Quando menos Esperava Voce Aparece

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" Saudade quando a minha pergunta tinha uma resposta
De quando respondia "oi, meu bem" na mesma hora ...'

[...] Não deixe chegar há esse ponto para sentir saudades de algo que você teve só pra você, todos os pensamentos e sentimentos dessa pessoa e se deixar chegar há esse ponto é porque não deu importância a esses sentimentos ...

Inserida por Roberto_Jr

⁠Quando somos bons para os outros, somos melhores para nós.
"Viver para odiar uma pessoa é o mesmo que passar uma vida inteira dedicado a ela"

Inserida por Vicky2

⁠Eu penso em quando eu estou triste antes de ajudar alguém.
Quando eu estou triste eu não preciso de conselhos ou lições de moral.
Eu só preciso que alguém demostre que realmente se importa comigo. O que dá no mesmo!

Inserida por Vicky2

⁠Um dia todo mundo vai ser soprado.
Quando perceber, eu já não estarei mais aqui...

Inserida por Vicky2

⁠Se tem uma coisa que eu faço é dar conselhos, o problema é que eu não os sigo, na real, quando te escrevo e digo todas essas coisas bonitas, eu só falo por falar, eu não sou forte, e eu talvez não seja capaz. Eu só escrevo, eu não faço...

Inserida por Vicky2

⁠Acho que minha primeira indignação feminista foi quando a professora do 4° ano explicou que poderia ter 99 mulheres, mas se tivesse 1 homem, o pronome seria "eles".

Inserida por Vicky2

⁠Quando se tratava de escolher, ela nunca me disse o que fazer.
Em vez disso, me olhava com aqueles olhos que sabiam mais do que diziam,
e me pedia, com doçura e firmeza:
“Seja grata. Por cada escolha que você fizer.
Porque eu nem sempre tive esse privilégio.”
E eu entendi.
Entendi que sua vida foi costurada entre deveres e silêncios,
que muitas das portas que hoje eu atravesso
foram abertas pelas mãos calejadas que ela não usou para si.
Ela fez caminhos para mim — e ficou.
Ficou atrás, para garantir que eu fosse adiante.
Minha mãe não teve todas as escolhas.
Mas me deu todas as minhas.
E, por isso, cada decisão minha carrega também o nome dela.

Inserida por Vicky2

"E quando naquela noite acabaram as tintas, só me restou o sangue para expressar a dor que consumia minha sanidade."

Inserida por RafaelZafalon

Quando em seu seio já não houver espaço, uive monstruosamente as dores que lhe castigam.

Inserida por RafaelZafalon

[...] quando é toda hora, todo momento, por anos [...] - dizia Domingos à calar Bárbara naquela tarde de verão, o inédito elogio da traição.

Inserida por RafaelZafalon

É quando a noite cai, desordenada, em reflexão deslavada, que muitas palavras são ditadas, sem dizer nada.

Inserida por RafaelZafalon

As vezes, tenho muito medo, porque quando as cortinas se fecham, no camarim, me sinto sozinho (...)

Inserida por RafaelZafalon

⁠Espero a morte nos soluços da vida, e quando engasgo com os desabafos, busco socorro no amargor das lembranças doloridas.

Inserida por RafaelZafalon

⁠O que resta ao homem quando o coração acaba dilacerado, o corpo adoece e a esperança morre, não necessariamente nessa ordem?

Inserida por RafaelZafalon

⁠⁠Um passarinho na janela

Era uma manhã como tantas outras, quando minha atenção foi capturada por um pequeno pássaro que, com graça e leveza, pousou na janela de minha casa. O passarinho, em sua serena vivacidade, parecia trazer consigo um mundo de reflexões.

Suas asas delicadas tocavam o vidro com a leveza de quem afaga o próprio destino, e seus olhos, dois pontos brilhantes, refletiam a quietude de um espírito livre, como quem tem um céu inteiro dentro de si. A presença daquele pássaro revelou-se como um oráculo silencioso, sugerindo-me que a vida, em sua essência, é uma eterna contemplação do invisível.

Enquanto o passarinho perscrutava o horizonte, pensei nas vezes em que nós, humanos, presos em nossas angústias, deixamos de perceber as belezas simples que nos cercam. Ignorância é acharmos que pássaros, só porque têm asas, não caem ou que nunca descansam nos tapetes de Deus durante o seu percurso. Essa liberdade não tem nada a ver com invencibilidade.

O pássaro, em sua graciosa indiferença, ensinava-me a arte da quietude, a contemplação do instante presente, a sabedoria de viver sem pressa.

E assim, naquele encontro fortuito, compreendi que a janela não era apenas uma barreira física, mas uma metáfora da alma, uma passagem para a introspecção e para o entendimento do nosso lugar no mundo. O passarinho, ao pousar na janela, não apenas a tocava, mas convidava-me a abrir as portas do meu próprio coração para as sutilezas da vida.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Voei

Foi assim:
Coração acelerado, isso ocorreu perto das dez.
Quando o avião decolou,
eu subi junto.
A alma foi atrás.
Quanto mais alto ele ia,
menos medo eu sentia.
Foi a primeira vez que não me senti ameaçado pelo medo.

Abriu a porta,
12.000 pés.
Engraçado como tudo fica pequeno daqui.
Tudo fica...

Na aparente loucura causada pela adrenalina, fiz as pazes com a lucidez.
Saltei
e, mesmo no ar,
relutei.
Quando percebi que não tinha mais chão,
voei.
Logo, nós três éramos apenas um:
eu, a alma e o ar.
Engraçado,
tudo fica tão pequeno daqui.

De repente, um grito!
Mudo.
Apesar do maxilar travado, dava para sentir o eco reverberando em minha cavidade torácica.
Qualquer som silencia diante dos céus.
Engraçado como tudo fica pequeno dali.

Foi lá que percebi algumas coisas:
Que o amor não é gaiola e céu,
que é para o alto que nascemos
e que o colo de Deus é infinito.

Não foi salto,
foi entrega,
foi retorno.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠O que os pés dizem

Os pés falam quando a boca se cala.
Depois do êxtase, descansam sem culpa,
despreocupados como gato ao sol,
um sobre o outro, cruzados,
ou largados ao acaso—
o prazer não pede alinhamento.

Há quem estique os dedos,
como quem espreguiça o pensamento.
Outros os deixam pender de lado,
desarmados, esquecidos do chão.

A posição dos pés é confissão sem palavras:
se recolhidos, um restinho de pudor,
se soltos, um abandono feliz,
se entrelaçados, um desejo de demora.

No fim, não são os olhos que dizem tudo.
São os pés, descalços,
rendidos ao próprio silêncio.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Domingo é quando desaconteço.
Não me peça poesia — estou despalavrado.
Fico feito pedra que esqueceu de ser chão.
Aos domingos, todo meu rabisco é sem querer.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Quando era criança, meu pai sempre cuidava de mim porque estava afastado do trabalho devido a cirurgias em ambos os ombros. Ele me levava e buscava no ônibus e aproveitava os momentos comigo. Em uma cena, ao descer do ônibus, meu pai desceu primeiro e o ônibus fechou a porta, fazendo com que ele tivesse que caminhar acelerado. Eu fiquei paralisada, com os olhos e o corpo congelados, e vi meu pai assustado e correndo. Não consegui gritar nem chamar por ajuda; pensei que minha intimidade estava se rompendo naquele momento. Esforcei-me para mostrar a mão para uma pessoa sentada, e ele gritou. Desci abraçada de forma forte e quente, com meu pai dolorido por correr e sofrer com os tratamentos, e ele me pegou.

Enfim, o nome dele é Argeu Bezerra Lima, melhor herói.

Inserida por lglimadeaf

⁠Não sou muito fã de comer. É óbvio que sinto fome, mas perco a vontade de comer quando me falta motivação, quando estou magoada ou quando tento economizar dinheiro, seja tendo muito ou pouco. Infelizmente, minha magreza carrega dores escondidas, resultado de hábitos que adquiri na infância. Mas, pelo amor de Deus, isso não é culpa dos meus pais! Eles são muito maiores e melhores do que consigo imaginar. Não sei como fazê-los ainda mais felizes, assim como as pessoas que amo. Parece que nasci para omitir sentimentos e lutar por um equilíbrio na saúde.

Inserida por lglimadeaf