Quando a Gente se Encontrou
Sabe aquele momento em que a gente paralisa no tempo e não consegue nem falar? - Então, são nossas cordas vocais que deram um nó cego no peito e o coração apenas suspira.
A vida é em preto e branco se a gente quiser, pois dentro de nós pulsa um coração vermelho rubro que pincela conforme nossas emoções e sentimentos todas as nuances em cores, se assim o permitimos.
Depois de uma certa idade o que a gente mais quer é que nossos gritos abafados em nossos silêncios, apenas suspirem.
Temos o momento de recuar outro de nos aproximar e também o da reflexão em que a gente dá um passo pra trás outro pra frente, e nesse ínterim vamos seguindo nossa sina, sentindo apenas o pulsar do coração que bate como um sino que parece vir de uma capela tão próxima ao mesmo tão distante onde nesse patamar a vida nos parece apenas um realejo.
O problema é que a gente espera tanto de nosso semelhante e o mesmo espera da gente...e nesse ínterim as almas continuam caminhando de costas umas para as outras e com passos lentos para trás a vida vai passando esperando a morte chegar...
O problema é que a gente sempre espera que o outro dê o primeiro passo para que possamos dar o nosso, e assim a gente vai tropeçando em nossas próprias pernas e o relógio voa com os seus ponteiros derradeiros como num galopar de cavalos selvagens e misteriosamente imponentes aguardando o apito para a corrida do meu e do seu tempo.
A gente busca tanto a felicidade, e muitas vezes ela está apenas adormecida nas artérias de nosso coração.
A vida e o Facebook tem algo em comum: - A gente sempre "oculta" alguma coisa na nossa "linha de tempo”.
A vida é bela e a gente fica na espreita observando essa pandemia levando os ponteiros do relógio do tempo pela janela...
A vida é cheia de boas e más intenções... e a gente fica ali no meio do fogo cruzado, tentando se desvencilhar das más e ser alvo das boas...
Aí o tempo resolve brincar de esconde-esconde e a gente correndo atrás tentando achar o esconderijo de nossas vidas...
Perder a mãe é perder o chão. A gente continua vivendo, mas sempre buscando a essência desse vazio que ficou no coração...
