Quando a Gente se Encontrou
Tem gente que chama de amor… mas é só medo de ficar sozinho. Gente que se entrega não porque transborda, mas porque implora. A verdade é simples e brutal: quem não aprendeu a se bastar, ama esperando que o outro o salve. Mas o amor de verdade não é remendo, não é muleta, não é cura milagrosa. É encontro de quem já se encontrou. Amar com consciência é ter tanto dentro de si que não se pede, se oferece. É olhar no outro e dizer: “eu te escolho”, e não “me completa”. Porque quem ama com carência, sufoca. Quem ama com consciência, liberta. E só quem se basta… é capaz de amar sem se perder.
Às vezes, a gente cansa de ser sempre o que sente demais. De dar tudo, de entregar o coração sem freio, sem medo, sem limites...
E receber tão pouco em troca. Mas a verdade é simples e brutal: nem todo mundo que te deseja está preparado para te merecer. Porque sentir é fácil, mas cuidar... cuidar exige presença, coragem, constância. E o seu coração exagerado, esse que ama com força, que se entrega inteiro, não merece migalhas, nem metades. Haverá quem te olhe e te queira. Mas vai chegar alguém que te veja e escolha ficar. Alguém que te abrace nas tempestades internas, que decifre teus silêncios e cuide do teu caos com calma. Essa pessoa vai entender que teu exagero é só amor querendo espaço para ser vivido. E quando isso acontecer... você vai entender por que teve que esperar tanto.
Porque pessoas incríveis despertam o que há de mais incrível na gente. Elas não sugam. Elas somam. Elas fazem florescer. E é com esse tipo de gente que eu quero trocar energia agora. Nada menos.
A vida é breve demais para gente viver no automático. Acorda... respira... sente. Não se conforme com o morno, com o quase, com o mínimo. Seja intensidade, seja presença, seja abrigo na alma de alguém. O bem que você entrega, volta. Sempre volta. Às vezes, em silêncio. Outras, em forma de amor. Porque no fim... não são os grandes momentos que salvam a gente, são os pequenos. Os detalhes. Os olhares. Os abraços. Já desejei o mundo... hoje, só quero paz onde eu descanso e verdade onde eu fico. E se for para ser, que seja inteiro. Se não for... que não me interrompa.
Depois que a gente aprende a se escolher, qualquer migalha vira insulto. A pior saudade é a de si mesmo. E o maior reencontro... é quando a gente volta a se amar. É ali que tudo muda. Porque quando a gente se escolhe de novo, ninguém mais tem o poder de nos diminuir.
Tem dias em que a gente se olha no espelho e percebe que se perdeu tentando caber nos espaços dos outros... Que deixou de se escutar para ser aceito, que aceitou migalhas chamando de amor. Mas chega um momento doloroso e libertador em que a alma grita. A gente se escolhe. E nesse instante, tudo muda. Porque ninguém que se ama aceita menos do que merece. Esse reencontro com a própria essência é o ato mais bonito de amor que existe.
A pressa faz a gente aceitar pouco… A paciência faz a vida entregar o que a gente merece. Não é sobre esperar qualquer coisa…
É sobre esperar o que vale a pena de verdade. O que chega rápido… nem sempre fica. O que vem no tempo certo… ninguém tira.
Tem gente que não te entende…
e acha que o problema é você.
Mas o problema é que você é intenso…
É leal…
É extraordinário…
E quem só sabe amar pela metade…
nunca vai entender alguém que transborda.
Mas tudo bem…
Ser demais sempre assusta quem é de menos.
Tem dias que a gente acorda cansado… e não é só o corpo, são os pensamentos, o coração, a alma. Parece que tudo pesa, que o mundo cobra mais do que a gente tem para dar. E os olhos… ah, os olhos, eles entregam o cansaço que o sorriso tenta esconder. Mas mesmo assim… a gente levanta. A gente segue. Porque desistir nunca foi opção. Porque tem sonhos esperando, tem promessas que a gente fez para a gente mesmo, tem uma força lá, no fundo, que, mesmo apagada, nunca some por completo. E mesmo com os olhos cansados, o coração sussurra: “Vai… você consegue.”
O mundo tá cheio de gente com medo de sentir, por isso tá vazio de amor.
Sejam intensos, o desinteresse é chato.
Chega uma hora que a gente entende: não é sobre dar tudo para todo mundo. É sobre escolher melhor quem merece ter acesso ao nosso melhor. Tem gente que desperta o incrível na gente. Que nos faz querer ser mais, fazer mais, sentir mais. E tem gente… que só suga, apaga, pesa. E às vezes, não é que a pessoa te apaga, ela só não sabe acender. E tá tudo bem aprender a filtrar. Tá tudo bem, guardar o que é raro. Para quem também é. Porque presença boa não exige esforço. Olho bom reconhece brilho. E gente incrível… manifesta o incrível nos outros. Por isso, guarde o seu melhor. Guarde o seu lado mais bonito, mais inteiro, mais leve… para quem também sabe ser bonito com você. Para quem soma. Para quem te vê. Para quem te inspira. Reciprocidade não é excesso. É critério.
Tem gente que só queria um amor simples. Leve. Verdadeiro. Mas vive encontrando quem complica tudo.
Nem sempre a vida vai te oferecer sol. Mas vai colocar gente-luz no seu caminho daquelas que aquecem só por existir. E, às vezes, isso basta. Você não precisa se endurecer para sobreviver. Ainda dá para ser leve, sensível e inteiro... mesmo num mundo que te exige tanto. E isso, sim, é força. Daquelas raras. Com uma verdade que não se encontra em qualquer um.
Faça tudo com amor, zelo e atenção, mas não espere reconhecimento, muita gente não sabe o que é isso.
Familia pode ser qualquer um que a gente escolher, porque os mesmos que os tens como familiares podem colocar cartazes nas esquinas a procura de alguém que lhe doe sangue porque entre eles nenhum deles é compatível ao teu. Família é alguém que chora às tuas lágrimas, sente a tua dor, festeja as suas vitórias sem isso de se fosse eu, está sempre pronto p'ra lhe ajudar, se não der, te ajuda a achar uma ajuda.
Começa a apreender que as pessoas não são fixas em nossas vidas, por mais que a gente queira, elas são variáveis por um momento ou outro elas irão partir, se não por nós será por elas!
É tão gostoso a gente pensar em alguém que nos faz bem. Eu com toda essa minha timidez, me sinto tão grande nessa minha pequenez.
