Provérbios Árabes

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Quem quer ficar bêbado não fica contando os copos.

Melhor negar o favor do que fazer esperar.

Não dá trela ao desocupado: ele fará de ti a sua ocupação.

Se fazes tanta questão de ganhar, então joga sozinho.

Algumas pessoas comem frango, outras caem do penhasco enquanto perseguem galinhas.

Desde quando o mendigo... impõe condições?

Com um bom conselho, antigamente ganhava-se um camelo;
hoje, a inimizade...

Só a tua unha é capaz de te coçar direito.

Quando perguntaram à mula "Quem é teu pai?", ela respondeu: "O cavalo é meu tio!"

"Defeito que agrada o sultão, vira virtude".

Se cuspo para baixo, cai na barba;
se cuspo para cima, cai no bigode.

De qual filho gosta mais? Do pequeno até que cresça, do doente até que sare, do ausente até que volte.

Eu não espanto os pássaros da árvore que me deu frutos amargos.

O ladrão é um só; os suspeitos, muitos.

"Não adianta querer apressar o camelo",


[=O camelo tem seu ritmo próprio, inalterável; a vida (os empreendimentos, os projetos etc.) também. É preciso aceitar a realidade como ela é, encarar os fatos com naturalidade...]

"Todo pedido de autorização será negado..."



[=Vá em frente, faça primeiro e peça autorização depois.]

Ser realista é saber tomar decisões acertadas, levando em conta um único fator: a própria realidade. Esse realismo é lucidez que permite ver com que pessoas e com que recursos se pode contar, é objetividade para prever as conseqüências de uma ação, é capacidade para escolher os meios adequados tendo em mira a consecução de um determinado fim, sem permitir que o medo, a covardia, a precipitação e os interesses interesseiros influenciem negativamente essas avaliações e decisões. Curiosamente, o árabe combina uma refinadíssima sensibilidade poética com o mais prosaico realismo, em que o fato bruto é o que conta. Muitos provérbios nomeiam, expressam e aconselham o voltar-se para a realidade.

"Entre Hâna e Mâna, lá se foi minha barba..."


Significado: Um muçulmano tinha duas esposas, Hâna e Mâna, uma jovem, outra velha; a ambas demonstrava igual afeto. No entanto, por ciúmes, a velha arrancava-lhe, carinhosamente, os fios pretos da barba, e a jovem os fios brancos, até que por fim o pobre homem ficou sem barba...

Muro baixo, o povo pula.

"A galinha sempre cisca. Mesmo sobre um monte de trigo, ela continua ciscando".

[= Para referir-se ao fato de que o temperamento de uma pessoa não muda.]