Quando duas Pessoas se Amam
As pessoas dizem que o tempo cura tudo, mas o tempo não sabe o tamanho do amor que você deixou guardado no meu peito.
A filosofia discute o amor e as pessoas debatem sobre almas gêmeas, mas meu coração ignora todas as teorias: mesmo lutando para te esquecer, o seu rosto e a sua voz continuam sendo a minha única realidade.
Pessoas que não reconhecem o valor dos outros sofrem de uma cegueira curiosa. Elas acham que o sol só nasce para iluminar o próprio quintal.Não gaste a sua voz tentando explicar o seu tamanho para quem insiste em usar lentes que diminuem tudo ao redor. A melhor resposta nunca será o conflito ou a cobrança. A melhor resposta é retirar o seu brilho de perto de quem prefere viver no escuro.
O celular virou a extensão de um coração frio: hoje em dia, as pessoas preferem registrar a tragédia em alta definição do que estender a mão para salvar uma vida.
Em 2025, digo e repito:
- Nem Machismo nem Feminismo, e sim pessoas afetivamente educadas para conviver em sociedade e com preparo para assumir os seus relacionamentos amorosos. Rejeito veementemente a
fazer parte da "Guerra dos Sexos", porque essa guerra não levou ninguém a lugar nenhum.
Roubar a paz é roubar as vidas das pessoas. A nossa Nação é preciosa, zelemos pela paz que é um Bem tão raro nos dias de hoje.
Excessos de modinhas dos dois lados, e ninguém ensina de fato as pessoas terem limites, a serem afetivamente educados e a pactuar o compromisso de formar pares engajados com a sedução mútua.
Mania feia que algumas pessoas têm de reescrever os poemas alheios achando que vão conseguir desindexar nas buscas e se apropriar da minha autoria... Sabe como eu reajo? Vou lá, curto e agradeço para as IA's reforçarem a minha autoria.
Quando as pessoas estão disponíveis a não mais se expressarem com ódio e angariam o poder para as palavras a comunicação fica mais fácil. As pessoas precisam ser sensibilizadas para esta abertura.
Não levem como verdade absoluta falas de pessoas que saem revoltadas com os regimes dos países de origem e distorcem a própria cultura para chamar a atenção. Escutem com sabedoria e depois pesquisem se é verdade ou mentira.
Chega uma hora que em alguns temas o melhor mesmo é não comentar com algumas pessoas para não entrar em confronto direto que não leva a lugar nenhum.
O discernimento e o crescimento
Crescer não é simplesmente saber mais. Há pessoas repletas de informações e vazias de compreensão.
Informação não é conhecimento. Conhecimento não é consciência. E consciência, sem discernimento, pode continuar sendo apenas a percepção de uma realidade que ainda não aprendemos a compreender.
A mente mente. E o discernimento desmente.
Discernir é desenvolver a capacidade de questionar não apenas aquilo que ouvimos, mas também aquilo que pensamos. É separar fato de interpretação, convicção de condicionamento, prudência de medo, desejo de necessidade e verdade de conveniência.
Talvez amadurecer seja justamente começar a desconfiar das certezas que nunca tivemos coragem de questionar.
Porque o crescimento verdadeiro exige desconstrução. Algumas vezes, para aprender é preciso primeiro desaprender. Para enxergar diferente, precisamos abandonar a obrigação de continuar olhando da mesma maneira.
O senso comum comumente mente.
E quando apenas repetimos aquilo que todos pensam, corremos o risco de passar a vida reproduzindo pensamentos que nunca foram verdadeiramente nossos.
Por isso, não pense como eu penso. Pense no seu próprio pensamento.
O discernimento não nos ensina o que pensar. Ensina-nos a perceber por que pensamos aquilo que pensamos.
E talvez seja justamente aí que começa o verdadeiro crescimento: quando deixamos de ser conduzidos automaticamente pela própria mente e passamos a assumir conscientemente a autoria das nossas escolhas.
Porque consciência amplia.
Mas é o discernimento que direciona.
Carlos Eduardo Balcarse
02/10/2026
O futuro também pode aprisionar
Falamos muito sobre pessoas presas ao passado, mas quase nunca percebemos aquelas que se tornaram prisioneiras do futuro.
Há quem não viva porque ainda sofre pelo que aconteceu.
Mas há também quem não viva porque está permanentemente esperando aquilo que ainda não aconteceu.
Talvez passado e futuro possam produzir a mesma prisão quando retiram nossa presença do único lugar onde a existência realmente acontece.
O passado aprisiona pela lembrança. O futuro pode aprisionar pela expectativa.
Entre os dois existe o presente — frequentemente abandonado enquanto lamentamos aquilo que fomos ou imaginamos aquilo que seremos.
Planejar é necessário.
Sonhar é importante.
Ter propósito nos direciona.
Mas existe uma diferença entre construir o amanhã e hipotecar o hoje para consegui-lo.
Quem vive exclusivamente para o futuro transforma o presente em pagamento de uma vida que talvez nunca consiga usufruir.
Talvez tenhamos confundido evolução com chegada.
Queremos chegar.
Ao reconhecimento.
Ao sucesso.
À estabilidade.
À realização.
À felicidade.
Como se existisse algum ponto da existência em que finalmente pudéssemos declarar: agora tudo está resolvido.
Mas toda chegada inaugura alguma nova partida.
Toda resposta produz outras perguntas.
Toda conquista modifica o horizonte daquele que conquistou.
O horizonte não se afasta de nós. Somos nós que, ao avançarmos, passamos a enxergar mais longe.
Talvez seja por isso que algumas conquistas que pareciam enormes antes de acontecer se tornem pequenas depois que acontecem.
Não necessariamente porque perderam valor.
Mas porque aquele que chegou já não possui exatamente o mesmo olhar daquele que desejava chegar.
E aqui existe algo que raramente percebemos:
não conquistamos apenas coisas; somos modificados pelo caminho utilizado para conquistá-las.
Por isso, nenhum objetivo deveria ser avaliado somente pelo lugar ao qual poderá nos levar.
Precisamos perguntar também:
quem precisarei me tornar para chegar até lá?
Porque algumas conquistas custam exatamente aquilo que pretendíamos conquistar através delas.
Há quem procure sucesso e perca a própria vida tentando alcançá-lo.
Há quem procure reconhecimento e deixe de reconhecer a si mesmo.
Há quem procure liberdade tornando-se escravo daquilo que acredita que poderá libertá-lo.
Nem toda conquista representa crescimento. Algumas são apenas perdas socialmente aplaudidas.
Talvez desenvolvimento não seja acumular cada vez mais.
Talvez seja desenvolver consciência suficiente para distinguir aquilo que acrescenta à nossa existência daquilo que apenas ocupa espaço nela.
Porque também existe excesso na falta.
Podemos ter muito e continuar sentindo que falta alguma coisa.
Podemos conquistar aquilo que desejávamos e descobrir que o desejo era maior do que a necessidade.
Talvez exista uma pobreza produzida justamente pelo excesso:
quando precisamos possuir cada vez mais para sentir cada vez menos.
E não estou falando apenas de coisas.
Acumulamos títulos.
Funções.
Relacionamentos.
Compromissos.
Informações.
Opiniões.
Personagens.
Até que um dia podemos descobrir que construímos uma vida tão cheia que já não existe espaço para nós dentro dela.
Há pessoas que não precisam encontrar alguma coisa. Precisam se desocupar daquilo que as impede de se encontrar.
Talvez por isso evoluir também seja subtrair.
Retirar ruídos.
Abandonar excessos.
Rever necessidades.
Encerrar ciclos.
Desocupar espaços internos.
Nem toda ausência é vazio.
Algumas ausências são espaços finalmente disponíveis para aquilo que ainda poderá nascer.
E talvez seja essa uma das formas mais profundas de discernimento: compreender não apenas o que devemos buscar, mas aquilo que já podemos deixar de carregar.
Porque o peso da vida não é determinado somente pela quantidade de problemas.
Também somos pesados pelas expectativas, personagens, culpas, comparações e futuros imaginários que carregamos diariamente.
Talvez leveza não seja ter uma vida sem peso.
Leveza é parar de carregar aquilo que nunca precisou fazer parte da viagem.
No final, talvez a pergunta mais importante não seja:
“Até onde quero chegar?”
Mas:
“Quando chegar, ainda reconhecerei quem chegou?”
Porque nenhuma conquista deveria exigir como preço definitivo a perda daquele que pretendia conquistá-la.
O futuro merece ser construído.
Mas não às custas da inexistência do presente.
Afinal, talvez o maior fracasso não seja chegar ao fim sem ter conquistado tudo aquilo que desejávamos.
Talvez seja chegar exatamente onde queríamos…
E descobrir que, enquanto construíamos a vida que sonhávamos viver, esquecemos de viver a vida que estava acontecendo.
Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026
“Terceirizamos tanto nossas escolhas que algumas pessoas já não vivem: administram expectativas alheias.”
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