Quando a Gente Pensa
Rodeio lá no Nova Brasília
Rodeio lá no Nova Brasília
eu me encontro com
a nossa gente tão querida
perto da BR-470
chegando quase em Ascurra,
Rodeio lá no Nova Brasília
tu levas com toda a ternura,
e por ali fico contigo festiva.
Rodeio lá no Nova Brasília
eu escutei aquela cantiga
que cantava a minha Noninha,
Memória de infância
sempre vale mais que toda a poesia.
Cunhataí
Caminhos abertos pelos pioneiros
foram encontrados até a ti,
A tua gente originária admirada
do cor auri dos cabelos das tuas
mulheres pronunciavam Cunhataí,
E o prelúdio de tudo o quê te fez cidade tu jamais abandonaste:
Destinos encontrados em solo gentil
e brasileiro que fizeram a História.
O povo que veio de muito longe
honra as memórias originária
e imigrante as mantém vivas sempre,
O heroísmo germânico está vivo
na virtude e no convívio da tua gente.
Histórias de gente simples e gigante do nosso Oeste Catarinense,
Cidade pequena e de virtudes
a serem ensinadas à muita gente,
Cunhataí transbordante de amor,
aconchegante e jóia rara,
Quando sempre falo de você
o meu coração dispara,
Éss meu rincão verde que me abraça.
Curitibanos
Na encosta amorosa
do Planalto Catarinense,
da História de honra
da tua gente originária,
ainda me lembro
e do destino embrenhado
nas matas pelo sofrimento
que um ou outro
na vida ainda relembram.
Curitibanos da minha vida,
do nada ouvi a prece
do Monge João Maria,
és o centro de Santa Catarina.
No galope do cavalo campeiro,
tu és gloriosa e meu mundo inteiro.
Tu nasceste corajosa
e gentilmente se ergueste
sagrada no Tropeirismo,
e de essência amorosa
por vocação sabes
ser descanso e festa.
O teu coração acolhedor
e veterano expositor: eu honro.
Tu foste incansável
na Revolução Farroupilha,
e amadureceste com
a Revolução Federalista,
e na Guerra do Contestado
abraçaste o teu batismo de fogo.
Pelas araucárias do meu destino,
sob o teu céu e o amor do teu povo,
minha Curitibanos adorada,
és minha terra virtuosa e consagrada.
Descanso
A tua gente polonesa e italiana
em ti encontraram o lugar
de erguer os seus lares e criar
uma acolhedora cidade,
Na agricultura se vê a força
e a coragem de verdade
da tua gente trabalhadora.
A sorrisada fácil, a gaita
chorona e a união da tua
gente que sabe festejar,
Vale atravessar o Estado
para ir até a ti encontrar.
A Coluna Prestes encontrou
descanso no Rio Arroio Macaco,
e da História de amor um
monumento por tuas mãos virou.
Descanso, terra bonita,
aprecio você em silêncio,
de quem encontrou na vida
pela primeira vez o amor
e escreveu uma poesia.
O Salto Formoso é o abraço
da Natureza que brinda os olhos,
enquanto o teu lugar brinda
os meus planos de ficar e os sonhos.
A fé da tua gente fez monumento
neste Descanso feito de fibra
e de História neste lugar brasileiro,
Tu vale o nosso amor e bem
mais do que um poemário inteiro.
Rodeio e suas festas
Na Tchucalonga a gente
se confraterniza,
na Magnalonga a gente
caminha,
Rodeio e suas festas
a vida gentilmente celebra.
No Baile do Vinho a gente
se encontra,
no Baile de Máscaras a gente
se encontra e se reencontra,
Rodeio e suas festas
do coração tomam conta.
Na La Sagra a italianidade
a gente celebra,
Rodeio em festa faz festa
para a festa,
eu amo quando a nossa
gente se encontra na Festa.
A nossa querida Rodeio
esbanja no Natal Bella Città
o maior brilho que existe
neste Médio Vale do Itajaí
e por cada um sempre existirá,
nós amamos muito morar aqui.
A nossa gente de Rodeio
sabe receber e a vida festejar,
Rodeio infinita e em festa
amamos este nosso lindo lugar
que mesmo quando não tem
festa nos inspira a vida festejar.
Ermo
Surgida durante povoamento
da imigração no Vale do Araranguá,
A tua gente originária
muito antes já vivia por lá.
De Turvo desmembrada,
longe da loucura do mundo,
poesia sobre o móvel ancestral,
aquarela divinal
das matas e das várzeas alagadas.
Semente do destino
pelo vento levada no Extremo Sul,
Teu perfume tem aroma de notas
de fino maracujá e céu azul.
Honrada gente que veio
para terras catarinenses a vida
construir é na força do campo
que inspira a vida seguir,
até em dias difíceis me fazes sorrir,
sempre me inspira a nunca de ti ir.
És do pioneirismo nascida
muito antes do plebiscito,
Inspiração brasileira,
inefável é a tua garra guerreira.
Ermo, minha estância poética,
meu rincão sublime,
dos esforços para erguer cidade,
de tudo de melhor que pões
na mesa e os teus ensinamentos
de grandeza tu és um grande
presente da vida com certeza.
Não sei quem
é palha,
Não sei quem
é fogo,
Só sei o quê não
se consome
é o amor da gente
que é chama.
Vendo gente colocando
o mapa errado da Venezuela,
ainda penso que pode
ser até de propósito
para que o Esequibo
seja apagado da História.
Eu penso em você
que cuida todos os dias
que vem mostrando
o mapa verdadeiro,
e respeita o meu solo brasileiro:
(Vendo que existe gente
insistente em recontar
os fatos de maneira
surreal assumo que tremo).
Contando o quê vem acontecendo
em meus versos latino-americanos
no mundo, no continente e por todo
o Hemisfério: sou eu é que não
deixo cair no esquecimento a injusta
prisão de um General acusado falsamente de instigação a rebelião
e de uma tropa em igual situação.
Para uns pode ser devaneio
o culto a liberdade como miragem
nos meus desertos e silêncios,
Alguém tem que crer no fim
da tempestade neste milênio.
Onde tem muita gente falando alto,
se for para levantar a voz que seja só para cantar. A vida já está bastante estressante para todo mundo
e o cérebro só retém aquilo que nos faz mais leves e receptivos.
Apiúna
Apiúna minha adorada,
a tua Maria-Fumaça
faz muita gente
enfrentar esta estrada.
O teu sabor de tangerina
e o teu perfume dão
motivos para a alegria.
Aquidaban é onde
a história e a vitória
se encontraram,
E também foi teu nome.
Na Serra do Mar
o meu peito a inspiração
sempre vive a encontrar.
Cabeço negro catedral
do tempo o teu nome
eu honro para sempre,
e amo amar a tua gente.
Nos teus morros, cachoeiras
e nas tuas corredeiras
estão os meus poemas
Onde está o belo Cânion
do Vale Ribeirão Neisse
entrego ao Altíssimo a prece
por esta cidade e hospitalidade.
Apiúna minha amada,
que nunca esquece
da herança botocuda e europeia,
tens todo este apreço
porque a tua gente que merece.
Não vai mais
adiantar nessa
e em qualquer
outra vida
se esconder,
Muita gente
está a te observar;
Vão te capturar
da mesma forma
que escreveste
o teu currículo
com ouro negro:
A fortuna do povo
foi feita para
ninguém tocar.
Você e outros
ainda insistem
em mal usar
o nome do General
para se escudar,
Vejo desde longe
a guerra suja
e a manipulação.
O General ainda
continua preso
há poucos meses
de fazer dois anos
completos do dia
treze de março
que ele foi levado
injustamente
em plena reunião
ordeira e pacífica,
evidente tem sido
a falta de justiça
e de compaixão.
Por medo ou
cumplicidade,
Vejo muita
gente calada
neste tempo
que passa,
Posso nesta
vida muito
perto do que
é muito pouco.
Gradativamente
a imigração
vem fazendo
nova a sua vida.
E sem poder
fazer nada
nesta Pátria
protegida
pelo Condor,
Sei que há
um General
uma tropa
e o seu povo,
Todos vítimas
de mais de uma
prisão arbitrária.
Paulatinamente
a reivindicação
vem crescendo
todo o santo dia.
O General está
aprisionado
desde o dia
treze de março
do ano de dois
mil e dezoito,
De um hotel
ele foi levado
no meio a
uma reunião
pacífica;
Na Justiça
não ocorreu
audiência
preliminar
E mal deixaram
da saúde ele
se recuperar,
Só Deus mesmo
sabe como ele está.
Bela Vista do Toldo
O aroma do mate trazido
pelos ventos faz lembrar
da tua gente indígena,
a memória profunda
afastada pelos séculos
e destes curiosos versos.
Balança a araucária
do meu destino,
o Contestado em mim
continua vivo,
salve Bela Vista do Toldo!
Os povos italianos,
poloneses, alemães
e ucranianos, semearam
lavouras prósperas
e ergueram uma cidade
acolhedora e sedutora.
Erguida unção mística
que traz o signo da vida,
os teus mistérios fascinam
e me fazem seguir a tua trilha,
salve Bela Vista do Toldo!
Na Festa de Nossa Senhora
da Glória e sob a benção
da Mãe eu me abraço
com o teu gentil povo,
Bela Vista do Toldo é puro ouro.
O aroma do mate servido
e a viola plangente
conta a História nas notas
da tua gentil gente,
salve Bela Vista do Toldo!
Em cada CTG me encontro
com você até o dia clarear,
Bela Vista do Toldo jóia
bonita de grutas escondidas:
meu porto seguro e amor de morar.
No centro da roda
foi a sua vez de estar,
Você cantou animado
para a gente dançar
a Dança do Tamanduá,
Os teus olhos de mim
você não parou de tirar,
Os meus olhos não
olhavam para outro lugar,
Foi assim que a gente
começou a namorar.
Amor suave, forte,
perfumado e perene
como cipreste verde
é o amor da gente
celebrado ontem,
hoje e sempre.
Forte e resistente
como o Carvalho
o amor da gente
é sobrevivente
de muitas tempestades
e continua intacto,
E assim continuamos
seguindo em frente
celebrando a cada
dia mais apaixonados:
somos eternos namorados.
Você me levando pela mão,
e a gente se deixando
levar por nossa paixão,
E eu levando a minha
saia para lá e para cá,
Nós dois girando com
toda esta forte energia
na Dança do Camaleão,
Sem querer li nos teus
olhos a mais linda poesia
e que não é de hoje que
tenho morado no seu coração.
