Promessas
Eu fico olhando para a nossa rotina e percebo que o amor de verdade não está nas grandes promessas, mas nos detalhes mais bobos. Está no café que a gente toma junto de manhã, no jeito que você me olha quando está distração ou no abraço apertado no fim de um dia cansado. Amar você é ter a certeza de que eu não preciso mais carregar o peso do mundo sozinho. A vida ficou bem mais bonita e leve desde que você topou caminhar de mãos dadas comigo. Sou grato por cada segundo ao seu lado.
O povo… ah, o povo.
Cansado, ferido, distraído
entre promessas, novelas e sobrevivência.
Um país onde a corrupção
já nem se esconde mais nas sombras;
ela sorri diante das câmeras
enquanto o trabalhador conta moedas no fim do mês.
Não entendo essa democracia
em que os rombos são anunciados em voz alta
e, ainda assim,
muitos seguem aplaudindo os próprios algozes.
Trocam indignação por espetáculo,
consciência por conveniência,
e o futuro vira refém
de discursos embalados em bandeiras.
Enquanto isso,
os mesmos colocados no poder
esfregam na cara da população
a indiferença, o descaso, o abandono.
E nós?
Seguimos divididos,
gritando lados, defendendo nomes,
quando talvez devêssemos defender pessoas.
Porque um país não se destrói apenas pela corrupção dos poderosos…
mas também pelo silêncio
de quem se acostumou a sobreviver dentro dela.
— Helaine Machado
O talvez me prende
em possibilidades que nunca chegam,
em promessas sem coragem,
em sentimentos sem nome.
Helaine machado
Vivo cansado de promessas não cumpridas
De promessas abusivas ao meu povo
E ações criminosas de que o governo
Tem a nos oferecer;
Perguntamos? Por quê?
Construímos um país
Digno de verdades;
E não de mentiras e ilusões
Mas talvez não...
Só queremos um tanto de paz
E até felicidade para com o nosso povo;
“Seguimos com sonhos herdados, com promessas nao cumpridas, carregando expectativas de quem nunca viveu nossas vidas.”
O mar é abrigo
O mar não pergunta nada.
Não exige explicações,
não pede promessas.
Eu chego cansada
e ele continua ali,
aberto, imenso,
sem se negar.
O mar acolhe até
quem chega quebrada,
com os pés feridos
e o peito cheio de nomes.
Não me diz para ficar,
não me diz para ir.
Ele apenas existe.
E às vezes isso basta:
um lugar que não foge,
que não se fecha,
que não me pede para ser outra.
Acontece.
As pessoas mudam.
Os afetos se transformam.
Algumas promessas não sobrevivem ao tempo.
E mesmo assim, certas histórias não se apagam.
Só aprendem a existir de outro jeito.
As pessoas passam quando veem flores.
Param quando há festa, riso fácil, promessas leves.
Mas desviam o olhar diante da cadeira, do silêncio,
do corpo que pede cuidado e não encanto.
Fico.
Não por vocação ao sacrifício,
mas porque amor não negocia presença.
Ser só eu e ela pesa,
não pelo caminho em si,
mas pela constatação de que poucos sabem caminhar
quando o chão exige firmeza.
Aprendi a ser suave sem ser frágil,
a seguir sem plateia,
a entender que quem vai embora
não falhou comigo,
apenas revelou seus limites.
E sigo.
Com menos mãos ao redor,
mas com a consciência limpa
de quem não trocou amor por facilidade.
A vida não ensina.
Ela rasga.
Arranca certezas pela raiz,
quebra promessas no joelho
e chama isso de caminho.
Os aprendizados vêm sujos,
sem legenda,
com gosto de perda na boca
e silêncio onde antes tinha nome.
A gente aprende sangrando,
aprende ficando,
aprende indo embora sem querer ir.
E mesmo assim, olha o absurdo,
continuamos vivos.
Não por força.
Por teimosia poética.
Eu me procurei nos lugares errados.
Nas pessoas.
Nos olhares que não ficaram.
Nas promessas que não sobreviveram.
E no fim…
eu estava no único lugar onde nunca pensei em olhar:
Dentro de mim.
Me reencontrar não foi bonito.
Não teve trilha sonora.
Teve silêncio.
Teve vergonha do que aceitei.
Teve culpa pelo que calei.
Mas também teve uma verdade crua:
eu nunca estive perdida.
Eu só estava longe de mim.
Fazer as pazes comigo não foi me perdoar por tudo.
Foi entender por que eu fiz.
Foi abraçar a mulher que aguentou o que eu hoje não aceito mais.
Reencontro não é voltar a ser quem eu era.
É finalmente ser quem eu sou.
"Nós nos tornamos algo que não esperávamos. Sem planos, sem promessas, sem perceber. Apenas aconteceu, como acontecem as coisas que realmente importam."
- OS MORTOS QUE AINDA RESPIRAM - O pub fede a cerveja velha, tabaco barato e promessas que nunca sobreviveram ao amanhecer. A madeira do balcão conhece mais derrotas do que qualquer igreja conhece confissões. Ninguém ali é santo. Ninguém ali espera um milagre.
É por isso que gosto deste lugar.
Aqui a mentira morre cedo.
Vejo homens afogando décadas dentro de um copo. Vejo outros contando moedas enquanto fingem que ainda têm tempo. Todos repetem a mesma oração miserável:
"Amanhã eu começo."
Mentira.
O amanhã é um golpe inventado para tranquilizar covardes.
A vida acontece agora, enquanto o gelo derrete no copo, enquanto a fumaça sobe em espirais e enquanto o coração ainda insiste em bater. Cada segundo desperdiçado é um pedaço da própria existência vendido por quase nada.
Você pode esperar.
Esperar o dinheiro. Esperar o amor. Esperar a oportunidade perfeita. Esperar que o medo vá embora.
Só não reclame quando descobrir que a morte nunca esperou por você.
Não se curve.
Porque o mundo adora homens de joelhos. Gente obediente compra mais, pensa menos e morre em silêncio.
Não quebre.
Quebrou o nariz? Levante. Quebrou o coração? Continue. Quebrou os planos? Construa outros com os pedaços. Ferro só vira lâmina depois que conhece o fogo.
Não desista.
Os maiores túmulos não estão nos cemitérios. Estão andando pelas ruas, respirando por obrigação, existindo sem nunca terem vivido um único dia de verdade.
Eu só quero viver enquanto estou vivo.
Não quero uma biografia limpa. Quero marcas. Quero erros. Quero noites mal dormidas, gargalhadas inconvenientes, amores intensos, fracassos honestos e histórias que façam alguém baixar o copo para escutar até o fim.
No fim da noite, o dono do pub apagará as luzes.
Um dia alguém apagará as suas.
A única pergunta que importa é esta:
Quando isso acontecer, você terá vivido... ou apenas ocupado espaço entre o nascimento e o enterro?
A morte não leva apenas os vivos. Ela coleciona, principalmente, aqueles que passaram a vida inteira pedindo licença para existir.
O Novo Mundo não passa de um mar de promessas onde cada alma busca sua própria ilha, sem notar que o silêncio de Roanoke é o eco do nosso eterno desejo de desaparecer, apenas para recomeçar no instante em que nasce uma nova Virgínia.
Reno Fioraso
BEATRICE HALSE RUCHELL
17/08/26.
O nosso amor nunca foi desenhado em promessas jogadas ao vento ou em discursos ensaiados que perdem o sentido com o tempo. Nós aprendemos a conversar em uma linguagem própria [ nas nossas músicas amor rs], onde a tradução mais pura do que sentimos vive nas atitudes de nossos atos. É no cuidado silencioso, no abraço que abriga quando o mundo parece desabar, no entrelaçar das mãos quando o passo aperta e no olhar que ampara quando as palavras, por si só, não dariam conta. E eu escolho você. Escolho na calmaria e nos dias em que o riso é fácil, mas, acima de tudo, escolho você na tempestade. Porque quando as dificuldades tentam nublar o nosso caminho e o peso da rotina bate à porta, é a força do que construímos no silêncio das nossas ações que nos mantém de pé. Nós sabemos que a vida não é um roteiro livre de desafios, mas a beleza da nossa história está justamente na coragem de escolher a mesma pessoa, repetidas vezes, apesar de todas as incertezas. É a certeza de que os obstáculos, os dias ruins e as imperfeições nunca serão maiores do que a nossa vontade mútua de fazer dar certo. Cada tempestade que enfrentamos juntos apenas aprofunda as raízes do nosso porto seguro. Que continuemos assim,provando o nosso afeto na firmeza do dia a dia, cuidando um do outro nos detalhes mais simples. Porque, no fim das contas, se eu tivesse que passar por tudo de novo , com todas as lutas, tropeços e espinhos do caminho , eu ainda assim escolheria segurar a sua mão para caminhar ao seu lado.
_Enzo Ruchell_
A única bolsa que se deve correr atrás é da bolsa de valores, ela não entrega promessas, entrega ações.
Não tome decisões quando você estiver com muita raiva ou triste.
Não faça promessas quando estiver muito feliz. Se precipitar é arranjar sarna pra se coçar.
"Muita invencionice, terror, interesse financeiro, promessas e até um pouco de literatura. Foi assim que se formaram as religiões, e assim continua até hoje."
