos brandos...
Ainda tenho o ardume que acende a alma...
Tens um encantamento que a mim me chama...
Teimo em renascer te procurando por todas as ruas...
Caminhando em pedras azuis...
Brilhantes tais quais estrelas...
Sob o clarão da lua...
Vem...
Me chama...
Diga que me ama...
Me dê sua mão...
Me apresente a aurora...
Me ame com loucura...
Inebrie meus pensamentos...
Me faça esquecer os tormentos...
Vividos por mim um dia...
Em que eu não te conhecia...
Vem me chama...
Diga que me ama...
Sandro Paschoal Nogueira
#Não #há #um #último #adeus...
Senão aquele que se não diz...
Ou aquele que se quiz...
Quando sopra o vento...
E a quem amamos é levada ao horizonte...
Só nos resta da saudade um alento...
Diante de tal desmonte...
Não levará nada consigo...
A não ser alegrias sentidas...
Lágrimas partidas...
De quem muito lhe amou...
E junto ao Criador...
Dirá que foi feliz na vida...
Aprendi a não dizer adeus...
Para as pessoas que conheci...
Despedida é sempre triste...
Meu coração é assim...
Na distância entre a terra e o céu...
Nesse momento não digo um adeus...
Sobram-me as recordações...
Descanse em paz...
Fique com Deus...
In memorian para #Nelice a quem aprendi a gostar e com ela rimos muito juntos...
Sandro Paschoal Nogueira
Ninguém mais se parece a um verdadeiro tolo
Que o mais sutil dos sábios quando ama.
É fácil arrumar a vida quando a gente não tem nada a perder.
Da arte de escrever
O mais difícil da arte de escrever é quando temos que redigir as dedicatórias.
O dia seguinte ao do amor
Quando a luz estender a roupa nos telhados
E for todo o horizonte um frêmito de palmas
E junto ao leito fundo de nossas duas almas
Chamarem nossos corpos nus, entrelaçados,
Seremos, na manhã, duas máscaras calmas
E felizes, de grandes olhos claros e rasgados...
Depois, volvendo ao sol as nossas quatro palmas,
Encheremos o céu de voos encantados!...
E as rosas da Cidade inda serão mais rosas,
Serão todos felizes, sem saber por quê...
Até os cegos, os entrevadinhos... E
Vestidos, contra o azul, de tons vibrantes e violentos,
Nós improvisaremos danças espantosas
Sobre os telhados altos, entre o fumo e os cataventos!
A gente já espera ficar triste no outono. Uma parte da gente morre a cada ano, quando as folhas caem das árvores e seus galhos ficam nus, batidos pelo vento e pela luz fria, invernal. Mas sabíamos que haveria sempre outra primavera, assim como sabíamos que o rio fluiria de novo depois de ter estado congelado.
Irmão quando eu crescer quero ser um profissional indefinido de cargo, área, formação e diploma.
Exemplo e apoio para qualquer questão de como viver dentro da sociedade com o que tem, transformando tudo e qualquer coisa em chave, únicas e singulares por serem feitas dos ingredientes: Momentos, acessos, itens e valores.
Ingredientes sem padrão = Chave sem padrão = Pessoa sem padrão.
Sendo o inverso do imposto social;
Sociedade = Padrão = Obrigação de toda pessoa = Pessoa com padrão
Então irmão Bruno, eu Levson, posso afirmar o seguinte:
Vejo que QUALQUER PADRÃO, um dia foi SEM PADRÃO!
Vejo que QUALQUER PADRÃO, um dia será SEM PADRÃO!
Vejo que, SEM PADRÃO a sociedade é feita, e COM PADRÃO asociedadevive!
Não se assuste
Quando eu abrir
As minhas asas
Sobre ti,
É só meu jeito
De te proteger.
Não temas!
Não há espinhos,
Só pluma,
Em forma
De braços humanos.
Quando o educador abdica de seus princípios para manter o status, deixa de formar consciências e passa a executar políticas que silenciam o saber e desmantelam a educação.
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