Quando a Gente se Encontrou

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Quando o padre apoia uma inovação, ela é má; quando se lhe opõe, ela é boa.

O passado existe quando se está infeliz.

A mudança tem início quando alguém vê a próxima etapa.

Ensinam-nos a viver quando a vida já passou.

Pintar é fácil se não sabeis pintar - quando souberdes pintar, é ao contrário.

Quando me canso da paisagem
Do leste, viro a cadeira
Para oeste.

O revolucionário inventa as ideias. Quando as exaure, o conservador adopta-as.

Pouco dizemos quando o interesse ou a vaidade não nos faz falar.

Pensar é o que a grande maioria das pessoas pensa que está fazendo quando elas estão meramente rearranjando suas posições.

Telha de vidro

Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha...
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô...
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha...

A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro...
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade...

Agora,
o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos,
que - coitados - tão velhos
só hoje é que conhecem a luz doa dia...
A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão
da telha milagrosa...
Ou alguma estrela audaciosa
careteia
no espelho onde a moça se penteia.

Que linda camarinha! Era tão feia!
- Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta,
fria,
sem um luar, sem um clarão...
Por que você na experimenta?
A moça foi tão vem sucedida...
Ponha uma telha de vidro em sua vida!

O arrependimento esquece quando cessa o castigo.

Fica provado que uma inovação não é necessária quando se torna demasiado difícil implementá-la.

A única imoralidade consiste em não fazer o que se tem de fazer quando se tem vontade de o fazer.

Mors Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

Só quando já não se tiver finalidades na vida é que se é realmente livre.

Quando o nosso ódio é demasiado vivo, colocamo-nos abaixo daqueles que odiamos.

Quando Deus fecha uma porta, ele pode estar abrindo uma janela.

Quando o poder dirige a sua mira para o bem pessoal de quem o exerce, já degenerou em tirania.

Quando nos fazemos entender falamos sempre bem.

Estamos mais preparados para tentar o não tentado quando o que fazemos é inconsequente. Daí o fato notável de que muitas invenções tenham começado como brinquedos.

Eric Hoffer
Between the Devil and the Drago