Profissão de Fé
Entre a Bússola da Fé e o Oceano do Pensamento: A Jornada Psicológica da Consciência Humana.
Na experiência humana há, um paradoxo sublime: a necessidade de direção e a ânsia por liberdade. Muitos encontram na religião uma bússola um corpo doutrinário, moral e espiritual que norteia a existência imortal, conferindo sentido, consolo e propósito às suas ações. Essa bússola, quando orientada pela ética e pela sinceridade, cumpre um papel essencial: ela dá ao homem a sensação de estar em rota, mesmo quando a vida parece uma travessia em mar revolto.
Entretanto, outros preferem o oceano vasto, misterioso e em constante expansão onde as ondas do pensamento se tornam embarcações e o próprio intelecto é o leme. Esses caminham sem mapa fixo, movidos pela curiosidade que os impele a compreender o todo por si mesmos. Rejeitam a segurança dos dogmas, não por soberba, mas por sentir que a verdade, quando é viva, não se encerra em fronteiras nem em catecismos.
Ambas as posturas, contudo, são legítimas e necessárias à evolução da consciência. A religião, quando bem compreendida, é o solo fértil da alma; o pensamento livre, quando disciplinado, é o vento que impulsiona as sementes da razão. O conflito entre fé e razão tantas vezes travado na história humana é, na verdade, um diálogo interior que cada ser trava consigo mesmo.
Há momentos em que o homem, exaurido pela dor ou pela dúvida, anseia por um amparo que transcenda o intelecto; outros, sente o impulso de romper as amarras da crença e seguir o próprio raciocínio. Em ambos os casos, a alma busca o mesmo destino: compreender-se e compreender o Todo.
Mas nesse mergulho no oceano mental, o perigo é real: o pensamento, quando se alimenta apenas de si, pode trair-se em emoções e sentimentos alterados. A mente humana, em sua plasticidade e complexidade, é capaz de criar mundos ilusórios, justificativas emocionais e racionalizações sutis que desviam o curso da lucidez. É por isso que os antigos mestres advertiam: conhece-te a ti mesmo, antes de pretender conhecer o universo.
A psicologia moderna confirma essa necessidade de autoconhecimento. O ser humano é um composto de pulsões, desejos, crenças e memórias um campo simbólico em constante movimento. Em cada escolha, há forças inconscientes que nos guiam tanto quanto a razão. Assim, a religião pode funcionar como um espelho moral que revela as sombras interiores, e o pensamento livre, como um instrumento de desvelamento das ilusões. Ambos são caminhos de crescimento psíquico e espiritual.
Seres psicológicos que somos, anelamos pela psique além do corpo essa dimensão onde o Eu se encontra com algo maior que o próprio Eu. Alguns chamam isso de Deus; outros, de Consciência Universal, Espírito, Energia ou Totalidade. O nome pouco importa: o essencial é o movimento de transcendência que impulsiona o ser humano a ultrapassar os limites do imediato.
O respeito pelas escolhas espirituais ou filosóficas do outro é, portanto, um imperativo ético. Cada consciência caminha no ritmo de sua própria compreensão. A bússola da fé e o oceano do pensamento não são inimigos, mas expressões complementares da mesma busca a busca da Verdade.
Conclusão.
Toda alma é peregrina na vastidão do existir. Algumas seguem as estrelas fixas da religião; outras, navegam ao sabor dos ventos do pensamento. Mas ambas, no fim, aspiram ao mesmo porto de luz: a compreensão de si e do infinito. Quando compreendermos que há muitas rotas e um só destino o da consciência desperta então cessarão as disputas entre crença e razão, e o homem, enfim, encontrará paz na harmonia entre o coração que crê e a mente que pensa.
Alguém me perguntou: "porque essas empresas da fé vivem lotadas de gente buscando soluções com esses charlatões"? Uma de muitas respostas é que, como os diversos problemas gerados após a queda do homem continuaram se multiplicando na humanidade até a volta de Cristo, essas empresas da fé sempre terão um “mercado espiritual” gigantesco de gente sofrida buscando soluções mágicas para seus problemas. E os charlatões da fé sabem disso, portanto até o retorno de Cristo veremos isso todos os dias.
A defesa da fé cristã (apologética) é uma ação teológica fundamental neste momento de apostasia e ataques que o cristianismo vem sofrendo. As diversidades de heresias do mundo gospel e os ataques de grupos com intenções obscuras são grandes ameaças para a verdadeira compreensão do Evangelho. Há exemplo de Davi quando pastoreava as ovelhas e as protegia de ursos e leões, os pastores devem proteger as ovelhas contra as falsas doutrinas dos mercenários e dos lobos devoradores que espreitam a Igreja do Senhor.
Resumindo:
Graça Preveniente: O pecador é despertado por Deus;
Fé: O pecador é capacitado a crer em Deus;
Arrependimento: O pecador da meia volta na vida de pecado;
Regeneração: O pecador nasce de novo pelo Espírito.
Justificação: O pecado não condena mais;
Santificação: O pecado não domina mais;
Glorificação: O pecado não existe mais.
Uma fé do tamanho de um grão de mostarda derruba qualquer gigante que se levante contra a sua vida.
A fé não encontra fundamento na história ou na filosofia, mas somente na revelação do Verbo Vivo.
(João 7.38)
Muitos perderam a fé por acreditarem em falsas profecias e promessas mirabolantes retiradas do Antigo Testamento por falsos profetas que só desejavam tosquiar essas pessoas.
O perdão tem seu lugar central na nossa fé, mas não pode ser romantizado e praticado sem filtro. Não há perdão sem critérios. Quando você pratica o perdão sem critérios cria uma zona de conforto para o traidor. Precisamos confrontar para só depois acolher novamente.
John Wesley dizia: Fé e razão precisam andar de mãos dadas. Entretanto, fé em demasia é fanatismo; razão em excesso é incredulidade.
Dito isso, precisamos entender que a razão gera o raciocínio, fornecendo ao estudante da Bíblia o instrumento necessário para a interpretação correta do texto. Assim, a razão não se opõe a fé, mas lhe dá o instrumento racional para compreender o texto Bíblico.
Aprenda uma coisa na sua caminhada de fé: palpiteiros não te ajudaram a chegar ao seu destino. Palpiteiros não te ajudaram resolver seus conflitos. Palpiteiros não te ajudaram a amadurecer. Palpite não serve para nada! Quem tem propósito de vida não perde tempo com palpiteiros.
A Salvação é pela Graça
(Ef 2.8), mas mediante uma fé viva (Tg 2.24), pois a fé sem obras é morta
(Mt 25.34-40; Tg 2.14-19). Tão simples de entender.
Os Camelôs da Fé
O que é que você precisa saber sobre os camelôs da fé? Que todas essas gambiarras que eles chamam de campanhas do milagre, de votos ungidos, de desafios da fé, sacrifícios para vitória, de ofertas que abrem portas, unções “apostólicas” honras ministeriais e todas as outras bizarrices inomináveis inventadas pelos falsos profetas e new-apóstolos visam apenas:
- Te transformar em fonte de renda ou mão de obra barata;
- Aumentar o domínio e a manipulação sobre todas as áreas da sua vida;
- Atrair os incautos para ampliar seus impérios pessoais aumentando suas riquezas.
Até quando você vai ficar fazendo papel de bobo nas mãos desses charlatães da fé e contribuindo para o estilo luxuoso de vida desses camelôs da fé?
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Quando a nossa fé está centrada em Deus, enfrentamos os gigantes, caminhamos no vale da sombra da morte, sonhamos o impossível e nenhum desafio é muito grande para nós.
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