Quando a Gente se Encontrou
A lua sempre me encontrou nos meus silêncios.
Ela aparece inteira ou partida, mas nunca deixa de vir — como se entendesse que há noites em que o coração precisa de companhia, mesmo que seja só de luz.
Eu olho pra ela e sinto que existe um espaço dentro de mim que também é feito de fases: dias em que brilho, dias em que me escondo, dias em que preciso recolher tudo para renascer depois.
E está tudo bem.
A lua me ensina que nada que seja verdadeiro deixa de voltar.
Que mesmo no escuro há um brilho insistente.
E que existir é isso: iluminar quando dá, recuar quando preciso, mas continuar orbitando tudo o que faz sentido.
Talvez seja por isso que gosto tanto dela.
Porque, de alguma forma, a lua me lembra de mim.
E de ti também — que carregas luz até quando não percebe.
Saber viver com os homens é uma arte de tanta dificuldade que muita gente morre sem a ter compreendido.
A beleza é como as romãs, cujo efeito é de pouca duração; acostumando-se a gente a elas, deixam de se sentir.
A gente não escolhe o próprio assunto. Eis o que o público e os críticos não entendem. O segredo das obras-primas está nisso, na concordância do assunto com o temperamento do autor.
As empresas existem para criar e preservar seus clientes. Não para criar produtos, como muita gente imagina. Os produtos são efêmeros; os clientes não.
A diferença do sucesso ou não sucesso está dentro da gente. Está na forma como nós pensamos, na forma como nós agimos.
Quanta gente sem talento ousa comentar a obra dos talentosos, dizendo: "Se soubesse fazer isto, tê-lo-ia feito melhor.".
Há muita gente para quem o receio dos males futuros é mais tormentoso que o sofrimento dos males presentes.
O que há de melhor nos grandes empregos é a perspectiva ou a fachada com que tanta gente se embeleza.
